Sob a desculpa de pagar servidores, (des) governo Pezão consuma Operação Delaware II e faz os fundos abutres ainda mais ricos

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A mídia corporativa fluminense divulgou na última 6a. feira a informação dando conta que o (des) governo Pezão deverá saldar a dívida com parcela do funcionalismo estadual no que toca ao 13o. salário de 2017 com recursos “captados” via uma operação de securitização do petróleo realizada no exterior (ver imagens abaixo).

Na matéria do jornal “EXTRA” há a informação de que “a excursão (de agentes do (des) governo)  passou por cidades como Londres, Nova York, Boston, Wasghinton, São Francisco e Los Angeles”  para supostamente concretizar a captação de  US$ 600 milhões, o equivalente a 2 bilhões de reais [ 1 & 2].

A informação crucial que faltou nas matérias produzidas sobre o assunto é de que essa securitização implica no aumento da dívida pública do estado do Rio de Janeiro e, pior, sem que se saiba o custo financeiro final da mesma.

Além disso, nenhuma matéria que li acerca dessa nova operação de captação de recursos cita o fato de que os royalties do petróleo já foram objeto de outra operação de captação de recursos, a hoje mal falada “Operação Delaware” que implicou na falência de fato do fundo próprio dos servidores do estado do Rio de Janeiro, o RioPrevidência.

O impressionante é que a ocontrário da Operação Delaware I, esta operação não teve sequer que passar pelo crivo da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, pois estava prevista no conjunto de pacotes do chamado “Regime de Recuperação Fiscal” (RRF) que foi empurrado goela abaixo do (des) governador Luiz Fernando Pezão pelo presidente “de facto” Michel Temer e seu ex-ministro e banqueiro Henrique Meirelles.

Aos servidores que se iludem com o fato deste pagamento atrasado significar algum tipo de noramlização é preciso que se diga que a Operação Delaware II deverá ser cobrado na forma de mais suor, sangue e lágrimas em um tempo não muito distante. É que quase certamente quando a  “ema gemer” para que o estado pague ao que deve aos fundos abutres por mais esta operação lesiva aos cofres estaduais, os servidores públicos estaduais serão novamente penalizados com mais congelamento salarial e aumento de contribuições para financiar o RioPrevidência que deverá estar ainda mais falido. 

Então que ninguém se iluda, pois o que está ruim ainda deverá piorar, e muito.   Para alegria total dos fundos abutres, os únicos vencedores do caos que será criado com o aumento da dívida do Rio de Janeiro.


[1] https://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/governo-do-estado-deve-quitar-13-salario-de-2017-ainda-este-mes-22585521.html

[2] https://odia.ig.com.br/colunas/servidor/2018/04/5531571-estado-do-rio-esta-a-um-passo-de-receber-recursos-para-quitar-13.html#foto=1

Conselho Universitário da Uerj se posiciona sobre não cumprimento pelo (des) governo Pezão da PEC 47 (Emenda 71)

Moção do Conselho Universitário da UERJ pelo cumprimento da Emenda Constitucional 71

O Conselho Universitário da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), reunido em sessão ordinária, no dia 6 de abril de 2018, manifesta seu repúdio ao descumprimento da Emenda Constitucional 71 pelo Governador do Estado, Luiz Fernando Pezão.  

A Emenda Constitucional 71, aprovada por unanimidade em votação de dois turnos, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (ALERJ), em dezembro de 2017, em seu artigo primeiro, parágrafo único, obriga o poder público a destinar anualmente à Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ – dotação definida de acordo com a Lei Orçamentária Estadual que lhe será transferida em duodécimos, mensalmente.

