Síntese do dia: mais um secretário de Sérgio Cabral preso, e servidores com risco de serem ainda mais penalizados

 

Abaixo posto mais um vídeo que produzi para o “Blog do Pedlowski” para fazer uma rápida síntese do dia de hoje.  É que começamos com a mais do que esperada prisão do ex-secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortês, e podemos terminar com a aprovação pela Câmara de Deputados do PL da Maldade que deverá impor medidas draconianas aos servidores de estados falidos como é o caso do Rio de Janeiro.

Há ainda espaço para um rápido comentário sobre a visita do ainda secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes, ao campus da Uenf no dia de ontem.

 

Mais uma profecia: secretário veste camisa de defesa da Uenf e deve cair em breve

Após uma longa reunião na sala de reuniões da reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o ainda secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, o deputado estadual Pedro Fernandes (PMDB), foi presenteado com uma camiseta criada pela Associação de Docentes da Uenf para simbolizar a defesa da instituição contra o desmonte promovido pelo (des) governo do qual ele faz parte.

Pois bem, o jovem secretário não apenas recebeu a camiseta, mas como a vestiu de forma voluntária, como mostra a imagem abaixo, produzindo uma ótima imagem de marketing para os enfrentamentos que certamente ainda ocorrerão entre a comunidade universitária da Uenf e o (des) governo Pezão.

pedro fernandes

Insira uma legenda

Lamentavelmente para o secretário Pedro Fernandes, esse gesto de aquiescência da justeza das reivindicações da comunidade universitária da Uenf deverá brevemente lhe custar o cargo que ele ocupa. É que desde que ocupou o cargo, sabe-se lá por quais razões, Pedro Fernandes já amealhou vários inimigos dentro da equipe mais próxima do (des) governador Pezão. Agora, ao vestir a camisa com a bela charge de Darcy Ribeiro,  Pedro Fernandes deverá balançar de vez no cargo.

Mas que ninguém se preocupe muito com o jovem secretário, pois Pedro Fernandes precisará apenas voltar para o Palácio Tiradentes para retomar seus funções parlamentares. Já a Uenf e sua comunidade universitária vão ter que continuar se virando por conta própria!

Crise, que crise? (Des) governo Pezão quer conceder mais R$ 650 milhões em isenções fiscais para a AMBEV

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De tempos em tempos algum porta-voz do (des) governo Pezão ainda tem o desplante de vir a público para defender a política de benesses fiscais criada pelo hoje presidiário Sérgio Cabral e que já custou algo em torno de R$ 200 bilhões aos cofres estaduais.

Até aí tudo bem, pois defender o indefensável é o papel dos sabujos que orbitam ou estão dentro de qualquer (des) governo. Mas a notícia abaixo, vinda da página oficial do deputado Marcelo Freixo (PSOL), é mais uma prova de que não há limite para a irresponsabilidade no atual (des) governo comandado (??) por Pezão.

Senão vejamos. Em plena primeira semana de abril existem hoje mais de 200 mil servidores públicos estaduais que ainda tiveram sequer o prazer de receber um calendário para o pagamento dos seus salários referentes ao mês de Fevereiro. O resultado desse calote salarial pode ser visto em vários dos órgãos afetados por esse processo, onde há servidor sobrevivendo da doação de cestas básicas!

Mas a despeito dessa situação vexaminosa, o que faz o (des) governo Pezão? Envia um projeto de Lei 2543/2017 cujo objeto é a concessão de mais R$ 650 milhões em isenções fiscais, o que totalizaria a fortuna de R$ 2,4 bilhões concedidos a essa que é uma das maiores empresas  não apenas do Brasil, mas do planeta! (ver extrato parcial abaixo)

lei 25432017

É ou não é a prova suprema de que vivemos uma crise para lá de seletiva no Rio de Janeiro sob o (des) governo de Luiz Fernando Pezão? E mais importante ainda, quanto mais tempo os servidores aceitarão ser preteridos em seus direitos básicos para que o (des) governo Pezão possa continuar participando de uma farra fiscal que só prejudicou o Rio de Janeiro?

