A Rede Globo acabou na seção de comentários do The Guardian

guardian2016-04-23

Acostumados a mandar e desmandar no Brasil, os donos da Rede Globo estão pagando um mico mundial ao terminarem na seção de comentários do jornal britânico “The Guardian”. É que movidos por uma repentina necessidade de direito de resposta (que no Brasil negam de forma inclemente aos que são retratados negativamente em sua “cobertura jornalística”) os donos da Rede Globo, personificados no Sr.  João Roberto Marinho,  que se apresenta como o chefe do comitê editorial do O Globo, decidiram enviar uma resposta ao artigo assinado por David Miranda intitulada ” The real reason Dilma Rousseff’s enemies want her impeached” (Aqui!)

Pois bem, os diretores do “The Guardian” não se fizeram de rogados, e postaram a resposta do Sr. João Roberto Marinho na seção de comentários, como mostra a imagem abaixo.

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Em termos bastante simples, a toda poderosa Rede Globo (pelo menos aqui no Brasil) teve que se contentar a ser mais uma leitora do “The Guardian”, já que teve sua resposta postada no mesmo local destinado aos leitores individuais. E, pior, quem for ler a repercussão da “resposta” de João Roberto Marinho, vai ver que a emenda saiu muito pior que o soneto.

Como dizia Paulo Francis, só um louco manda carta para um jornal. Pois bem, João Roberto Marinho mandou e se prestou a um papelão internacional. 

Panama papers: jornal holandês coloca Rede Globo no escândalo

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A liberação de uma montanha gigantesca de informações sobre contas secretas em paraísos fiscais, no caso que está sendo rotulado de “Panamá papers”, está causando um rebuliço mundial e algumas estranhezas. No caso das estranhezas está o vazamento seletivo dos donos das contas. E, pior, no caso do presidente russo Vladimir Putin, a citação do nome sem que ele esteja efetivamente identificado como dono de empresa offshore. 

Mas o mais estranho, ao menos no caso dos divulgadores brasileiros dos “Panamá papers” está a omissão de flagrantes importantes. Entretanto, como a rede de jornais envolvida na publicização destes documentos é mundial, o que é escondido aqui aparece ali e vice-versa. 

Esse parece ser o caso da divulgação pelo jornal holandês Trouw de empresas que representam direta ou indiretamente os interesses da TV Globo na retransmissão de jogos de futebol. 

Abaixo segue uma tradução publicada no blog do jornalista Renato Rovai (Aqui!) desta matéria. Quem sabe com essa diuvlgação agora os divulgadores brasileiros dos Panamá papers se animem a falar da Rede Globo. Ou talvez não seja nem preciso.

Leitor traduz texto que coloca Globo no escândalo do Panamá Papers

Um jornalista amigo do blogue me enviou há pouco a tradução do texto do jornal holandês Trouw, que pode ser lido no original neste link. Quem traduziu não é profissional, mas alguém que lê em holandês para acompanhar o futebol de lá.

A matéria, que está sendo escondida pela mídia nativa, coloca a Globo no escândalo do Panamá Papers.

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O texto pode conter algumas imprecisões, mas permite entender melhor o caso que já foi divulgado em outros blogues, a começar pelos Amigos do Presidente Lula.

Se alguém que domina holandês quiser melhorar algum ponto da tradução, o blogue estará aqui para ir atualizando o texto.

A bolada rola via Holanda

O Nederlandsche Bank apura possíveis lavagens de dinheiro no futebol. De fato, circulam formidáveis quantias, via “empresas fantasma” holandesas. Assim, milhões terminam nas mãos de gente que está sendo acusada no escândalo de corrupção da FIFA

“São contratos absolutamente mal feitos”, diz Frank van den Wall Bake. O renomado empresário de marketing esportivo, regularmente envolvido nas relações e acordos dos contratos com empresas desse meio, não faz rodeios. Os contratos entregues a ele pelo Trouw e por Het Financiële Dagblad formam a base pela qual o dinheiro é obtido, através de uma empresa “fantasma” holandesa, para algumas empresas de marketing esportivo na América do Sul, que usarão as quantias na compra de direitos para torneios de futebol. Mas, como base, esses contratos são suspeitos, segundo Van den Wall Bake.