Segundo seu artigo 3º, a Emenda Constitucional vigora desde a data de sua publicação, em 22 de dezembro de 2017, produzindo os seus efeitos já a partir de 1º de janeiro de 2018, consoante à regra de transição, que estabelece, em 2018, o repasse de, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) da dotação definida de acordo com a Lei Orçamentária Anual – LOA 2018; elevando-se esse mínimo, em 2019, para 50% (cinquenta por cento) da dotação definida de acordo com a Lei Orçamentária Anual – LOA 2019, chegando, em 2020, a 100% (cem por cento) da dotação definida de acordo com a Lei Orçamentária Anual – LOA 2020.

A Emenda Constitucional 71 é resultado de longa e complexa negociação que envolveu trabalhadores, estudantes, e as reitorias da UENF, UERJ e UEZO. Sua promulgação pela ALERJ, em dezembro último, constituiu-se num marco histórico pela criação de uma ferramenta de autonomia financeira, que deverá ser aquela a estruturar a autonomia administrativa e proteger a autonomia didático-científica das universidades públicas do Estado. Ao atender a esse pleito das comunidades universitárias, que remonta ao início dos anos 90, o Legislativo estadual demonstrou reconhecer a importância estratégica do ensino superior público para o desenvolvimento do nosso Estado. Cabe, portanto, ao Executivo, acatar e executar a vontade do Poder Constituinte, repassando os recursos para uma conta própria das universidades, mantido o que disciplina o período de transição e, depois, de forma plena, a partir do ano de 2020.

O Governador Luiz Fernando Pezão, entretanto, protela a execução da Emenda 71, mantendo a lamentável característica de descumprir regras constitucionais, como a que obriga o investimento de um percentual mínimo de recursos para a saúde e para a pesquisa, o que, inclusive, levou, recentemente, ao pedido de impedimento de seu mandato pelo Ministério Público Estadual. 

O Conselho Universitário da UERJ repudia, de forma veemente, qualquer tentativa de burlar ao que determina a Emenda Constitucional 71, como o estabelecimento de cota financeira ou a inclusão da folha de pagamento no percentual definido pelas regras de transição.

Nesse sentido, o Conselho Universitário da UERJ exige o imediato cumprimento da Emenda Constitucional 71, instrumento fundamental ao cumprimento de nossa valorosa missão para com a população do Estado do Rio de Janeiro.

Abandonada à própria sorte pelo (des) governo Pezão, Uenf virou um gigantesco criadouro de mosquitos

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Ainda que esteja sendo feito praticamente nenhum movimento para informar à sociedade campista que o (des) governo Pezão continua seu processo de asfixia financeira (e neste processo desrespeitando a Constituição Estadual do Rio de Janeiro), a vida anda cada vez mais difícil para quem precisa frequentar o campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), especialmente no período noturno.

É que graças ao aporte generoso de chuvas neste início de 2018 que fez aumentar a altura do matagal que cobra boa parte do campus Leonel Brizola, a Uenf agora se transformou num dos maiores focos de infestação de mosquitos da cidade de Campos dos Goytacazes. 

 A coisa anda especialmente dramática para professores e estudantes que necessitam usar salas de aulas desprovidas de aparelhos de ar condicionado ou até dos prosaicos ventiladores de teto. É que, especialmente no período noturno, os espaços de aula estão sendo invadidos por milhares de mosquitos (ver abaixo o exemplo de uma sala de aula do Centro de Ciências Tecnológicas).

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Nas duas imagens acima cada ponto vermelho representa a presença de pelo menos um mosquito.

Não será nada surpreendente se em algum momento do futuro próximo, a Uenf vier a se tornar o centro disseminador de várias doenças transmitidas por estas “simpáticos” seres alados, incluindo a denguê, a Zika, o Chikungunya, e até a febre amarela.

Apesar de não ser lá um método dos mais eficientes é provável que visitas de veículos do tipo “Fumacê” sejam necessárias para impedir que um quadro de epidemia se instale dentro da Uenf. Com a palavra, o Centro de Controle de Zooneses e Vigilância Sanitária de Campos dos Goytacazes.

