Delator da Odebrecht complica ainda situação do (des) governador Pezão

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A situação do (des) governador Luiz Fernando Pezão já andava boa em meio à profunda crise financeira e política em que está engolfado o estado do Rio de Janeiro. Mas o que já andava ruim, agora parece ter tomado uma guinada para o péssimo.

É que segundo informa a coluna Radar Online da revista Veja, Luiz Fernando Pezão é um dos políticos atingidos pela delação do ex-diretor da construtora Odebrecht, Leandro Andrade Azevedo (Aqui!). É que segundo Azevedo, a campanha de Pezão para a sua eleição para (des) governador do Rio de Janeiro teria sido abastecida com R$ 23,6 milhões em dinheiro e por 800 mil euros numa conta bancária localizada em instituição financeira no exterior.

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A delação de Leandro Azevedo parece vir acompanhada de detalhes de uma relação preferencial entre Pezão e a Odebrecht, envolvendo reuniões no Palácio Guanabara e na própria residência do atual (des) governador do Rio de Janeiro.  Pior ainda são os detalhes de como a proximidade entre Pezão e a Odebrecht teriam sido iniciados pelo seu padrinho político, o agora aprisionado ex (des) governador Sérgio Cabral.

Ainda que Pezão não seja o único político enrolado no emaranhado de delações que estão surgindo do interior da Odebrecht, o momento para que seu nome seja envolvido nessas denúncias é particularmente ruim. É que em meio ao tiroteio das delações da Odebrecht, o (des) governo do Rio de Janeiro está tentando aprovar uma série de medidas que atingem duramente os servidores e aposentados, e os setores mais pobres da população do Rio de Janeiro. O surgimento dessa denúncia certamente será um complicador no meio das negociações que certamente estavam ocorrendo dentro da bancada de apoio dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Aliás, a dificuldade de aprovar o seu pacote de Maldades (como o conjunto de medidas foi alcunhado pelos servidores) pode ser apenas o menor dos problemas que Pezão terá de enfrentar.

 

Revista Veja coloca o dedo nas jóias do (des) governador Pezão

A revista Veja publicou no dia de ontem (07/12) uma matéria mostrando que não é apenas o (des) governador Sérgio Cabral que precisa explicar as suas aquisições de jóias aos procuradores da operação Lava Jato, mas também o seu pupilo mais famoso, o atual (des) governador Luiz Fernando Pezão (Aqui!).

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A matéria da Veja, assinada por Leslie Leitão e Thiago Prado, cita inclusive o roubo de 15 caixas de jóias que ocorreu no apartamento de Luiz Fernando Pezão no dia 30/04/2012, fato que já havia sido mencionado aqui neste blog numa postagem feita no último 23/11 (Aqui!).

O angu fica mais grosso quando se constata que a joalheria, a  Blume Jóias, onde a esposa de Pezão fez suas compras era de propriedade da mulher do executivo da Odebrecht, Benedicto Júnior, a senhora Ronimar Machado Mendes, em sociedade com Verônica Vianna, mulher do ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes (um dos mais controversos secretários estaduais da era Cabral e um dos membros mais famosos da “Gangue dos Guardanapos”. Aliás, era nessa mesma joalheria que Adriana Ancelmo, esposa do (des) governador Sérgio Cabral, comprou parte do seu estoque de jóias.

Aliás, a matéria da Veja traz uma imagem (ver abaixo) da esposa do (des) governador Pezão junto com Adriana Ancelmo (à esquerda na foto) posando alegremente na entrada da Blume Jóias, o que confirma que o amor pelas jóias não está restrito ao casal Cabral.

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O (des) governador Pezão se manifesta na matéria negando qualquer malfeito nas compras de jóias que ele e sua esposa porventura tenham feito na Blume Jóias. Resta saber se todas as transações possuem notas fiscais emitidas, o que não ocorreu com o casal Sérgio Cabral/Adriano Ancelmo.