Algumas folhas de papel

Chama a atenção de Van den Wall Bake que os contratos sejam tão curtos, no máximo de algumas folhas. “Quando você relaciona esses contratos às quantias das quais eles falam, que circulam na região de alguns milhões, você já espera contratos que vão de 30 a 40 páginas”. Também o surpreende o fato das descrições serem tão vagas: “Nesse tipo de contrato, a exclusividade [dos direitos] é uma das cláusulas mais importantes. Você quer ter a certeza de que você é o único detentor dos direitos. Mas nesses contratos faltam cláusulas assim”.

Os contratos são para partidas da Copa Libertadores, o equivalente da América do Sul à Champions League. A competição é organizada pela confederação sul-americana de futebol (CONMEBOL). Esta dá a diferentes emissoras de tevê da região permissão para a transmissão das partidas, mediante pagamento.

Acusações de corrupção

Em meados do ano passado – em maio, para ser mais preciso -, revelou-se que nem sempre esse processo foi tão organizado. Pelo menos, é o que pensa a justiça norte-americana. Numa acusação de exatas 164 páginas contra diretores da FIFA, a entidade que controla o futebol mundial, a justiça diz ter indícios de que dinheiro de empresas de marketing esportivo foi usado para pagar propinas aos diretores da CONMEBOL – diretores que também ocupavam cargos na FIFA.

Entre eles está o uruguaio Eugênio Figueredo, que presidiu a CONMEBOL até 2014 e era vice-presidente da FIFA. Ele foi preso na Suíça, e extraditado para o Uruguai em 2015. Segundo as acusações, Figueredo recebeu propinas de, entre outros, José Margulies, um empresário brasileiro de marketing esportivo. De acordo com o indiciamento, José é o homem por trás de duas empresas, a Somerton e a Valente, que teriam servido como intermediárias do dinheiro sujo.

E é precisamente esta a razão por que os contratos observados por Van den Wall Bake são tão interessantes: são documentos que representam a circulação de dinheiro entre a Valente e uma empresa fantasma holandesa, a Torneos & Traffic Sports Marketing bv (T&TSM), pela qual os direitos foram adquiridos. O especialista vê ainda mais irregularidades. A T&TSM pagava anualmente 800 mil dólares à Spoart, outra empresa de Margulies, para a comercialização dos direitos de transmissão. Segundo Van den Wall Bake: “Esta quantia é ridícula. Eu diria que é menos da metade. Diria que é um quarto”.
Além disso, está no contrato entre a T&TSM e a Valente que esta última será contratada para aconselhar sobre transmissões e sobre o trajeto dos times até os estádios. “Bem, como você traz uma delegação para um estádio? Parece-me que é de ônibus, com batedores à frente ou atrás. E a combinação sobre os direitos de transmissão também não faz sentido. [Esse contrato] fala de duas competências muito diferentes”. Disso, ele conclui: “São contratos absolutamente mal feitos”.

Documentos vazados

Acima de tudo, surpreende que as empresas sejam desconhecidas de Van den Wall Bake. Não só a Somerton ou a Valente, mas também as duas outras mencionadas no contrato: a Spoart e a Arco Business. “Quando você fala sobre a venda ou a intermediação de direitos de transmissão para um torneio importante como a Copa Libertadores, você pensa em grandes conglomerados de marketing esportivo, como a IMG ou a Lagardère. São grandes ‘players’ no mercado, não essas empresas pequenas”.

Van den Wall Bake não está sozinho nessa constatação, conclui a interpretação que o Trouw e Het Financiële Dagblad puderam fazer com base nos documentos vazados da Mossack Fonseca (MF). Essa empresa de conselhos jurídicos do Panamá direciona-se a clientes de todo tipo de empresa, notoriamente em paraísos fiscais. Na Holanda, ela trabalhou por muitos anos junto de Frank Sonsma, da Mossack Fonseca Netherlands, uma representante das empresas-fantasma. Sonsma assumiu o controle da T&TSM no final de 2013, junto a outra representante holandesa, a TMF. E ele o fez por meio de irregularidades.

Para começar, Sonsma não é definitivo por si só, porque a T&TSM precisa de outra representante. Ao perguntar ao escritório central [da Mossack Fonseca] no Panamá, Sonsma recebeu como resposta que as relações entre a empresa de marketing esportivo e a representante não é mais das melhores. Segundo a T&TSM, a prestação de serviços durou pouco, e a TMF era cara demais. E para responder a perguntas posteriores, Sonsma poderia ligar a um advogado da TMF.

