(Des) governador Pezão é o “highlander” da era Cabral?

Quem é mais antigo como eu lembra da estréia em 1986 do filme “Highlander, o guerreiro imortal” que tinha o ator Christopher Lambert no papel do guerreiro escocês imortal Connor Mac Leod. O enredo do filme era simples e sangrento, pois Mac Leod era um imortal que tinha que se digladiar com outros nessa mesma condição, até que no final só sobrasse um.

Pois bem, essa parece ser uma situação que está sendo costurada para o ainda (des) governador Luiz Fernando Pezão que teve mais uma denúncia contra si  com um pedido de arquivamento pela Procuradoria Geral da República por falta de provas (Aqui!). A questão é que essa denúncia já tinha tido um pedido anterior de arquivamento, mas onde também se livraram do processo o ex (des) governador Sérgio Cabral e o ex (des) secretário Régis Fitchner que, dessa vez, não escaparam. 

Em outras palavras, agora temos mais um poderoso membro da trupe de Sérgio Cabral, Régis Fitchner, enrolado com os processos sendo conduzidos pelo juiz Sérgio Moro, pois é para lá que este caso, o da corrupção em contratos relacionados à Construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), deverá ser enviado.

E assim, se olharmos todos os membros da cúpula do (des) governo Cabral veremos que o (des) governador Pezão ainda é um dos poucos, senão o único, que ainda se encontra incólume na chuva de processos que estão ocorrendo por causa de múltiplos casos de corrupção que já foram comprovados. Ou seja, tal como o “Highlander”, Pezão poderá ser o último a ficar em pé e manter a cabeça sobre o pescoço.  Ou não.

(Des) governo Pezão e os servidores: medo de uns, descaso completo com outros

pezao cabral

A relação do (des) governo Pezão com os servidores estaduais é definitivamente marcada por uma dicotomia que não pode ser mais escondida: medo de uns, completo descaso para outros.   Essa dicotomia fica evidente na última decisão de que começar a pagar os salários de Fevereiro dos servidores da segurança e da educação sem que se tenha quitado o devido a mais de 100 mil servidores de órgãos que não possuem nem o armamento ou a quantidade de pessoas para exercer pressão.

A questão que já deve (ou deveria) estar clara para o conjunto dos servidores é que não há falta de dinheiro nos cofres estaduais, mas sim uma alocação de pagamentos que coloca os interesses e necessidades dos servidores num solene e distante último lugar nas prioridades deste (des) governo.

Enquanto isso, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que privatizou a toque de caixa a CEDAE se coloca na condição de cúmplice desta situação. Ontem (08/3) por exemplo, aprovaram em primeira discussão o parcelamento em 10 vezes do pagamento do IPVA para os servidores estaduais e pensionistas (Aqui!). Ora, que grande consolação! É que diante do aumento das dívidas e da falta de condições de manter suas famílias, a última coisa com que os servidores irão se preocupar será com o pagamento de impostos. 

A verdade é que qualquer saída para a atual crise passa pelo conjunto dos servidores tomando consciência de que as soluções para seus problemas não vão aparecer no que depender do (des) governo Pezão ou da Alerj, mas sim de uma mobilização que possa desembocar numa greve geral. É claro que provavelmente para poder fazer isso, os servidores vão ter que derrotar parte da sua própria estrutura sindical que claramente já entrou em acordo com o (des) governo Pezão e com sua base na Alerj para obter vantagens pontuais e setorizadas.

E quanto antes os servidores entrarem no processo de construção de uma greve geral, melhor. Do contrário, até o final deste primeiro semestre, o morimbundo (des) governo Pezão terá aprovado o seu pacote de Maldades. A ver!

“Ilustre” secretário Pedro Fernandes deve visitar Uenf nesta 5a. feira

pedro fernandes

O secretário Pedro Fernandes, no dia em que se filiou ao PMDB, ao lado do ex (des) governador e hoje hospede do complexo prisional de Bangu, Sérgio Cabral

O secretário Pedro Fernandes está se notabilizando por cumprir um papel que na “Escolinha do Professor Raimundo” poderia caber tanto a Rolando Lero quanto à Armando Volta. É que nas últimas semanas, após voltar de sua viagem à França onde supostamente foi concluir seu doutorado, Pedro Fernandes vem usando a mídia corporativa para disseminar a ideia pouco crível de que irá utilizar os canais da justiça se for necessário para que os servidores da sua secretaria recebam os salários em dia.