De minha parte, enquanto ainda espero a conclusão do pagamento do meu salário de Outubro, gostaria mesmo de saber é se a Blume Jóias também foi agraciada com algum tipo de “generosidade fiscal” por parte dos (des) governos comandados por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.  A resposta a esta pergunta poderá vir a valer um colar de ouro ornamentado com esmeraldas.

Lauro Jardim, Sérgio Cabral e Odebrecht: notas de um romance arruinado. Resta saber quem se sente magoado com quem

O jornalista Lauro Jardim postou neste domingo duas notas que precisam ser lidas juntas para que se possa realmente aferir o tamanho do buraco em que pode estar metido o ex (des) governador Sérgio Cabral (ver reproduções abaixo).

É que se depender da nota da direita, Sérgio Cabral só vai mesmo precisar com o que a ODebrecht tem a delatar sobre o tempo que ele reinava no Palácio Guanabara e e em Paris lá pelos meados de Novembro. O problema para Cabral é que Lauro Jardim anuncia que a delação do ex-presidente da Odebrecht deverá dar detalhes sobre as propaladas propinas que a construtura teria pago ao ex(des) governador.

Há que se lembrar que o atual (des) governador Luiz Fernando Pezão ocupou o papel duplo de vice-governador e secretário de Obras em várias das empreitadas que a Odebrecht tocou duranteos dois mandatos de Sérgio Cabral.  

Um elemento paralelo destas notas é que um aspecto que transparece é que houve um azedamento nas relações dos personagens envolvidos. Resta saber entre quem o pH da relação baixou mais: se entre Cabral e a Odebrecht ou entre Lauro Jardim e Sérgio Cabral, ou se entre todos os personagens listados. 

Eu explico o porquê da minha dúvida. É que acima do potencial valor jornalístico das duas notas, o que sobressai em minha opinião são avisos de que o bicho vai pegar para Sérgio Cabral, restando apenas se saber se vai. Mas que parece aviso de gente magoada, isto parece!

 

Caso “Odebrecht versus José Serra” quebra recorde olímpico de desaparecimento de assunto na mídia corporativa

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A revelação de que o tucano José Serra recebeu a bagatela de R$ 23 milhões da empreiteira Odebrecht, ministro das Relações Exteriores do governo interino de Michel Temer (PMDB), que foi noticiado ontem pelo jornal Folha de São Paulo desapareceu com uma velocidade digna de Usain Bolt nos 100 metros rasos. 

A notícia que foi veiculada ontem pelo jornal Folha de São Paulo (Aqui!) é de tal potencial destrutivo que se um petista que tivesse sido apanhado, as manchetes e veiculações das mesmas seriam quase instantâneas ao longo do dia de hoje por todos os veículos da mídia corporativa. 

Aliás, eu desconfio que se fosse um petista o delatado, já teríamos tido um desfilhe de camburões com contingentes fortemente armados da Polícia Federal para ir apanhar o incauto.

Mas não penso que esse sumiço midiático tem a ver só com o fato de que José Serra é um tucano de fina plumagem.  O problema é que o pessoal da Odebrecht também delatou o próprio Michel Temer como beneficiário de recursos vindos do chamado “Petrolão”, o que torna toda a narrativa vigente de que só os petistas são corruptos totalmente inválida. Não que os petistas sejam vestais nesse mundo obscuro dos financiamentos ilegais de campanha, mas apenas não são os únicos.

Nunca é demais lembrar que no plano municipal de Campos dos Goytacazes, as revelações em torno de Michel Temer e José Serra atingem tanto a situação quanto a oposição. É que o candidato a vice-prefeito na chapa governista é o vereador Mauro Silva que está filiado ao PSDB. Ao mesmo tempo, todos os principais candidatos da oposição têm algum tipo de relação (direta ou indireta) com o PMDB no plano estadual.

Em função disso é que a mídia local decidiu literalmente ignorar a situação delicada em que José Serra e Michel Temer se encontram após a delação dos executivos da Odebrecht (que, aliás, já tinham delatado também o ex (des) governador Sérgio Cabral).  Esse silêncio pode não ser lá muito jornalístico, mas é compreensível.  É que estando todo mundo junto e misturado, o melhor mesmo é se fingir de morto para não ter que dar explicação.