E em 25 de outubro de 2013, Sonsma conseguiu do representante jurídico da TMF, Frits Verhaert, as verdadeiras razões da quebra de contrato: a despeito de diversas apurações, não havia acabado a validade de todos os documentos que a T&TSM precisava dar à representante holandesa, no âmbito da lei do país. Portanto, a TMF havia rompido o contrato com a T&TSM, não o inverso. Perguntada pela Trouw e pelo FD sobre a sua versão da história, a TMF disse que nunca entra em relações específicas com clientes. Daí, também não se sabe se a TMF comunicou que a T&TSM estava irregular ao órgão supervisor, o Nederlandsche Bank.

Perguntas críticas

Sonsma advertiu o escritório central no Panamá que este precisaria ser prudente na apuração sobre a T&TSM: “Nós não podemos criar uma situação na qual aceitamos um cliente que não cumpriu todas as suas obrigações, e do qual não temos todos os documentos. Não podemos deixar que o Nederlandsche Bank venha verificar nossos dossiês, para controlar nossa licença, e nem tudo esteja em ordem”.

Sonsma investigou todos os contratos, que ainda foram fechados com a TMF, e descobriu irregularidades. Pela T&TSM passam anualmente mais de 16 milhões de dólares, mas essa circulação monetária não está completamente esclarecida aos olhos dele. A T&TSM consegue os direitos de transmissão de uma empresa homônima, localizada nas Ilhas Cayman, e licencia os direitos no âmbito brasileiro à TV Globo. Ao passarem os anos, os custos para a Globo aumentaram, segundo o MF, devido a “mudanças macroeconômicas na região”. Em maio de 2015, a justiça norte-americana descreveu como os valores dos contratos dos direitos de transmissão precisavam ser aumentados nesses anos, para satisfazer a fome cada vez maior de dinheiro dos membros da FIFA.

Assim, as quantias que a Globo depositou numa conta do ING (nota: ING é um banco holandês) pertencente à T&TSM formam a única fonte de renda dessa sociedade. Seria lógico que a T&TSM repassasse os royalties recebidos da Globo à sua homônima nas Ilhas Cayman, que é a proprietária aparente dos direitos. Mas isso não acontece.

Balanço anual

A partir de 2011, a T&TSM fez pagamentos anuais a uma empresa panamenha, de nome Valente Corp. e à Arco Business, uma sociedade nas Ilhas Virgens Britânicas. Desde 2013, também se seguiram pagamentos anuais à empresa brasileira de marketing esportivo, a Spoart. Sonsma não conhecia essas empresas, e nada indicava que os proprietários dessas empresas tivessem algo a ver com o assunto dos direitos de transmissão ou com televisão. Sonsma se surpreendeu. O escritório central do Panamá pode esclarecer como isso é possível? Sonsma manda perguntas também à Arco. Em 2013, mostrou-se que os pagamentos atingiram somas de até 12,5 milhões de dólares por ano.

Mas qual é o objetivo da Arco Business? Como proprietário dela, consta um homem que é contador. Sonsma escreve e aposta que esse contador opera como um tesoureiro, que recebe quantias e paga a entidades responsáveis pela organização de jogos de futebol. Para ter certeza disso, ele quer verificar o balanço anual da Arco. O MF pode mandar isso? Parece um problema: a Arco está sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, e lá as empresas não precisam publicar balanços anuais.

Assim se passam algumas semanas. E Sonsma faz indagações mais agudas. Algumas recebem resposta, outras não. No começo de fevereiro de 2014, finalmente Sonsma chega às respostas que procurava, já que cartas de referência de emissoras de tevê do Brasil e da Colômbia indicam que elas realmente fizeram uso dos serviços da Valente e da Spoart. Com isso, a papelada de Sonsma parece ganhar alguma ordem. Realmente, há alguns jogos cujos direitos de transmissão foram vendidos pela T&TSM, e que realmente foram exibidos pela tevê. Portanto, a Spoart e a Valente têm algo a ver.

Sonsma é nomeado diretor, e deste modo a T&TSM pode seguir com os pagamentos à Valente e à Spoart. Mas ele não quer mais realizar os pagamentos à Arco Business, porque  não consegue fazer a ligação dessa empresa com eventos esportivos. Assim, ele entrega à Valente os 12,5 milhões de dólares destinados à Arco.

