O jornal “EXTRA” publica hoje uma daquelas matérias/press releases cujo objetivo não é informar, mas muito pelo contrário. Falo aqui do artigoque aborda o suposto estouro da Lei de Responsabilidade Fiscal no tocante aos gastos com o funcionalismo a partir de um relatório bimestral da execução orçamentária do estado (Aqui!). Continuar lendo
Rioprevidência
NOTÍCIAS DA ADUENF: Diretoria da ADUENF lança nota de repúdio à violência policial e à votação ilegítima do aumento previdenciário
Diretoria da ADUENF lança nota de repúdio à violência policial e à votação ilegítima do aumento previdenciário

Desde 2013 temos assistido o avanço da truculência dos governos em relação aos protestos populares. Seja em protestos contra o aumento da passagem de ônibus ou durante as greves de professores, a resposta do Estado tem sido uma: o uso da força de forma violenta e marcada pela ilegalidade. O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o Estado pela conduta violenta de policiais militares nas manifestações de 2013. Além de uma indenização de R$ 8 milhões o governo deveria formular um plano de ação para atuação policial em protestos. Posteriormente em 2015, o governador Beto Richa utilizou do mesmo modus operandi da repressão policial e transformou a Assembleia Legislativa do Paraná em uma praça de guerra com centenas de professores feridos por lutarem contra perda de direitos trabalhistas.
Até mesmo a Lei de Segurança Nacional e Lei sobre Organizações Criminosas já foram empregadas na prisão de manifestantes no Rio de Janeiro em uma demonstração inequívoca quanto a tentativa de criminalização dos movimentos sociais por parte do Estado. As ações policiais nas manifestações têm se notabilizado pelo arbítrio “Fiz porque quis, pode denunciar”, diria um capitão da Policia Militar de Brasília após uso de gás de pimenta contra manifestantes que não haviam descumprido a lei. As ações policiais têm se pautado pelo uso da força de forma absolutamente cruel diante de uma população desarmada, pela ilegalidade na ausência de identificação e principalmente, por atuar como instrumento repressivo do direito de reunião, liberdade e acesso à cidade.
Devemos exigir imediatamente do Estado que cumpra o artigo 5º da Constituição que assegura aos brasileiros e estrangeiros o direito à liberdade, à igualdade, à segurança e que “ninguém pode ser submetido à tortura, nem a tratamento desumano ou degradante”. O uso de gás lacrimogêneo, balas de borrachas, balas de grosso calibre e outros instrumentos de ataque à população violam estes direitos. Nas cidades, multiplicam-se os casos de ferimentos pelo uso destas armas. No campo, seguem as chacinas dando ao Brasil o título de um dos países em que mais pessoas morrem em conflitos de terra no mundo.
No último dia 24, no Rio de Janeiro e em Brasília, atingimos o nível mais grave destas violações. Presenciamos um número elevado de policiais, municiados para uma guerra. Cavalaria em Brasília, Batalhão de Choque nas imediações da Alerj. Servidores do Estado armados para atacar professores, bancários, estudantes, aposentados, bombeiros. Ao convocar por decreto as Forças Armadas para conter uma manifestação justa, ao propor o emprego de uso militar de enfrentamento contra a população desarmada, o atual presidente, alvo de aproximadamente 14 pedidos de impeachment, demonstra que o Estado Democrático de Direito está por um fio. Vivemos em um regime de exceção no qual violações são praticadas sem nenhum tipo de punição.
A votação do aumento previdenciário sobre os servidores do Rio de Janeiro, foi feita às portas fechadas, mesmo com liminar que garantia o acesso da população às galerias da Alerj. Que legitimidade podem exibir representantes legislativos que se escondem da sociedade para intensificar a retirada de seus direitos e envia homens de preto para conter-lhes?
Tendo conseguido o aumento na contribuição, (des) governo Pezão agora prepara confisco de aposentadorias
A relativa facilidade com que conseguiu aumentar a contribuição previdenciária de 11% para 14% parece ter animado o (des) governo Pezão a realizar novos ataques aos direitos dos servidores. Pelo menos isso é o que se depreende da nota publicada pelo jornal “EXTRA” de que o (des) governo Pezão estará enviando hoje um projeto de lei para mudar o sistema de concessão de pensões no RioPrevidência (Aqui!).