 

Bala de prata em José Serra? Não sejamos ingênuos!

A manchete do jornal Folha de São Paulo mostra duas coisas separadas que juntas concederiam mais do que uma medalha de prata para a política brasileira.

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É que graças a mais um desses vazamentos da equipe da Lava Jato somos informados de que o ministro das relações exteriores José Serra (PSDB/SP) teria recebido R$ 23 milhões via caixa 2 da empreiteira ODebrecht.

Mas me desculpem quem se empolgar com a manchete e seus efeitos imaginários de equalização do combate à corrupção no Brasil.

É que desde o livro “A Pìvrataria Tucana” de Amaury Ribeiro Junior  (Aqui!), José Serra já deveria ter sido instado a responder por determinadas questões. Mas não foi isso o que se viu. Assim, achar que agora isso vai acontecer pelas mãos da Lava Jato seria no mínimo ingenuidade.

E se há algum lugar onde não há espaço para ingenuidade no Brasil, esse lugar é o papel da equipe da Lava Jato na criação de um ambiente onde só o PT e seus membros são vistos como sendo corruptos.

Agora que é engraçado ver a sincronia entre a medalha de Felipe Wu e a notícia de que José Serra foi agraciado com alguns milhões pela Odebrecht, isto é!

Transparência RJ revela mais uma peculiar “generosidade fiscal” do (des) governo do RJ. O “felizardo” agora é um consórcio de empreiteiras fisgadas na Operação Lava Jato!

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O ex (des) governador Sérgio Cabral, mentor da política de “generosidades fiscais” que quebrou as finanças do Rio de Janeiro, falando na Reunião Geral do Fórum de Desenvolvimento da Área de Influência do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) que ocorreu no Palácio Guanabara no dia 13 de Agosto de 2013.

O blog “Transparência RJ” trouxe à luz no dia de ontem (25/07) mais uma que pode chamar de “generosidade fiscal” do (des) governo do Rio de Janeiro (Aqui!).  O caso trata de um “tratamento tributário especial” que foi concedido para o consórcio Pipe Rack, e que publicado no Diário Oficial no dia 21 de Julho.

Mas quais as “peculiaridades” de mais esta “generosidade fiscal”? A primeira coisa que me chamou a atenção foi o caráter retroativo do ato que beneficiou o consórcio Pipe Rack, pois a isenção sobre os valores devidos sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é retroativo ao dia 18 de novembro de 2011! (ver reprodução do extrato abaixo)

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O segundo aspecto, ainda mais peculiar, aparece quando se verifica quem são as empresas que formam este consórcio que era responsável por parte das construções do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) cuja construção no município de Itaboraí se encontra atualmente paralisada. Como mostra o resultado de uma consulta feito pelo Transparência RJ ao “Quadro de Sócios e Administradores”, o consórcio é formado nada mais, nada menos, por três das principais empreiteiras envolvidas nas acusações de corrupção pela Operação Lava Jato, quais sejam, a Construtora Norberto Odebrecht, a Mendes Junior Trading e Engenharia, e a UTC Engenharia S/A.

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Por quanto tempo as empreiteiras vão poder usufruir desta “generosidade fiscal” perguntaria o mais ingênuo.  Resposta: 25 anos! 

Depois ainda aparece algum “técnico” do (des) governo do Rio de Janeiro para plantar na mídia corporativa a versão insustentável de que a culpa da crise financeira que assola o Rio de Janeiro é dos servidores e aposentados! 

A questão que não quer calar sobre mais esta “generosidade” às custas do sofrimento da maioria da população do Rio de Janeiro é a seguinte: quando é que essas “generosidades” vão ser devidamente auditadas e investigadas pelos órgãos do controle? Para mim, já passou da hora!

