Confinamento social em processo de relaxamento sinaliza que mais mortes virão em Campos

comércio campos

Todo o imbróglio que está sendo criado pela  disputa entre diferentes modelos de confinamento social está servindo ao propósito de afrouxar o cumprimento dos decretos que em níveis estadual e municipal contribuíram até aqui para diminuir o número de infectados pelo COVID-19.  

Faço esta declaração em observações que fiz, ontem de tarde e na manhã desta 3a. feira, em diferentes partes do centro histórico da cidade de Campos dos Goytacazes onde diversos estabelecimentos já funcionam de portas levantadas. E, pior, com filas longas se formando sem que haja qualquer preocupação com a distância mínima de 1,5 metro que é sugerida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

E esse processo de relaxamento ocorre em meio às informações oficiais de que o número oficial de infectados em Campos dos Goytacazes está em curva ascendente, destacando-se que há uma provável subnotificação dos casos realmente existentes.

Ainda que eu entendo que muitos proprietários desses estabelecimentos já estavam com a “corda no pescoço” antes das determinações para fechamento do comércio para conter a disseminação explosiva do COVID-19, algo precisa ser feito para impedir que os decretos governamentais sejam descumpridos.

A razão para isto é simples: se as aglomerações continuarem crescendo, o número de infectados pelo COVID-19 vai crescer exponencialmente e, em poucos dias, as unidades hospitalares vão estar lotadas de pessoas doentes sem que haja uma estrutura mínima para tratá-las. Daí passaremos para outra dificuldade que já está ocorrendo até em cidades como Nova York e Milão a falta de locais para enterrar os mortos. 

Com a palavra o jovem prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.

Secretários de Rafael Diniz que pulam do barco em hora crítica por causa das eleições não merecem voto dos campistas

barco rafael

Apesar de todos os pesares, considero que o jovem prefeito Rafael Diniz (Cidadania) vem manejando acima do seu padrão usual de ineficiência os riscos postos sobre a cidade de Campos dos Goytacazes pela pandemia causada pela COVID-19.  Em interlocução com vários amigos inclusive notei que mantido um número baixo de mortes por causa do coronavírus, Rafael Diniz poderia até se puxar usando os próprios cabelos do pântano que é o seu governo, podendo ainda pleitear a renovação do seu mandato.

Eis que acabo de ler no site “Tribuna do Norte Fluminense” que diversos secretários municipais, a começar pelo secretário municipal de Saúde (!!!), Abdu Neme e pelo superintendente do Hospital Geral de Guarus, Dante Pinto Lucaspediram exoneração de seus cargos para pleitear votos nas eleições de 2020 (ver imagem abaixo).

pulando do barco

Ao pularem do barco no meio da guerra contra a COVID-19, estes secretários mostram um lamentável desprezo pela segurança e saúde dos mesmos cidadãos aos quais pretendem pedir votos. Considero essa posição não apenas acintosa para com a população que hoje vive tremendas restrições por causa da pandemia, mas também para com o prefeito Rafael Diniz.

É que ao pularem do barco no meio de uma guerra contra um vírus mortal, esses secretários mostram de forma simultânea o nível de preocupação com a população e o de seu compromisso com o sucesso com a cambaleante gestão de Rafael Diniz.

Bom uma coisa boa surge dessa debandada: os campistas já podem fazer uma lista de nomes em quem não deverão votar sob hipótese alguma.

Na Campos dos Goytacazes de Rafael Diniz sobram bolas, mas falta água

Na costumeira passagem de olhos pelo site da rede social Facebook me revelou neste manhã dois fatos que explicitam as distâncias que existem neste momento em termos de prioridades para combater a pandemia do coronavírus que vai nos atingir em cheio em um tempo não muito distante.

A primeira é uma informação dada pelo jornalista Saulo Pessanha no dia 16 de março (última 2a. feira) de que a Fundação Municipal de Esportes (FME) gastou R$ 186.006,25 nos últimos 6 meses na aquisição de bolas! Logo a FME que teve de paralisar as aulas de lutas marciais em sua sede porque o teto ameaçava cair sobre a cabeças das crianças que estavam tendo aulas com profissionais que não são pagos há vários meses. Desce o pano.

saulo pessanha

Abrem-se as cortinas agora na localidade de Balança Rangel (que para quem não sabe fica próxima do Distrito de Travessão), onde a população reclamava da falta de abastecimento de água nas últimas 48 horas, sem que ninguém da concessionária Águas do Paraíba ou da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes dê as caras por lá para ver o que está acontecendo.  E as recomendações de asseio para combater a pandemia do Coronavírus? Só buscando água de poço ou de cacimba, isso com alguma sorte (ver o vídeo abaixo saído da página de Igor Abreu no Facebook).