Apesar do conteúdo confuso da nota, o que há de fato será o estabelecimento de restrições a quem poderá receber pensões e por quanto tempo. Nesse quesito seria irônica se não fosse trágica a declaração do secretário da Casa Civil, Christino Áureo, de que as medidas contidas neste projeto de lei visam “moralizar o sistema de concessão de pensões“. Ora, dificilmente algo que venha de dentro deste (des) governo servirá para moralizar seja lá o que for. Na prática, está se arrochando ainda mais as regras do RioPrevidência para confiscar mais dinheiro dos servidores para ser enviado para os fundos abutres (Pimco, Black Rock, Allianz) que hoje controlam de fato o RioPrevidência a partir da escabrosa operação realizada no paraíso fiscal de Delaware (Aqui!).
E que ninguém se engane, pois se não houver resistência organizada por parte dos sindicatos e representantes dos pensionistas e aposentados do RioPrevidência o arrocho vai ser ainda aprofundado. E por quem? Por um (des) governo que está afundando em meio à grossas denúncias de corrupção que levou o ex (des) governador Sérgio Cabral e vários de seus (des) secretários para a cadeia!
Mural do deputado traíra: confira os deputados que votaram contra os servidores na Alerj
Abaixo segue o mural dos deputados traíras que votaram para confiscar 3% dos salários dos servidores estaduais do Rio de Janeiro para beneficiar os fundos abutres a pedido do (des) governo Pezão.

Nunca é demais lembrar que neste momento esse mesmo (des) governo deve os salários de Abril a mais de 208 mil servidores estaduais e o 13o. salário de 2016 para o conjunto do funcionalismo fluminense.
Lembrar desses traíras em 2018 é uma obrigação de todo servidor estadual e de suas famílias. Enquanto isso, é preciso preparar a resistência porque os ataques aos servidores estão apenas começando.
(Des) governo Pezão consegue aprovar confisco salarial na Alerj
Três deputados campistas votaram contra os servidores estaduais

O (des) governo Pezão conseguiu alcançar o seu objetivo de realizar um confisco salarial na forma de um aumento de 3% na contribuição previdenciária dos servidores estaduais. A margem de votos alcançada ficou aquém da estimativa mais otimista dos membros do (des) governo Pezão, com a medida sendo aprovada por 39 a favor contra 26 contrários (abaixo seguem os nomes dos deputados que votaram a favor do confisco salarial).

Como antecipei ontem, os três deputados eleitos com votos do município de Campos dos Goytacazes e de municípios vizinhos (Geraldo Pudim (PMDB), Gil Vianna (PSB) e João Peixoto (PSDC)) votaram a favor do confisco salarial promovido pelo (des) governo Pezão.
Durante manifestação unificada realizada nesta tarde na rodoviária Jorge Roberto da Silveira pelos sindicatos de servidores que atuam em Campos dos Goytacazes, a menção dos três deputados campistas foi acompanhada de sonoras (e merecidas, quero acrescentar) vaias.
Agora, vencida esta etapa, os servidores estaduais certamente terão de se defrontar com novas medidas de confisco salarial que ainda serão promovidas pelo (des) governo Pezão. Mas pelo que pude notar durante o ato, energia para isso não faltará.
Por que é preciso uma auditoria independente da dívida pública e no RioPrevidência?
As tentativas do (des) governo Pezão de jogar sobre as costas dos servidores estaduais e da população fluminense o custo de uma gestão desastrosa do estado deve ser respondida com a demanda de uma auditoria independente na dívida pública e no RioPrevidência.
É que sem isso, o (des) governo Pezão vai continuar aumentando o processo de endividamento público, apenas para beneficiar as corporações econômicos como o que já foi feito para beneficiar as empreiteiras e a JBS Friboi.
No vídeo abaixo falo mais sobre a situação de crise seletiva que está ocorrendo no Rio de Janeiro, onde perdem os servidores e a população e ganham as grandes corporações.
NOTÍCIAS DA ADUENF: ADUENF lança campanha pela auditoria independente da dívida pública e no RioPrevidência