A Uenf e sua insustentável aparência de rotina retomada

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Às vésperas de completar um mês do retorno às aulas na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), já se pode ver que a rotina que muitos anseiam por ter está restabelecida, ao menos na superfície. Há aquele característico ir e vir de estudantes e professores por corredores mal iluminados, entrando e saindo de salas de aula em que o calor insuportável é uma das marcas principais, junto com a falta de ventiladores, é claro. Ah, sim, e no meu caso há também a verificação de que todo o clamor por aulas não se traduziu em frequência nas mesmas após sua retomada.
Por outro lado, as juras feitas por grupos de professores e estudantes desafetos do movimento de greve parecem ter tomado um rumo ignorado, tal qual um pistoleiro solitário rumando em direção do pôr-do-sol num daqueles filmes de western que fizeram a gloria de John Wayne e Edward Dew. Fica evidente que todo o ruído feito era simplesmente para o restabelecimento da rotina, a qual mesmo tendo sido precariamente obtida, já é suficiente para que se esqueçam as promessas de mobilização e resistência.
Aliás, a única coisa nova nessas 3 semanas de aula foi a ocorrência de uma campanha de denúncia de ocorrência de assédios moral e sexual contra estudantes por parte do autodenominado Coletivo Uenfiano de Mulheres. Mas mesmo essa campanha não motivou nenhum esforço mais sério de reflexão sobre o estado de coisas dentro da Uenf.
Mas afinal qual é o estado atual da Uenf? Para quem não sabe, até hoje a espetaculosa vitória (de Pirro) obtida na chamada PEC 47 não garantiu ainda o aporte de recursos financeiros que permitam à universidade voltar a funcionar com um mínimo de normalidade. Restou aos professores que ainda não viram a cor do seu 13º. salário de 2017 voltarem a colocar a mão no bolso para bancar pequenos consertos e compras de materiais essenciais para suas atividades profissionais. Em outras palavras, os professores da Uenf, cansados de guerra ou não, voltaram a usar seus salários como único mecanismo de financiamento de atividades básicas, repetindo uma rotina que tornou marca registrada a partir de 2015 quando o (des) governo Pezão iniciou seu processo deliberado de asfixia financeira de uma das melhores universidades brasileiras.
Como não há qualquer garantia que os salários não voltarão a atrasar ao longo de 2018, a Uenf hoje está sentada (ou assentada) sobre uma bomba relógio. É que se os atrasos voltarem, mesmo que a greve não retorne, mesmo a precária estabilidade existente não será mantida.
Interessante notar que agora que a Uenf não é mais palco de uma greve, aqueles veículos de mídia que ganharam agrados do (des) governo Pezão para achincalhar a greve de professores e servidores sem salários perderam completamente o interesse em cobrir o cotidiano da universidade. É que certamente não há interesse em se noticiar como a sabotagem feita pelo (des) governo Pezão causa prejuízos quase irreparáveis ao tripé ensino-pesquisa-extensão e, por consequência, na capacidade da Uenf de responder aos múltiplos desafios colocados pela atual conjuntura política e econômica, especialmente no município de Campos dos Goytacazes.
A mim resta a certeza de que o processo de insurgência contra o desmonte da Uenf que foi sintetizado pela greve de 6 meses serviu para criar um caldo de cultura que servirá para os inevitáveis que ainda ocorrerão em 2018. É que se dependêssemos das juras de amor dos inimigos das greves, a coisa já estaria perdida.
Finamente, que ninguém se iluda com os festejos oficiais de 25 anos que estão sendo promovidos pela reitoria da Uenf. É que não há qualquer motivo para festejar seja o que for neste momento. Nosso tempo e energia serão melhor gastos se forem utilizados para organizar a defesa da Uenf contra os seus muitos inimigos.