Geldrop

Mas em questão de um ano e meio após Sonsma tornar-se diretor da T&TSM, a situação muda de novo. Maarten van Genuchten, tradutor da cidade de Geldrop (na província de Brabante), passa à direção em 1º de outubro de 2014. Sonsma segue na administração. A esposa de Van Genuchten, a recepcionista de hotel ítalo-argentina Marina Kantarovsky, já é proprietária da empresa-mãe da T&TSM, localizada no Chipre.

Por que Van Genuchten e Kantarovsky se inscreveram? Kantarovsky era a real proprietária ou era testa-de-ferro de alguém? A despeito dessas perguntas, a dupla não responde a indagações. No registro da Câmara de Negócios, aparece que Van Genuchten nem está mais relacionado à empresa: desde 30 de outubro de 2015 a T&TSM está sem diretor.

E ainda há muito a apurar pelo Nederlandsche Bank, se ele quer responder à pergunta sobre quem deveria ter advertido que os contratos e a circulação de dinheiro eram possivelmente duvidosas. O certo é que muitos envolvidos se afastaram da T&TSM após os indiciamentos da justiça americana. Sonsma afirma: “Quando ficou claro que as transações da T&TSM tinham algo a ver com gente que foi indiciada no escândalo da FIFA, colocamos em discussão a nossa relação com os detentores finais dos direitos. Enquanto isso, a relação está completamente interrompida”. Até quando as contas desta entidade no ING seguiram regulares, não se sabe. O banco não respondeu às perguntas do Trouw e do FD.

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/04/05/leitor-traduz-texto-de-jornal-holandes-que-complica-globo-no-panama-pappers/

A prova de que a Rede Globo só pensa no Lula pelas bocas da própria Rede Globo

16 dias com Lula

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Um pequeno resumo de 65 reportagens (Apenas uma parte do total) sobre a situação política entre os dias 01.03 e 16.03 de 2016.

Obs.: A nossa pesquisa utilizou 65 reportagens aleatórias entre os dias 01.03 e 16.03 e não utilizamos todos os ‘Lulas’ dessas reportagens. Mas para quem quiser fazer uma pesquisa utilizando total real: somente nos canais de notícias da TV Globo e Globo News há mais de 150 reportagens disponíveis deste período. Há ainda o material dos outros meios Band, Band News, Record, Record News, SBT e canais satélites com a mesma frequência de destaque. Há também as diversas rádios de notícias 24 horas AM e FM.

Quem for de matemática, sugerimos calcular a frequência de ‘Lulas’ por minuto em qualquer canal. Na Globo News ao meio-dia por exemplo (Aos 48 segundos deste vídeo) registramos 23 Lulas em 7 minutos (Está no vídeo, no relógio no canto direito), e não contamos as outras formas de citação como ‘Ex-presidente’ e ‘Ele’.

 

FONTE: https://www.facebook.com/frenteaudiovisual/?fref=photo

Rede Globo não consegue esconder mais seu medo patológico de Lula

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Enquanto as manifestações toleradas pelo PSDB e outros partidos da direita fazem vítimas com a violência descontrolada contra quem ousa vestir roupas na cor vermelha, a Rede Globo utilizou nesta quinta-feira (17/03) praticamente todo o espaço do chamado “Jornal Nacional” para apresentar novas e velhas gravações telefônicas envolvendo o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. 

Essa operação de destruição de caráter já beira o que se chama em inglês de “overkill” que é quando, por exemplo, alguém exagera no número de tiros dados contra outra pessoa ou um animal.

Uma leitura rápida dessa tentativa de assassinato de caráter em horário nobre é simplesmente a vontade dos donos da Rede Globo de apressar a queda do governo Dilma. Mas como para isso é preciso dobrar Lula e o que ele representa para milhões de brasileiros pobres, a opção então é usar à exaustão as gravações entregues a eles pelo juiz-justiceiro Sérgio Moro.

Eu já que outro motivo, talvez o mais essencial, é que os donos da Rede Globo temem ao extremo o poder de Lula em mobilizar os mais pobres. Ainda que desde que no governo federal Lula tenha adotado o estilo “Lulinha paz e amor”, há sempre o temor de que ele use o seu poder de convencimento para mostrar ao Brasil o que Leonel Brizola mostrou já em 1982 e pelos anos que viveu depois de governar o Rio de Janeiro pela primeira vez.