Além de aprovar a paralisação de 24 horas nesta 4a. feira (24/05) com o objetivo de pressionar os deputados estaduais para que não aprovem a escandalosa majoração da contribuição previdenciária, os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) também decidiram pelo início de uma campanha para demandar a realização de uma auditoria independente na dívida pública do estado do Rio de Janeiro e no RioPrevidência.
Essa campanha resulta da compreensão que uma combinação de empréstimos duvidosos, malversação dos recursos do RioPrevidência (vide o caso da Operação Delaware) e atos de corrupção é que causaram catástrofe financeira por que passa o estado do Rio de Janeiro neste momento.
Assim, auditar a dívida pública e o RioPrevidência devem ser prioridades não apenas dos servidores estaduais, mas da sociedade civil organizada e de toda a população fluminense. É que sem essa auditoria não haverá pacote de maldades que tire o Rio de Janeiro da crise em que se encontra.
Apoie a realização da auditoria independente na dívida pública e no RioPrevidência. Sem isso não haverá um futuro melhor para o povo do Rio de Janeiro.
Campos dos Goytacazes, 24 de Maio de 2017.
DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta
Reitoria da Uenf lança nota de solidariedade aos servidores em luta contra o pacote de maldades do (des) governo Pezão

A reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) acaba de lançar uma nota de solidariedade aos servidores mobilizados no dia de hoje (24/05) contra o pacote de maldades do (des) governo Pezão (Aqui!).
ar sendo tomada por todos os dirigentes de órgãos governamentais que possuam um mínimo de compromisso com a qualidade do serviço público e a condição de vida dos servidores que já estão sendo duramente penalizados por um (des) governo completamente desacreditado e acoçado por grossas denúncias de corrupção.
NOTA DE SOLIDARIEDADE
A Reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) vem solidarizar-se com os servidores mobilizados no dia de hoje, 24/05/17 contra o pacote de medidas que penaliza os servidores públicos, sem resolver o problema do financiamento do Estado.
A defesa do serviço público é a própria defesa do papel do Estado na nossa sociedade, ainda muito carente de medidas que diminuam a desigualdade e promovam o bem estar social.
Os fundos abutres serão os únicos a ganhar se Alerj aumentar contribuição previdenciária dos servidores
Ainda não está oficialmente em pauta, mas já se sabe que o presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano (PT), deverá colocar em votação já na próxima 4ª. feira (24/05), o projeto de lei de autoria do (des) governador Luiz Fernando Pezão que aumenta a contribuição previdenciária dos servidores estaduais de 11% para 14%. A coisa é tão melindrosa que a votação estava programada para ocorrer praticamente em segredo, na mesma maneira em que se votou a privatização da CEDAE. Felizmente para os servidores, apesar do tempo exíguo para se mobilizarem, a informação foi vazada e agora nuvens carregadas já se movimentam para a Alerj que se encontra sob forte escolta da chamada Força Nacional.
A votação desse aumento é escandalosa sobre vários aspectos. Primeiro porque mais de 200 mil servidores ainda não viram a cor dos salários, e Pezão ainda deve o 13º. salário de 2016 para todo o funcionalismo estadual. Assim, ao colocar em votação esse projeto que é apenas o início do arrocho pretendido por Pezão, a Alerj está quebrando o compromisso de apenas votar medidas que onerassem os servidores após o pagamento de todos os salários atrasados.
Mas o segundo e importante fato que salta aos olhos (ou deveria fazer saltar) é que esse aumento ocorre após a Câmara de Deputados ter retirado esse mecanismo da chamada Lei de Recuperação Fiscal enviada pelo ainda presidente “de facto” Michel Temer que assinou o projeto sem se importar com a ausência do aumento da taxação. Em outras palavras, a base governista na Alerj quer ser mais realista do que o (ainda) rei.
Entretanto, o terceiro e mais crucial aspecto desse aumento é que o mesmo só servirá para aumentar o fluxo de dinheiro que já não é pequeno para os chamados “fundos abutres” que controlam os papéis podres do chamado “Rio Oil Finance Trust” que foi criado no paraíso fiscal de Delaware por decisão da troika formada por Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e Gustavo Barbosa (então diretor-presidente do RioPrevidência e atualmente (des) secretário estadual de Fazenda (Aqui!, Aqui!, Aqui! e Aqui!). A verdade é que antes de votar qualquer aumento de contribuição, o que a Alerj deveria ter aberto uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o destino que foi dado aos mais de US$ 3 bilhões que a operação rendeu aos cofres estaduais.
Aliás, não é só a Alerj que deve explicações no caso da operação Delaware, mas também o Ministério Público que já deveria ter uma inquérito civil público aberto para apurar essa operação para lá de esquisita e, até onde eu saiba, nunca mexeu uma palha para realizar as devidas apurações sobre os responsáveis desse caso escabroso.
E que nenhum servidor se deixe enganar. Esse aumento de mais de 27% na contribuição previdenciária não só não vai resolver a crise do RioPrevidência, como também é apenas o primeiro passo de uma verdadeira onda de medidas de arrocho que o cambaleante (des) governo Pezão pretende aplicar nos servidores, sabe-se lá em nome de quais interesses (mas provavelmente diretamente ligados aos especuladores internacionais que hoje efetivamente controlam parte da receita financeira do Rio de Janeiro.
Por essas e outras é que quem puder estar na Alerj na próxima 4ª. feira tem que estar. É que deixar um problema desse tamanho nas mãos da minoritária bancada de oposição vai custar caro, mas muito caro, a bolsos que já andavam mais cheios de contas para pagar do que de dinheiro.
Finalmente, não como deixar de mencionar o papel lamentável que está sendo cumprido pelo deputado André Ceciliano (o mais piccianista dos deputados do PT fluminense) que corre o risco de entrar para a história como aquele que colocou definitivamente uma faca no coração de servidor público estadual fluminense. Mas como fatos recentes mostram, não há como se juntar ao golpe e depois escapar ileso. E é bom André Ceciliano lembrar bem disso, pois os servidores não esquecerão.
Operação Delaware e fundos abutres: um sumidouro infinito de dinheiro público fluminense