Na Uenf de Pollyana: sem PEC 47 e com muito improviso

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Como em outros períodos pós-greve, a Uenf aparentemente voltou à sua rotina costumeira. O campus está cheio de estudantes e na superfície a crise causada pela asfixia financeira imposta pelo (des) governo Pezão foi afastada.  Com isso, aqueles que clamavam por novos métodos de mobilização se recolheram ao seu silêncio e insignificância habituais, talvez torcendo que ninguém os lembre das juras feitas de que o fim da greve de professores e servidores iria ser seguida por outras formas de luta em defesa da Uenf.  É o que venho chamando de “mundo de Pollyana” numa referência ao personagem da obra de Eleanor H. Porter.

O fato é que não há nada de normal na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), e a tranquilidade aparente é daquelas que só ilude aqueles que querem ser iludidos. Para começo de conversa, o (des) governo Pezão continua ignorando a aprovação da chamada PEC 47 aprovada pela Alerj no final de 2017, e na metade de março ainda não enviou um mísero centavo para garantir o funcionamento básico da Uenf.

Mas há algo a mais que se compõe para acentuar os problemas causados pelo (des) governo Pezão. É que para agravar ainda mais a situação, a reitoria da Uenf vem abusando da improvisação, deixando de lado discussões institucionais que deveriam ser realizadas pelos colegiados universitários em troca de uma suposta transparência por meio de uma difusa distribuição de depoimentos desconexos via redes sociais.  Essa formula acaba gerando uma série de ações pontuais cujo objetivo central parece ser manter a aparência de normalidade cujo único resultado prático é permitir que o (des) governo Pezão continue seu projeto de destruição da Uenf.

Em face da improvisação e da falta de uma política institucional de defesa do caráter público e gratuito da universidade, muitos professores estão retornando ao hábito (ou seria vício?) de usar seus salários corroídos pela inflação para financiar o funcionamento da Uenf. Essa semana uma colega, premida pelas temperaturas escaldantes em que estava dando aula, foi na rua e comprou 3 ventiladores para colocar na sala para diminuir o sofrimento seu e dos alunos. Em outras casos, há ainda que esteja pagando para fazer a revisão de equipamentos também com recursos pessoais.

Ainda que a prática de colocar dinheiro do bolso para garantir o funcionamento da Uenf não seja coisa recente, esse tipo de ação tem um viés pouco pedagógico, especialmente para os estudantes, e ainda contribui para que o (des) governo Pezão fique incólume em face do grave ataque que está realizando não apenas contra a Uenf, mas contra toda a educação pública. Um exemplo disso é o fechamento massivo de escolas, sendo que houve o fechamento de 54 unidades escolares apenas no município de Campos dos Goytacazes.

Ah, sim, ainda há nesse imbróglio o papel cúmplice de parte da mídia campista que, em vez de demandar que o (des) governo Pezão cumpra o que agora é uma cláusula constitucional, opta por atacar o direito de greve dos professores da Uenf.  Falar da irresponsabilidade do (des) governo Pezão que seria o correto, nenhuma linha.

Restará, como sempre restou, aos sindicatos da Uenf continuar a luta em sua defesa. A primeira tarefa será romper o véu do silêncio com querem cobrir a real situação da Uenf. Felizmente, pelo menos no caso da Aduenf, os primeiros passos estão sendo dados para desvelar a paz de cemitério que tentam cercar a Uenf.  A ver!

Uenf reinicia aulas sob a influência da Síndrome de Pollyana: faltam recursos, mas sobra otimismo

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Dei a minha primeira aula após a greve que durou mais de seis meses em meio a temperaturas altíssimas sem ter o “privilégio” de sequer ter um ventilador funcionando dentro da sala de aula.   Fiz questão de lembrar aos estudantes que apesar dessa volta não temos um mínimo de garantia de que as aulas ministradas na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) terão um mínimo de condições para serem realizadas, já que nem a aprovação da chamada PEC 47 fez com que o (des) governo Pezão entregasse os míseros 25% do orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para o ano fiscal de 2018 na forma de duodécimos.  