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Estou falando do caráter intrinsecamente antipopular da Rede Globo. Em outras palavras, o que os donos da Rede Globo sentem em relação à Lula é aquele tipo de medo que Regina Duarte dizia ter em 2002. Medo, muito medo!

Algum tempo atrás publiquei aqui nesse blog uma análise de que as elites estavam se arriscando a exagerar na mão em seus ataques a Lula, dando-lhe um poder ainda maior para futuras escolhas de candidatos, ainda que momentaneamente neutralizado. E me arrisco a dizer que o tamanho do “overkill” que foi cometido hoje pela Rede Globo já assegura que Lula será um eterno e doloroso espinho na garganta da família Marinho. 

Cenas da farofada política na praia do triplex sem dono em Paraty

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Como já abordado aqui no blog ontem ativistas, ontem (06/03), um grupo de farofeiros ocupou a praia em Paraty — RJ, encravada no melhor ponto da Mata Atlântica brasileira, onde foi construído um triplex cuja propriedade agora se tornou uma verdadeira incógnita.

Abaixo segue o vídeo da ocupação pública da praia do “triplex sem dono” pelos ativistas.

 

Garotinho e o triplex de Paraty: quem afinal invadiu aquela praia?

Movendo-se lá por quais motivos (além da figadal oposição ao PT e ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva), o ex-governador Anthony Garotinho acabou de publicar uma postagem em seu blog acerca da manifestação realizada ontem em frente do tríplex que a família proprietária da Rede Globo não diz ser seu:

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E qual seria, afinal, o problema da postagem. Bom, para começo de conversa, o título da postagem atribui o ato de “invadir” uma praia aos ativistas que foram protestar em frente do triplex que a família Marinho não diz ser seu. É que legalmente, principalmente pelo que estabelece a Constituição Federal Brasil e, mais especificamente o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC) e em seu artigo 10 afirma que “as praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados os trechos considerados de interesse de segurança nacional ou incluídos em áreas protegidos por legislação específica, e que “não será permitida a urbanização ou qualquer forma de utilização do solo na zona costeira que impeça ou dificulte o acesso assegurado no caput deste artigo, o que leva a se depreender que “todos os cidadãos têm assegurado o direito de acesso às praias brasileiras, acesso este que só poderá ser restringido em virtude de situações excepcionalíssimas contempladas em lei.”

Trocando em miúdos, se alguém invadiu a praia existente em frente do triplex construído ao arrepio da lei em uma preserva de Mata Atlântica foram seus proprietários. Os ativistas de ontem, quando muito, exercitaram os usos que a Constituição Federal e o PNGC lhes facultam.

Mas, pelo jeito, na sua ânsia de pegar o PT e Lula, o ex-governador Anthony Garotinho perdeu uma excelente chance de apontar a segunda ilegalidade em torno do tríplex de Paraty que é, justamente, a aludida privatização de uma praia pelos proprietários do tríplex que a família Marinho diz não ser seu.

Triplex de Paraty: deputados do PT entram com representação na PGR

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Os deputados Paulo Pimenta (PT/RS) e  Wadih Damous (PT/RJ) entraram no dia 02 de Março com uma representação na Procuradoria Geral de República para que se apure, entre outras coisas, no agora famoso triplex  que a família Marinho, proprietária da Rede Globo, diz não possuir em Paraty.

No documento, os deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous afirmam que se valendo “do importante trabalho investigativo feito pelos portais “Diário do Centro do Mundo”, “Tijolaço”, “Viomundo”, “Rede Brasil Atual”, “O Cafezinho”, “Revista Fórum”, “Conversa Afiada” e “GGN”, eles obtiveram documentos que “podem existir esquemas de empresas nacionais e internacionais, principalmente offshores, para cometer crimes contra o sistema financeiro, a ordem tributária e a administração pública”.  Pimenta e Damous afirmam que estas “conexões envolvem a Mossack Fonseca, suposta parideira internacional de offshores, Brasif, Rede Globo, FIFA e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”

Bom, agora vamos ver se o procurador Rodrigo Janot aceita ou não mexer nesse vespeiro. Para quem desejar a íntegra do pedido feito por Paulo Pimenta e Wadih Damous, basta clicar (Aqui!)