A narrativa do jovem secretário é tão boa que há quem acredite nisso, deixando-se é claro esquecer que ele pertence ao PMDB e cedeu seu posto na Alerj a convie do (des) governador Pezão para que outro deputado pudesse votar a favor da vergonhosa privatização da CEDAE.

Agora existem várias indicações de que Pedro Fernandes irá finalmente conhecer o campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), onde provavelmente aportará com uma trupe de assessores nesta 5a. feira (09/03).

Como o dublê de secretário e deputado já adiantou em reuniões com representantes de outros órgãos vinculados à sua pasta que não tem como resolver as questões de atrasos salariais, e que a única coisa que pode efetivamente fazer é renegociar os custos dos contratos com empresas que fornecem produtos e serviços aos diferentes órgãos vinculados ao frankstein institucional denominado de Secretária de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (!!), o saldo desta visita só pode ser um: um papo armando voltista rolado lerista. Em suma, o resultado prático para a Uenf deverá ser basicamente, nenhum!

É que como quase todos os fornecedores e prestadores de serviços já partiram (com a honrosa exceção da empresa que presta serviços de limpeza), não há o que renegociar. E também como nenhum empresário com um pingo de juízo quer assinar novos contratos com a Uenf para não correr o risco de quebrar, não haverá o que negociar. Simples, porém, trágico.

Resta saber com quem o secretário Pedro Fernandes vai querer se encontrar enquanto estiver no campus Leonel Brizola. Provavelmente não será com estudantes, professores e servidores técnic0-administrativos. É que ele já deve ter sido informado que o humor desses segmentos anda péssimo por causa dos atrasos crônicos nos pagamentos de bolsas e salários. Certamente irá procurar um abrigo seguro no interior da reitoria da Uenf.

Mas antes que eu me esqueça! O principal saldo dessa visita do secretário Pedro Fernandes deverá ser a chance de finalmente poder provar uma deliciosa porção de chuvisco cristalizado ou em calda. É que apesar de tudo na Uenf não falta gente educada e disposta a receber bem os representantes desse (des) governo horroroso do qual o secretário Pedro Fernandes é um “muy digno” representante. A ver!

A dívida do (des) governo Pezão com os servidores desmascara a privatização da CEDAE

O jornal “EXTRA” publicou hoje uma matéria que desmascara de vez a falácia de que a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgostos (CEDAE) serviria para acabar com as dívidas já acumuladas com os servidores públicos estaduais. Sob o título “De 2015 até hoje, dívida do Estado do Rio com os servidores supera R$ 2 bilhões”,  a matéria assinada pelo jornalista Nelson Lima Neto mostra que a dívida acumulada com o funcionalismo já compromete mais de 55% do valor que deverá arrecadado com a venda da CEDAE (Aqui!) (ver gráfico descritivo abaixo)

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Como o empréstimo para o qual a privatização da CEDAE serve como garantia deverá demorar ainda algum tempo para ser obtido, a expectativa é que a dívida acumulada com os servidores aumenta ainda mais, o que terminará por comprometer uma proporção maior do valor supostamente a ser arrecadado nessa venda.

Em outras palavras, forjou-se um falso compromisso com a situação dos servidores apenas para acelerar um processo de privatização a preços que não resolverão nem a dívida já acumulada, quiçá a estabilização do calendário de pagamentos.

Por essas e outras é que os nomes deputados estaduais que aprovaram essa privatização vergonhosa de uma empresa pública lucrativa não podem ser esquecidos. É que em 2018 eles recebam o troco devido nas urnas. Simples assim!

A crise do Rio de Janeiro e seus múltiplos responsáveis

 

Instado por um leitor a pensar mais amplamente na crise que afeta atualmente o estado do Rio de Janeiro e não apenas execrar a figura do (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, me pus a pensar se teria cometido este erro na minha mensagem a tática divisionista que está sendo empregada para impedir uma greve geral dos servidores estaduais.

A partir daí fiz uma pequena retrospectiva sobre o que já publiquei neste blog sobre o assunto e vi que, ao longo do tempo, já apontei outros responsáveis para a verdadeira barafunda em que estamos metidos, onde a inapetência do (des) governo Pezão para uma saída negociada amplamente é apenas um dos sintomas, e não causa do problema.