Mas a realidade que apresentei em sala de aula ao tentar ser minimamente realista com os estudantes que corajosamente ainda continuam apostando na Uenf vai totalmente de encontro à posição oficial da reitoria da Uenf que na aula inaugural de 2018 pintou, digamos, um cenário bem mais róseo sobre a situação financeira da instituição que está com os recursos de custeio congelados desde Outubro de 2015.

Um exemplo desse visão rósea da realidade foi a fala do reitor da Uenf, Luís Passoni, que teria afirmado que “embora a Universidade ainda não tenha recebido este ano os duodécimos que lhe cabem, já é possível perceber um novo clima no campus, com a volta do trabalho dos serviços de jardinagem e de recepção dos prédios“.

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Esse tom “otimista” da fala do reitor da Uenf me faz lembrar, mais uma vez, do famoso “Jogo do Contente”, também conhecido como ” Síndrome de Pollyanna”” [1] que nada mais é do que uma metáfora acerca daqueles indivíduos que confrontados com situações difíceis, optam por uma fuga da realidade,  e evitam confrontar a realidade, mas, em vez disso, gerar uma versão “otimista” dos fatos que nada mais é do que uma escapa do reale das tarefas que ele nos coloca.

Mas o problema da Síndrome de Pollyanna é algo que não vejo apenas se manifestando neste ou naquele indivíduo dentro da Uenf. O grotesco dessa situação é que ela se tornou generalizada dentro do seu corpo dirigente que, em função disso, continua politicamente paralisado e esperando que o problema causado do congelamento dos recursos aprovados pela Alerj seja resolvido pela boa vontade do (des) governador Pezão ou, pior ainda, de algum desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Como não vejo condições para a Uenf e as demais universidades estaduais do Rio de Janeiro continuarem funcionando sem verbas de custeio por muito mais tempo, temo  que todo o otimismo demonstrado pelo reitor Luís Passoni não seja suficiente para impedir que tenhamos um aprofundamento ainda maior da crise que já corrói o sistema universitário fluminense. É que não há otimismo, nem mesmo de Pollyanna, que consiga fazer funcionar estruturas de ensino, pesquisa e extensão sem um mísero centavo.

Agora resta saber como seremos capazes de continuar organizando a resistência ao processo de desmanche das universidades estaduais do Rio de Janeiro sem nenhuma ajuda das Pollyannas que sonham com dias melhores, mas que não movem uma palha para pressionar o (des) governo Pezão a, pelo menos, cumprir o que determina  a Constituição Estadual pós- PEC 47.   A ver!


[1] https://oglobo.globo.com/opiniao/sindrome-de-pollyanna-15338503

Prova final de que Pezão é Rafael e Rafael é Pezão vem do sul fluminense

Teve leitor deste blog que ficou bravo comigo quando afirmei que analisando as medidas ultraneoliberais impostas pelo jovem prefeito Rafael Diniz, a nossa cidade estava ficando muito parecida com o estado do Rio de Janeiro comandado pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão.  É que a máxima de Pezão é Rafael é Rafael é Pezão” pareceu muito injusta, já que o mandato de Rafael Diniz está apenas no começo.

Mas com a publicação de uma matéria pelo jorna “Diário do Vale” que circula no sul fluminense está provado de uma vez por toda que Rafael Diniz tem laços muito próximos com o (des) governador Pezão, tanto que esteve no dia de ontem (02/03) na cidade de Volta Redonda para participar de um articulação política para lançar o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, para concorrer ao governo do Rio de Janeiro em 2018 (ver imagem abaixo) [1].

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Na imagem acima estão marcados na seguinte ordem: 1- deputado federal Rodrigo Maia, 2- Pezão e 3- Rafael Diniz.

Além de mostrar a proximidade entre Rafael Diniz e Pezão, o que esa imagem mostra é que há também proximidade com Rodrigo Maia. Isso ajuda a entender tantas viagens feitas por Rafael Diniz a Brasília a pretexto de captar recursos para o município de Campos dos Goytacazes.  Aparentemente, os objetivos das muitas idas para visitar o gabinete de Rodrigo Maia era outro e com claro cunho eleitoral, já que Rafael Diniz estará lançando seus candidatos a deputado federal e estadual em 2018, e pelo que se vê com as bênçãos de Pezão e Rodrigo Maia.