Esses dois fatos para mim sintetizam a catástrofe que a administração de Rafael Diniz (Cidadania) representa para o município de Campos dos Goytacazes, especialmente para os segmentos mais pobres e que vivem nas regiões mais carentes de infraestrutura. 

Afora isso, salta aos olhos a lerdeza e a superficialidade na tomada de ações que preparem nossa população, especialmente os mais pobres, para a tsunami de infecções que serão causados pelo coronavírus.  Por isso, até o dia de ontem multidões se aglomeravam em estabelecimentos comerciais sem que as autoridades municipais mobilizassem qualquer contingente para minimizar os riscos de contaminação.

Essa inação custará vidas e lotará hospitais que já funcionam no limite por causa das ações desastrosas de uma administração que, curiosamente, como no caso na compra das bolas pela FME, tem gastos várias centenas de milhões com a área da saúde. Só que agora no momento em que esse gasto deveria nos oferecer serviços de saúde públicos de alto padrão, o que se sabe de dentro das unidades hospitalares municipais é que a improvisação é completa e que muitos insumos básicos estão sendo adquiridos pelos próprios servidores.

Se essa situação não explicita a natureza do governo ultraneoliberal de Rafael Diniz, eu não sei o que explicitaria. Lamentavelmente, vamos precisar passar por uma situação devastadora em termos de perdas de vidas humanas para fazermos o devido ajuste com um governo que gasta dinheiro com a compra de bolas, enquanto deixa parte da população passando sede em meio a uma pandemia.

 

 

Em uma gestão marcada pelo fechamento de escolas rurais, Campos dos Goytacazes realiza 2o. Seminário de Educação do Campo

escola ruralEm um cenário de fechamento de escolas rurais pelo governo Rafael Diniz, realização de seminário municipal sobre educação no campo é estratégica

Um dos aspectos mais negligenciados do caos reinante na educação municipal de Campos dos Goytacazes é o fechamento de escolas rurais pelo governo Rafael Diniz. Como já notei neste blog em 2018, a prometida valorização do ensino para crianças que moram nas extensas áreas rurais de Campos dos Goytacazes nunca levada à sério, e o que se viu foi a continuidade da prática de fechar escolas localizadas em áreas distantes como é o caso do Imbé.

Mas é justamente por causa da situação de grande precariedade que marca a atuação da gestão Rafael Diniz nas escolas localizadas em áreas rurais que ganha relevância a realização do Segundo Seminário Municipal de Educação que deverá ocorrer no dia 20 de Fevereiro no período de 08 às 17 horas nas dependências do campus Centro do Instituto Federal Fluminense (ver programação abaixo).

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Eu espero apenas que tanto o jovem prefeito Rafael Diniz ou o seu secretário municipal de educação, o sociólogo socialista Brand Arenari, não apareçam no evento apenas para prometer fazer nos 10 meses que restam de seu governo o que não fizeram nos 38 anteriores. É que aí já seria, como dizem os espanhóis, cara dura demais.

Mas olhando para a lista de palestrantes tenho a certeza de que a difícil situação das escolas rurais de Campos dos Goytacazes será abordada de forma compreensiva e aguda, pois se a situação das escolas urbanas já é crítica, imaginemos a condição em que estão aquelas localizadas no campo.

Essa é mole: quem fechou o restaurante popular, que reabra

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Um dos atos mais cruéis do estelionato eleitoral cometido pelo jovem prefeito Rafael Diniz contra a população mais pobre do município de Campos dos Goytacazes. Isso ocorreu com a promessa de que após saneadas irregularidades nunca claramente explicadas, o restaurante popular seria reaberto.

Pois bem, o fechamento ocorreu no já longínquo dia 09 de junho de 2017, e Rafael Diniz nem chegou perto de reabrir o restaurante popular. Enquanto isso, com seu trabalho incansável, as freiras do Mosteiro da Santa Face e do Puríssimo e Doloroso Coração de Maria têm assegurado que o número de pessoas passando não seja maior do que já é.