Brasil 247:Olimpíada gera isenção fiscal de R$ 3,8 bilhões para 780 empresas

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Lei assinada pela presidente eleita Dilma Rousseff em 2013 concede isenção de impostos para um total de 780 empresas envolvidas nos jogos olímpicos da Rio 2016; entre elas estão o Comitê Olímpico Internacional (COI), a Globo, a Odebrecht, o Bradesco, a Coca-Cola e a Nike. É uma exigência do COI ao país-sede, compromisso firmado na candidatura do país, e praxe em outras edições; no Brasil, o total previsto é de R$ 3,8 bilhões

247 – Uma lei assinada pela presidente eleita Dilma Rousseff em 2013 concede isenção de impostos para um total de 780 empresas envolvidas nos jogos olímpicos da Rio 2016. 

Entre elas estão o Comitê Olímpico Internacional (COI), a Globo, a Odebrecht, o Bradesco, a Coca-Cola e a Nike. É uma exigência do COI ao país-sede, compromisso firmado na candidatura do país, e praxe em outras edições. No Brasil, o total previsto é de R$ 3,8 bilhões.

“A Lei tem o propósito de criar incentivos fiscais para o comitê organizador. Isso é nos moldes da Copa do Mundo para desonerar custos da realização”, informou o comitê ao blog do jornalista Rodrigo Mattos. “O Rio-2016 requer as habilitações. Só as empresas que estão com regularidade fiscal que podem ser incluídas, e só em notas para pagamento do Rio-2016.”

As isenções se restringem aos serviços ou produtos usados pelas empresas ou entidades para os Jogos, no período de janeiro de 2013 e 2017. Cada empresa passa a ter o direito a não pagar os impostos a partir do momento em que a Receita a inclui na lista. No caso das empresas nacionais, elas não precisam pagar nenhum imposto de importação para produtos ou serviços vindos do exterior. Também não pagam IPI de produtos adquiridos no país para realizar os Jogos, nem têm de quitar PIS/Pasep e Cofins por serviços contratados. Firmas vinculadas ao COI não têm de pagar nem imposto de renda.

A Globo Comunicações foi incluída na lista da Receita em maio de 2015 como prestadora de serviços e transmissora oficial do evento. O pagamento da importação de equipamentos também está isento. A emissora disse que ganhos com publicidade não estão livres de impostos. Com cotas de R$ 255 milhões, a Globo ganhará R$ 1,5 bilhão só em propaganda direta com os Jogos. “O valor da desoneração das emissoras é pequeno em relação ao total da isenção prevista em lei”, disse a assessoria.

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/economia/244945/Olimp%C3%ADada-gera-isen%C3%A7%C3%A3o-fiscal-de-R$-38-bilh%C3%B5es-para-780-empresas.htm

Transparência RJ descobre outro “negócio da China” com o dinheiro público: a compra dos trens chineses para a SuperVia

O blog “Transparência RJ” continua sua busca por negócios feitos pelo (des) governo do Rio de Janeiro com o dinheiro público, normalmente para encher os cofres das corporações privadas. A última descoberta se refere à compra de trens chineses para entregar à SuperVia que opera a concessão desse setor do transporte público (Aqui!).

Alguns detalhes chamam a atenção em mais esse “negócio da China” com o dinheiro do contribuinte fluminense. A primeira questão observada é o encarecimento de cada unidade adquirida dos chineses, pois o preço saltou de pouco mais de R$ 9 milhões para quase R$ 19 milhões, o que rendeu um gasto total de pouco mais de R$ 1,31 bilhão. A segunda questão descoberta pelo Transparência RJ é que a causa desse aumento foi o uso do Yuan como moeda de referência e da mudança da taxa de conversão da moeda chinesa para Real. Em outras palavras, outra matemática financeira complicada que requereria maiores explicações dos responsáveis pelo contrato de compra dos trens chineses.