Antes que alguém me critique dizendo que Rafael Diniz tem todo o direito de apoiar quem quiser, adianto logo que concordo com isso. O problema é que Rafael Diniz se apresentou como o “novo” em 2016 e continuando sustentando esse mote após sentar na cadeira de prefeito. Agora, com essa reunião onde estava presente o que há de mais velho e arcaico na política fluminense, vemos que  todo o papo de “nova política” e de 
“novo político” é conversa para boi dormir.

E, pior, enquanto Rafael Diniz se desloca até Volta Redonda para participar em reunião de articulação de candidatura, a cidade de Campos dos Goytacazes está imersa no mais completo caos administrativo.  Simples assim!


[1] http://diariodovale.com.br/politica/rodrigo-maia-convida-neto-para-ser-vice-de-cesar-maia-para-governador/

Anaferj expõe cronologia de mentiras do (des) governo Pezão

Intervenção apenas na segurança é um escárnio! É como dizer que o governador não tem mais capacidade para um setor, mas mantém administração aceitável no restante de suas atribuições.

Links:

https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/secretario-de-fazenda-do-rj-diz-que-venda-da-cedae-sera-garantia-para-regularizar-salario-dos-servidores.ghtml

https://extra.globo.com/emprego/servidores-publicos/pezao-volta-atras-diz-que-so-vai-pagar-servidores-se-derrubar-liminar-que-impede-venda-da-cedae-22214674.html

https://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/integrantes-do-governo-estao-otimistas-em-quitar-13-dos-servidores-ainda-em-janeiro-22279856.html

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/emprestimo-de-r-2-bi-e-liberado-e-governo-do-rj-diz-que-tenta-pagar-servidores-ainda-nesta-quarta.ghtml

https://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/pezao-mantem-esperanca-de-colocar-salarios-dos-servidores-em-dia-ate-fim-de-fevereiro-22326332.html

https://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/pezao-adia-mais-uma-vez-prazo-para-pagar-restante-do-13-ate-final-de-marco-22411533.html

https://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/pezao-da-novo-prazo-para-pagar-restante-do-13-salario-primeiros-15-dias-de-marco-22380214.html

 FONTE: http://anaferj.blogspot.com.br/2018/02/cronologia-da-mentira.html

Governo Temer flerta com o imponderável ao propor uso de mandados coletivos no RJ

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A decisão mal explicada do presidente “de facto” Michel Temer de intervir militarmente apenas no setor da segurança pública do Rio de Janeiro está rapidamente ganhando contornos de abraço dos afogados. É que passado o primeiro momento do anúncio improvisado, o ministro da defesa, Raul Jungmann veio a público para dizer que as  “operações no Rio vão precisar de mandados de busca e apreensão coletivos” [1].

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A primeira coisa que salta aos olhos é sobre qual seriam os locais cuja “realidade urbanística” ensejam o uso deste instrumento que viola as garantias individuais que constam da Constituição Federal Brasileira. A priori me parece óbvio que o ministro Jungmann está pensando nas favelas,  estejam elas localizadas nos morros ou nos mangues da baía da Guanabara. Aí não fica difícil imaginar como agirão as tropas policiais e militares de posse desses verdadeiros passes livres para a matança. E Jungmann não teve nem receio de ser explícito sobre essa intenção ao afirmar que “em lugar de você dizer, por exemplo, rua tal, número tal, você vai dizer, digamos uma rua inteira, uma área, um bairro. Aquele lugar ali é possível de ter um mandado de busca e apreensão dentro de todos os procedimentos legais“. 