A verdade é que desde a entrada do hoje prisioneiro Sérgio Cabral Filho no Palácio Guanabara começaram a brotar sintomas múltiplos de que algo de errado acontecia em suas parcerias “público-privadas” que injetavam bilhões em isenções fiscais nas corporações privadas, mas cujos retornos eram claramente pífios.  A mesma coisa com programas claramente paliativos como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que foram decantadas à direita e à esquerda como uma verdadeira panaceia que resolveria todos os problemas causados pelo poder do narcotráfico.

E quem ousava criticar as práticas de (des) governo de Sérgio Cabral e de seu vice-governador e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão (ele mesmo, o atual (des) governador) era solenemente aplastado com notícias negativas ou até pesados processos legais.

Esse verdadeiro reinado absolutista da dupla Cabral/Pezão só foi possível por um amplo arco de alianças que envolveu do setor empresarial, simbolizado pelo poder dispensado à FIERJ pela dupla, ao Tribunal de Justiça,  passando pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas, e contando ainda por uma cobertura para lá de amiga da imensa maioria da mídia fluminense que dourava as boas ações e enterrava os problemas em cofres muito guardados. E, sim, claro, com a ajuda indispensável da maioria dos deputados da Assembleia Legislativa, sempre sob o  comando de aliados fieis como Jorge Picciani e Paulo Melo.

Agora que Sérgio Cabral e vários de seus (des) secretários já se encontram completamente encrencados com a justiça por rumorosos casos de apropriação de dinheiro público, estamos vendo decisões judiciais e de órgãos fiscalizadores que a maioria dos cidadãos deste estado considera tardias.  A percepção é que se está a chutar cachorro morto, já que Sérgio Cabral dificilmente escapará do ostracismo político, esteja na cadeia ou curtindo a vida em uma de suas mansões em Mangaratiba.

Entretanto, mais importante de que o arco de alianças é o processo mais amplo que ocorreu no Brasil nos últimos 14 anos, onde o Rio de Janeiro foi aquinhoado com gordas verbas federais por conta dos megaeventos esportivos que aqui ocorreram, incluindo a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de Verão. Graças ao fato de ser sido sede destes megaeventos é que o (des) governo comandado por Sérgio Cabral e continuado por Pezão pode elevar a níveis inéditos o endividamento público e realizar operações estranhíssimas de captação internacional de recursos como foi o caso do “Rio Oil Finance Trust” que causou a falência de fato do RioPrevidência.

Em suma, a crise que vivemos é fruto de um longo processo e possui múltiplos responsáveis. Entretanto, exatamente por ser uma espécie de síntese disso tudo é que o (des) governo Pezão merece ser dissecado e execrado. É que se torna necessário mostrar o que esse (des) governo tem feito contra a população do Rio de Janeiro, de forma a melhor explicar que, em seu inteiro não existem mocinhos de boa índole que foram de alguma forma ludibriados por pessoas más e foram levados a, de forma involuntária, realizar o processo de desmanche do serviço público em prol de interesses privados. A verdade é que tudo o que tem sido feito decorre de uma opção política onde todos os riscos são friamente calculados. Tanto isso é verdade que mesmo com Sérgio Cabral preso, Pezão ainda privatizou a CEDAE com extrema facilidade. E eu não nem o Tribunal de Justiça ou o Ministério Público agindo para impedir isso.

Finalmente, como já tem transpirado após a sinalização de que várias delações premiadas estão sendo negociadas com o Ministério Público Federal, é bem provável que brevemente tenhamos detalhes de como a boa vontade de todos os setores aqui listados foi garantida pelo grupo que orbitou em torno de Sérgio Cabral.  Até lá, apenas me resta dizer que o (des) governo Pezão precisa ser encerrado o mais rápido possível. Antes que privatizem até o ar que respiramos!

A tática (até aqui vitoriosa) do (des) governo Pezão: dividir para privatizar

Um aspecto que está sendo propositalmente distorcido na forma com que o (des) governo Pezão está realizando o pagamento dos salários dos servidores estaduais da ativa e aposentados se refere ao fato de que o atraso atinge apenas uma parcela do funcionalismo (algo em torno de 20% do total).  Tal distorção facilita a disseminação de que o tamanho da crise é maior do que realmente é, e tem como objetivo facilitar a implementação de um brutal confisco salarial na forma do aumento da contribuição previdenciária do conjunto dos servidores.