Governo quer conceder financiamento de R$ 650 milhões para a Ambev

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O Projeto de Lei 2543/2017, que concede um financiamento de R$ 650 milhões e incentivo fiscal à Ambev, foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (05/04) e será encaminhado para votação na Alerj. Importante lembrar que, desde 2011, através de decretos, o estado já aprovou a concessão de financiamentos que totalizam R$ 2,4 bilhões à empresa.

A nova iniciativa prevê dois benefícios:

1) Financiamento através do Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social (FUNDES), com limite de crédito de até R$ 650 milhões, carência de 240 meses (20 anos!) e juros de apenas 3% ao ano.

2) Diferimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), ou seja, incentivo fiscal.

A justificativa do PL é a construção de uma nova unidade para produção de garrafas e latas de alumínio, mas o texto sequer especifica em qual cidade do Rio a nova empresa será instalada. Além disso, é importante lembrar que a Ambev já possui 13 unidades no estado, incluindo 4 fábricas.

A proposta estima a geração de apenas 200 novos empregos diretos e indiretos. E, se o valor do investimento é de R$ 650 milhões, isso significa que cada novo trabalho custará R$ 3,25 milhões. Um cálculo que não compensa.

O incentivo torna-se ainda mais questionável porque a Ambev é a maior indústria privada de bens de consumo do Brasil, tendo obtido um lucro líquido de R$ 12,8 bilhões em 2016. No ano passado, nós já havíamos denunciado que, apesar da empresa ter uma dívida de R$ 527 milhões com o governo do Estado, havia obtido mais de R$ 250 milhões de renúncia fiscal entre 2008 e 2013.

Porque será que uma empresa tão grande e lucrativa – e que ainda deve ao estado! – continua recebendo benefícios? Não faz sentido que o(a)s servidore(a)s, estudantes, trabalhadore(a)s e aposentado(a)s sejam responsabilizado(a)s e penalizado(a)s pelos graves problemas econômicos do Rio. É cada vez mais evidente que a crise não é causada por excesso de despesas do governo, mas por problemas na arrecadação das receitas.

FONTE: http://www.marcelofreixo.com.br/blog/governo-quer-conceder-financiamento-de-r-650-milhoes-para-a-amb

TJ/RJ concede liminar que impede corte de salários na Uerj

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Atendendo a um pedido  de liminar feito pela reitoria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Desembargador Maurício Caldas Lopes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar que objetivamente proíbe que o (des) governador Luiz Fernando Pezão cumpra a ameaça de cortar 30% dos salários (atrasados, diga-se de passagem) dos seus servidores (Aqui!).

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Em seu despacho, o Desembargador Maurício Caldas Lopes determinou que concedia a “liminar nos termos em que requerida, isto é, até final julgamento deste mandamus e/ou enquanto permanecer a situação de precariedade que impede o funcionamento da impetrante“. Além disso, o desembargador também intimou as autoridades impetradas para “absterem-se da prática do ato anunciado, sob pena da multa que, em caso de resistência ao cumprimento desta ordem, será fixada“.

Esta decisão representa uma derrota da tática adotada pelo (des) governador Pezão que visava coagir e, sobretudo, calar as justas reivindicações da Uerj. É que restou claro na decisão do Desembargador Maurício Caldas Lopes que a culpa pela ausência do funcionamento normal da Uerj cabe ao (des) governo do Rio de Janeiro.

Aliás, esta tentativa de coagir a Uerj representa apenas mais um capítulo patético de um (des) governo que claramente perdeu todas as condições de dirigir o estado do Rio de Janeiro. 

Para quem desejar ler a íntegra da liminar concedida pelo Desembargador Maurício Caldas Lopes, basta clicar (Aqui!)

Fake news: O DIA dá exemplo insuperável com capa mentirosa

O conceito de “fake news” ganhou grande espaço recente nas eleições estadunidenses quando o agora presidente eleito Donald Trump abusou de seu uso para tentar negar várias noticias altamente negativas contra sua campanha. Em português literal, “fake news” pode ser traduzido como “notícia falsa”, e existe até um debate sobre o papel que a internet está jogando em propagá-las. Uma coisa é certa, as “fake news” é um fenômeno que está sendo exponencializado pela internet, mas não foram criadas agora.