A segunda questão que salta aos olhos é que dificilmente veremos o uso de mandados de busca e apreensão coletivos na Zona Sul do Rio de Janeiro, em que pese o fato de que ali existem mais do que certamente os mesmos tipos de redes ilegais que se diz querer exterminar nas regiões mais pobres da cidade.  Mandado de busca e apreensão coletivos em Ipanema e no Leblon? Dificilmente!

Um terceiro elemento e que parece aproxima o Rio de Janeiro do imponderável é que tendo se revelado com tanta antecedência que estas medidas serão aplicadas, o mais provável é que os eventuais alvos legítimos das futuras operações militares já começaram a enterrar suas armas para se mandar para outras paragens até que a coisa esfria. Assim, sobrarão dentro das comunidades pobres, os que estão sofrendo o ônus mais pesado da crise social, política e econômica que os (des) governos do (P) MDB criaram no Brasil e no Rio de Janeiro.  E muito provavelmente será sobre essa multidão de inocentes que deverá recair o ônus das operações militares.  

Tudo isso me leva a crer que, querendo ou não, o presidente “de facto” Michel Temer está nos lançando à beira do imponderável. Resta saber apenas quando ou que poderá causar a ignição de uma grave convulsão social no Rio de Janeiro. 


[1] https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/ministro-da-defesa-diz-que-operacoes-no-rio-vao-precisar-de-mandados-de-busca-e-apreensao-coletivos.ghtml

Elio Gaspari sugere o óbvio: bye, bye Pezão!

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O jornalista Elio Gaspari usou parte da sua coluna desta domingo (18/02) para desancar a intervenção restrita no Rio de Janeiro e, de quebra sugerir o óbvio: que o (des) governo Luiz Fernando Pezão deve sair imediatamente da cadeira que finge ocupar no Palácio Guanabara [1].

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Mas Elio Gaspari vai mais além e aponta que a intervenção militar restrita à segurança tem como resultado objetivo aliviar os correligionários de Michel Temer no (des) governo do Rio de Janeiro e de proteger a máquina (criminosa) montada pelo ex-governador Sérgio Cabral e pelo deputado estadual Jorge Picciani, presidente preso da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Como Elio Gaspari não representa apenas a si mesmo quando escreve suas colunas, o mais provável é que ele esteja repercutindo a visão de grupos políticos influentes que não estão satisfeitos com a manobra arriscada que está sendo realizada pelo presidente “de facto” Michel Temer.

Por outro lado, não é de hoje, e o próprio Elio Gaspari aponta isso, que está mais do que evidente que o sr. Luiz Fernando Pezão perdeu toda a condição de garantir a governabilidade no Rio de Janeiro. Aliás, ele e seu vice-governador, o desaparecido Francisco Dornelles, só estão nos cargos que ocupam por força de medida liminar que impediu a consumação do ato de cassação decidido pelo Tribunal Regional Eleitoral. Aliás, não apenas pela existência de uma liminar, mas também pela completa omissão dos partidos que se dizem de oposição ao (des) governo que eles comandam.

O pior é que, como também alerta Elio Gaspari, a intervenção militar que Michel Temer decretou no Rio de Janeiro tem tudo para ser ‘um exercício de enxugamento de gelo‘, ou algo ainda pior que será “o prosseguimento de uma rotina na qual as forças policiais invadem bairros pobres e proclamam vitória matando ‘suspeitos‘”.

Em função não apenas da falência desse (des) governo na área da segurança pública, mas também na educação, saúde e habitação, é que o (des) governo Pezão precisa ser imediatamente encerrado. Essa medida é essencial para que se chegue a um processo de  reorganização política que dê um mínimo de chance para a possibilidade do Rio de Janeiro sair do caos instalado pelos consecutivos (des) governos do (P) MDB.  Do contrário, o que teremos será o aprofundamento da barbárie com seus altos custos sociais e econômicos.  Simples assim!

Por isso tudo,  é hora de dizer “bye, bye Pezão!


[1] https://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2018/02/pezao-precisa-sair-do-governo-do-rio.shtml