Outro elemento presente na distorção que está sendo engenhosamente praticada pelo (des) governo Pezão é a separação das categorias “premiadas” com o pagamento em dia daquelas que amargam atrasos cada vez maiores. Neste caso fica claro que as categorias que carregam armas ou que tenham capacidade de mobilizar grandes contingentes para manifestações públicas são as que estão sendo privilegiadas em detrimento de categorias menores e desarmadas, como é o caso dos servidores ligados às universidades estaduais e à rede de escolas técnicas ligadas à Faetec.

E essa divisão é feita sem parcimônia alguma e até é anunciada publicamente pelos representantes do (des) governo Pezão. A intenção desta publicização é óbvia: aplicar a tática de dividir para reinar, e depois privatizar. E se tomarmos o exemplo da facilidade com que se privatizou a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE), a tática está sendo cumprida com perfeição.

Agora, entender o que está fazendo o (des) governo Pezão implica também em entender no que não está sendo feito pela maioria dos sindicatos que supostamente representa os interesses dos servidores estaduais. A primeira coisa que não está sendo feita é praticar formas ativas de unificação pela base e optando pela realização de atos públicos apenas formais, onde a contestação ao (des) governo Pezão se restringe a enfrentamentos inúteis com o pelotão de choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro.  Em segundo lugar, o que os sindicatos não têm feito é tratar o problema afetando o serviço público estadual de forma estratégica, resumindo-se a negociações parciais para que determinadas categorias, justamente as que já têm mais força, continuem recebendo seus salários em dia e, como no caso recente das gratificações devidas aos servidores da área da segurança, recebendo gratificações atrasadas enquanto outros servidores ainda não tiveram seus salários de janeiro pagos.  O somatório dessas duas faces da atuação sindical resulta na criação de um estado de apatia e desmoralização generalizadas que apenas fortalecem a tática governamental de “dividir para reinar, e depois privatizar”.

E qual é o moral dessa história macabra?  Para mim é a necessidade de que se entenda o que está sendo feito pelo (des) governo Pezão para “dividir para reinar, e depois privatizar”, mas também que se pressione as direções sindicais para que efetivamente adotem uma ação unificadora de todos as categorias de servidores da ativa e aposentados para fazer frente à política de desmanche do serviço público estadual, e finalmente concretizar a realização de uma greve geral contra as políticas destrutivas do (des) governo Pezão. Do contrário, após aprovado o confisco salarial que atingirá duramente o conjunto do funcionalismo, o próximo passo será aplicar  planos de demissão voluntária (PDVs) que atingirão duramente todas as categorias e aprofundarão o processo de privatização do Estado no Rio de Janeiro.

Após privatizar a CEDAE, (des) governo Pezão caminha para um fim inglório

Passada a vergonhosa privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE), o (des) governo Pezão viu ontem (02/03) o prenúncio de que poderá chegar a um final inglório. Pelo menos é o que se depreende da informação oferecida pelo jornalista Lauro Jardim de que o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o  (des) governador Pezão, além de pedir o seu afastamento o cargo, incluindo ainda a suspensão dos seus direitos políticos por até cinco anos e pagamento de multa (Aqui!).

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Nunca é demais lembrar que a essa ação do MP/RJ também se soma a cassação do mandato da dupla Pezão/Francisco Dornelles que foi aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral por relações pouco probas entre receptores de benefícios fiscais e doações à campanha eleitoral ocorrida em 2014.

Essa combinação de problemas legais enfrentados por Pezão deverá ficar ainda mais complicada nas próximas semanas quando forem assinadas várias delações premiadas onde seu nome aparece como beneficiário de receptor de recursos financeiros oriundos dos mesmos esquemas que colocaram o ex (des) governador Sérgio Cabral como hóspede do complexo prisional de Bangu.

Por essas e outras é que não é preciso ser vidente para antever que o (des) governo Pezão caminha para um fim inglório. Resta saber apenas quando a cortina se fechará.

Escola Técnica Estadual Agrícola Antonio Sarlo terá audiência pública para discutir seus desafios

A Comunidade Acadêmica da Escola Técnica Estadual Agrícola Antonio Sarlo (ETEAAS) realizará no dia  10/03 uma audiência pública para debater os desafios que esta importante instituição de ensino enfrenta neste momento.

Dada a posição estratégica que a Antonio Sarlo ocupa historicamente em nossa região, essa é uma audiência em que todos que se preocupam com seu atual quadro de abandono por parte do (des) governo Pezão deverão participar.

Abaixo o convite que recebi dos organizadores.

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