Querem ver um ótimo exemplo disso? Olhemos a capa do jornal O DIA desta 5a. feira (19/01) já que ela nos dá um exemplo primoroso de “fake news“com sua manchete garrafal de que o (des) governo Pezão ” fecha hoje o acordo que vai salvar os servidores”.

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Vamos lá, quem é que se sente salvo por um ajuste fiscal com medidas draconianas que incluem a privatização de uma empresa estatal lucrativa como a CEDAE e a tunga salarial que pode chegar a 11% no caso dos servidores da ativa? 

Até o mais ingênuo dos leitores do “O DIA” deve imaginar que há algo muito estranho nesse suposto salvamento dos servidores que terão seus salários sangrados, enquanto as isenções fiscais continuam intocadas e as Organizações Sociais (OSs) continuarão abocanhando muitas centenas de milhões de reais pela prestação com baixíssima qualidade de vários tipos de serviços públicos essenciais.

A verdade é que os únicos sendo “salvos” pelo arrocho que está vindo de Brasília são o próprio (des) governo Pezão, as corporações privadas, incluindo os proprietários do jornal O DIA.

Já os servidores e a população que depende de seus serviços vão continuar mergulhados na imensa crise (seletiva) que os (des) governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão impuseram na segunda economia da federação brasileira.

Ah, sim, antes que eu me esqueça. Essa capa também o dom de produzir  uma “fake news” premonitiva que é anunciar o encerramento da  greve dos policiais civis. Combinadas as duas fake news refletem apenas o desejo dos proprietários do “O DIA” de bem servir ao (des) governo Pezão em vez de informar corretamente os seus leitores.

E depois ainda tem gente na mídia corporativa que não consegue entender a notável e profunda queda de leitores que seus veículos vêm exprimentando nas últimas décadas. É que em tempos de internet, até as “fake news” têm vida curta e junto com elas os seus propagadores.

O mérito dos vetos de Pezão à LDO 2017: mostrar a face real do seu (des) governo

Graças à coluna da jornalista Berenice Seara no jornal EXTRA, podemos agora ter uma confirmação (mais uma, aliás) da natureza privatista e obscurantista do (des) governo Pezão, e do porquê de estarmos enfiados numa profunda crise financeira (seletiva) no Rio de Janeiro (Aqui!).

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É que por meio deste material somos informados de cinco vetos assinados pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017 conforme havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)

Quando olhados separadamente e sem a devida análise global, os vetos não parecem inicialmente tão substantivos, mas é só junta-los que podemos ter uma noção mais completa da natureza desse (des) governo.

O primeiro veto é mais do que esperado e não deve surpreender, pois Pezão vetou o artigo que determinava prioridade no pagamento do salário dos servidores ativos e inativos. É que quem ainda não pagou o salário de Dezembro ou, tampouco, o décimo terceiro salário de 2016, não iria agora se compadecer com o drama de servidores e aposentados. Já nesse primeiro caso, Pezão quer manter tudo como dantes no Quartel de Abrantes.

Já o segundo veto se refere à decisão da Alerj de limitar a concessão de novos incentivos fiscais ao valor de 1% da Receita Corrente Líquida do ano anterior. A mensagem aqui é clara: o (des) governo Pezão pretende continuar com a farra fiscal que já ceifou cerca de R$ 200 bilhões dos cofres estaduais.

Por outro lado, o terceiro e o quarto vetos têm a ver com o processo de privatização dos serviços públicos de saúde. Com o terceiro veto, Pezão quer garantir a primazia das caras e ineficientes Organizações Sociais (OSs) na prestação de serviços de saúde.  Mas esta primazia ainda virá acompanhada da continuidade da falta de transparência, pois Pezão vetou a obrigação do envio dos balancetes dos contratos com as OS a cada seis meses. Em outras palavras, as OSs vão continuar cobrando caro, sem que saibamos se o preço foi correto ou, pior, se os serviços foram efetivamente prestados. Mas a camaradagem com as OSs e com as empresas que vendem remédios ficou ainda garantida com o veto ao trecho da LDO que estabelecia que as compras de medicamentos hospitalares devessem ser, preferencialmente, pelo sistema de registro de preços. Impressionante, não?