O outro elemento que me causa estranheza é o fato do estado do Rio de  Janeiro continuar comprando trens para usufruto da SuperVia.  Tal situação configura um verdadeiro negócio da China para a SuperVia que já vem sendo beneficiada com isenções fiscais milionárias e acaba recebendo de graça trens para cobraram algumas das tarifas mais caras no setor no mundo.  

Essa política de apropriação das verbas públicas para beneficiar operadores de serviços públicos privatizados se revela como um verdadeiro escândalo, já que não há sequer a contrapartida em termos de serviços de qualidade, o que é comprovado pela agrura diária a que a população que tenta usar os serviços prestados pela SuperVia que é controlada nada mais, nada menos que pela empreiteira Odebrecht (Aqui! e Aqui!).

A coisa fica ainda mais cheirando a escândalo quando se leva em conta que em 2010, o ex-(des) governador Sérgio Cabral prorrogou a concessão da SuperVia por mais 25 anos (Aqui!), garantindo assim que a Odebrecht possa tirar o maior proveito possível da compra dos trens chineses que agora, graças ao Transparência RJ, se sabe que não saíram tão barato quanto o anunciado em 2012. E a cereja neste bolo de gosto duvidoso é o fato da mulher de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, ter em sua carteira de clientes no período da renovação da concessão, a própria SuperVia!

E depois os culpados pela crise financeira por que passa o Rio de Janeiro são os servidores públicos da ativa e aposentados. Façam-me o favor!

Odebrecht arranha efeito de Teflon de Sérgio Cabral

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O jornal Folha de São Paulo publicou hoje uma matéria assinada pela jornalistas Marina Dias e Bela Megale dando conta que a empreiteira Odebrecht apontou o ex(des) governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, como beneficiário de uma propina milionária relacionada a um gigantesco pacote de obras, incluindo as da Copa do Mundo (Aqui!)

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O interessante neste caso é que apesar de Sérgio Cabral já ter sido citado em outras delações, o caso de agora envolve uma obra da Odebrecht que extrapola o limite da chamada Operação Lava Jato, e cristaliza a necessidade de que as apurações de corrupção e compra de políticos extrapole a Petrobras.

Sérgio Cabral que vinha operando nos bastidores depois que saiu do Palácio Guanabara deixando lá a sua dupla de herdeiros, Pezão e Francisco Dornelles, agora certamente será forçado a se expor mais para se livrar de problemas com a justiça. O problema para ele é que isto se tornará cada vez mais difícil, visto que as delações relacionadas a ele estão se avolumando.

Agora, incrível mesmo é como a mídia corporativa blindou Sérgio Cabral durante os seus oito anos de (des) governo. Apenas para se tomar a dimensão dos problemas que ocorreram durante as obras para a Copa do Mundo, a reforma do Maracanã que foi orçada inicialmente em R$ 720 milhões acabou custando aos cofres públicos a bagatela de R$ 1,2 bilhão. Se confirmada a propina de 5% só nessa obra, Sérgio Cabral teria embolsado R$ 60 milhões.

E depois quem paga a crise são os servidores, aposentados e a população……

(Des) governo do Rio de Janeiro brinca com fogo. Pode sair tostado!

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Em meio a toda a crise instalada no (des) governo do Rio de Janeiro tenho tentado entender quais critérios podem estar guiando algumas decisões estapafúrdias que aumentam o grau de endividamento do tesouro estadual no mesmo momento em que se atrasam os salários dos servidores estaduais que apenas na ativa representam mais de 230 mil trabalhadores.

Mas diante da informação fornecida pelo mandato do deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL) que o (des) governo do Rio de Janeiro está tentando obter a autorização da Assembleia Legislativa para se endividar em mais R$ 1 bilhão para terminar a interminável linha 4 do metrô carioca em cuja construção participa ninguém mais do que a Odebrecht, eu só posso concluir que está a se brincar com a paciência dos servidores estaduais.

O problema é se brincar demais com a paciência de tanta gente num momento em que se diz que não há dinheiro para pagar salários. Das duas uma: ou se está apostando na mansidão do funcionalismo estadual ou se está querendo ver o circo pegar fogo. A ver!