Agora, em pleno ano eleitoral, vejo uma falsa polêmica envolvendo apoiadores do prefeito e candidatos à sua sucessão sobre de quem seria a culpa do restaurante popular não estar aberto para matar a fome dos cidadãos mais pobres e economicamente marginalizados da nossa cidade.

Essa polêmica é falsa porque quem fechou, prometeu reabrir e manteve fechado o restaurante popular foi o prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.  Se eles quiserem acabar com essa falsa polêmica, a coisa é simples: reabram imediatamente o restaurante. Do contrário, assumam que se comportaram e continuam se comportando de forma insensível e cruel com os que passam fome e não têm recursos financeiros para ter um prato de comida nas mãos.

Simples assim!

O drama dos RPAs revela a face mais impiedosa dos caos administrativo da gestão Rafael Diniz

Rafael-Diniz-posse-5-715x400Rafael Diniz prometeu mudança e entregou caos

Por força da convivência com profissionais que possuem contratos precários (os chamados RPAs) com a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes sei que há um número incerto deles que se encontram sem pagamento não por um, mas por vários meses. Apesar disso continuam exercendo suas funções por causa do medo (ou seria certeza?) de que se pararem de trabalhar, nunca verão o pagamento dos que lhe és devido.

rpa_largeGrupo de RPAs protestam na manhã desta quinta-feira (30), na Avenida XV de Novembro, em ponto próximo ao Hospital Ferreira Machado

Se houvesse um barracão onde esses profissionais pudessem ir retirar comida usando o velho caderninho, teríamos a consumação de um contexto de trabalho escravo. Mas como isso não está (ainda) sendo feito, a situação dos RPAs acaba sendo naturalizada, como se isso fosse parte de um novo normal, enquanto milhares deles sequer são informados de quando se pretende pagar o que lhes é devido.

Mas a verdade é que a situação de milhares de famílias cujo sustento é (aliás, deveria ser) garantido pelos salários desses profissionais, se transformou em um agudo drama social, que não está merecendo a atenção devida, seja pelos administradores municipais, pelo Ministério Público, nem pela mídia corporativa.

Falta ainda uma explicação sobre o porquê do não pagamento desses profissionais. É que apesar da redução do orçamento municipal, Campos dos Goytacazes continua com um dos maiores volumes financeiros da federação brasileira. Com isso, não há como aceitar passivamente que os RPAs estejam sendo tratados de uma forma tão displicente e, pior, que ninguém resolva assumir a tarefa de defender algo em torno de 18.000 profissionais que estão dispersos por todos os setores do serviço público municipal. Aliás, cadê os sindicatos dessa cidade?

Todos se lembram das promessas eleitorais do jovem prefeito Rafael Diniz que se centravam em gerir melhor o bilionário orçamento municipal. Essas promessas são hoje enfeites em uma espécie de “museu de grandes novidades”.  Na prática, o que se viu desde o início desse caótico governo foi a materialização de um tremendo estelionato eleitoral ao qual se somam pitadas gigantescas de incompetência, arrogância e descaso sob a liderança serelepe de Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.

Uma coisa é certa: a situação dos profissionais com contratos precários é inaceitável, e não podemos mais como sociedade democrática aceitar que, ainda por cima, o drama de milhares de famílias seja confinado ao esquecimento.

Saúde valia mesmo só um cafezinho na visita de deputada Bolsonarista a Campos dos Goytacazes

MAJOR-FABIANA

Pegou muito mal para a “Major Fabiana” (PSL/RJ) se reunir com os representantes do governo Rafael Diniz antes de ir para a praça pedir apoio para a legalização do “Aliança pelo Brasil”.

As redes sociais em sua velocidade extrema estão mostrando que a inspeção dos hospitais campistas valiam mesmo só um cafezinho na visita que a deputa federal, e vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara de Deputados, a “Major Fabiana” (PSL/RJ). É que o real motivo parece ser mesmo a busca de apoio dos campistas para a legalização do partido recentemente lançado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil (ver imagem abaixo).

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Alguém da equipe da “Major Fabiana” deveria ter evitado a foto para inglês ver dela com representantes do governo do jovem prefeito Rafael Diniz. É que na situação de total descrédito que vive o prefeito e sua equipe de menudos neoliberais, quem desejar apoio da população para o quer que seja deveria evitar fotos, ainda mais com sorrisos largos.

Os campistas que estão sofrendo o Diabo (melhor dizendo o Cabrunco) nas unidades municipais de saúde, as quais a Major Fabiana disse ter vindo inspecionar, não vão perdoar esse deslize.