 Agora, convenhamos se olharmos todos esses vetos de forma conjunta, qual é a mensagem do (des) governador Pezão para os servidores públicos e para a população em geral? Para mim, a mensagem é clara: às corporações privadas tudo, e aos servidores e à população o custo das generosidades cometidas com o dinheiro dos impostos.

Por essas e outras, não podemos nos enganar. O (des) governador Pezão é efetivamente o maestro de um processo de privatização do Estado, e seu compromisso é com a continuidade da crise (seletiva) que está colocando o Rio de Janeiro na iminência de um grave caos social.

Desta forma, seria uma perigosa ilusão achar que sairemos do buraco em que nos encontramos sem tomar as ruas e pressionar para que haja mudança efetiva no rumo desastroso em que estamos sendo colocados por essa sanha ultraneoliberal de sucatear o público sem obrigar que os responsáveis pela ação de monitorar os serviços prestados por entes privados tenham que entregar um mísero balancete a cada 6 meses sobre como estão usando o dinheiro dos nossos impostos.

Por último, há que se pressionar fortemente a Alerj para derrubar todos esses vetos. É que sem eles, continuaremos navegando por mares revoltos e sombrios. 

A crise seletiva do Brasil: milhões de desempregados de um lado, milhares de novos milionários de outro

Quem leu uma matéria publicada pela sucursal do Rio de Janeiro do jornal Folha de São Paulo no dia 13 de Outubro descobriu que naquele momento (este número já deve ter aumentado até aqui), o número de trabalhadores brasileiros desempregados havia atingido o astronômico número de 22,7 milhões (Aqui!).

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Quem vê esse número de desempregados sai logo com a explicação: é a crise! E não culpo as pessoas que ingenuamente compram a ideia de que temos tantos desempregados por causa da situação que coloca o Brasil num panorama recessivo que faz parecer que voltamos ao início da década de 1980.  

Mas eis que ontem o insuspeito “ESTADO DE SÃO PAULO” publicou uma matéria assinada por seu correspondente internacional  Jamil Chade que relativiza o impacto da crise que estamos vivendo ao apresentar os resultados de um estudo do também insuspeito Credit Suisse que descobriu que o Brasil é um recordista no número de  10.000 novos milionários , elevando o total de brasileiros com fortunas acima de US$ 1 milhão para algo em torno de 176 mil em 2016 (Aqui!).

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Ora, como explicar tamanha contradição? Afora o fato de que no capitalismo as crises nunca são perfeitamente compartilhadas por todos os membros da população, há ainda a questão de que o motor principal da crise que percorre o sistema é de natureza rentist. Assim, esses novos milionários não devem estar saindo do setor produtivo, mas são beneficiários da especulação financeira que asfixia a economia brasileira que paga os juros mais altos do planeta.

Há que se frisar que a especulação financeira é uma espécie de “Bolsa para Milionários” e, por isso, não se vê mais aquelas multidões de pele alva e cabelos loiros (naturais ou não) desfilando com a camisa da CBF para pedir a derrubada do governo “de facto” de Michel Temer. É que, pelo menos neste momento, a sociedade que esse setor minoritário da população brasileira representa está de novo no comando, e se sentindo muito bem. De quebra, ainda temos setores da classe média que podem estar sofrendo no bolso, mas ideologicamente se sentem justiçados com todos os retrocessos já impostos às políticas sociais que mitigavam a miséria dos mais pobres.

Como todas as medidas e encontros recentes do governo “de facto” apontam no aprofundamento da recessão, a tendência é que o número desempregados e novos milionários continue aumentando. Resta saber até quando o Brasil vai suportar esse diapasão que aponta para o aumento da segregação social e econômica.  Mas que não se venha a culpar os mais pobres se eles perderam a hercúlea paciência que têm demonstrado com o desmanche do precário sistema de apoio que desfrutaram nos anos de Lula e Dilma. 

Servidores do RJ protestam e preparam ato “Calamidade Olímpica”

Em entrevista dada hoje no programa “Faixa Livre” compartilhei a minha opinião pessoal de que a situação de crise seletiva causada pelas ações políticas do (des) governo estadual do Rio de Janeiro estão causando uma exasperação sem precedentes dentro do funcionalismo público estadual.  Adicionei a minha preocupação de que na ausência da devida organização política dos diferentes sindicatos que representam as categorias que formam o funcionalismo estadual, o risco é de que tenhamos uma explosão social que reverbere profundamente durante a realização dos Jogos Olímpicos.