Já abordei em incontáveis postagens neste blog o caso da desastrosa operação realizada pelo RioPrevidência, sob a batuta do atual secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, no paraíso fiscal corporativo de Delaware (EUA) (Aqui!, Aqui!.Aqui! e Aqui!)
Como já observou o jornal O GLOBO já em Outubro de 2015 (Aqui! ), a fatura desta operação tem sido extremamente salgada para os cofres estaduais, pelo simples fato de que a criação do Rio Oil Finance Trust foi ancorada em recursos oriundos dos royalties da exploração do petróleo.
É por causa dessa operação desastrosa que hoje milhares de servidores aposentados e pensionistas estão vivendo momentos dificílimos, pois o mesmo (des) governo que brincou de roleta russa nos mercados internacionais (e perdeu, frise-se!), agora fabrica desculpas esfarrapadas para não pagar pensões e aposentadorias.
E, pior, a sangria causada pela Operação Delaware só vai terminar em 2024! Em outras palavras, pelo próximos 7 anos as receitas oriundas da compensação associada à exploração do petróleo no Rio de Janeiro vai continuar sendo entregue quase totalmente entregues para os fundos abutres!
A pergunta que não quer calar é a seguinte: quantos bilhões de dólares já foram entregues aos fundos abutres por conta da Operação Delaware?
Finalmente, me causa espécie que sindicatos de servidores e os parlamentares ditos de oposição na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro até hoje não iniciaram um processo de auditoria pública independente desse escândalo!
Enquanto ficam os servidores aposentados abandonados à mercê da própria sorte. Simples, mas ainda assim totalmente trágico.