Dito isso, mostro duas imagens abaixo que mostram que as coisas podem estar se acelerando no sentido de um protesto massivo do funcionalismo que convivendo com a realidade dos atrasos e parcelamentos de salários, agora se vê ameaçado com o início de demissões até de servidores concursados.

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A primeira imagem é a da convocação de um ato para amanhã na frente da Alerj e que foi convocado pela chamada Frente Povo Sem Medo.  A segunda é de um protesto realizado na manhã desta segunda-feira por policiais e bombeiros militares no Aeroporto Internacional do Galeão.

A junção dessas duas imagens mostra qual volátil as coisas poderão se tornar no Rio de Janeiro caso o (des) governo do Rio de Janeiro se mantenha no seu curso atual de penalizar os servidores e a população, enquanto continua com seu tratamento preferencial para as Olimpíadas e corporações privadas que operam no estado.

Uma coisa é certa: uma boa parcela dos servidores já não aguenta mais e está com a paciência esgotada com os usos e costumes do governo comandado pelo PMDB em consórcio com o PP.  Simples assim!

Saída de Dornelles é punir a população. Sobre as isenções, silêncio!

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Por Eliomar Coelho*

O governo, cada vez mais covarde, anunciou medidas para o Rio sair da crise (que existe graças aos anos de farra do PMDB e seus aliados com o dinheiro público).
Veja o que ele propõe:

Cortes em salários
Fim de programas sociais para famílias pobres como Renda Melhor e Renda Jovem
Fim do Bilhete Único para boa parte da população
Proibição de concursos públicos por 1 ano
Privatização da Cedae e de outras empresas públicas, provavelmente a preço de banana.

A crise está sendo jogada nas costas da população, principalmente dos mais pobres.

Enquanto isso, grandes empresas do Brasil (e do mundo), continuam sem contribuir um mísero centavo para a crise.
Ao contrário, continuam gozando de bilhões em isenções fiscais.

É bom lembrar que desde 2007, foram R$ 185 BILHÕES.

Só em 2015, com a crise no auge, o governo abriu mão de R$ 36 BILHÕES, sem o mínimo controle e transparência.

*Eliomar Coelho é deputado estadual pelo PSOL.

FONTE: https://www.facebook.com/eliomarcoelho/?fref=nf

A crise seletiva do (des) governo do RJ: R$ 120 milhões para propaganda oficial!

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Vem do blog “Transparência RJ” mais uma prova cabal de que a alegada crise financeira por que estaria passando o estado do Rio de Janeiro é, digamos, altamente seletiva. É que na segunda postagem deste blog recém-lançado é apresentado o curioso caso da licitação mais recente para propagandear os supostos feitos do (des) governo do Rio de Janeiro (Aqui!).

E como mostram as imagens abaixo, o valor alocado para a propaganda é generosíssimo: R$ 120 milhões, e com apenas cinco agências agraciadas, cada uma delas com o generoso valor de R$ 20 milhões.

Apenas para termos de comparação, o valor separado para a propaganda representa um porção significativa do orçamento de 2016 da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf)! E não custa nada lembrar que, ao contrário, das agências de publicidade aquinhoadas com essas polpudas verbas públicas, a Uenf continua sem ver a cor do dinheiro em 2016, e acumulando dívidas que, ironicamente, chegam cada vez mais perto do que cada uma das agências aquinhoadas deverá receber.

Em outras palavras, a opção não é definitivamente por investimentos em instituições que contribuam para o desenvolvimento econômico fluminense, mas sim pela geração de versões fantasiosas que encubram a realidade.

Agora, o que eu espero é que ninguém caia na conversa de que “os cofres foram raspados” para pagar a folha dos servidores estaduais. Esses cofres estão sendo raspados á quase uma década por todo tipo de uso que não traz qualquer ganho público. 

E de posse das informações que o “Transparência RJ” se torna possível questionar publicamente a seletividade desta crise que tenta jogar nos nossos olhos para fazer com que a caravana continue passando e,  por que não, turbinada com muito dinheiro público.