Rio Oil Finance Trust, por que ninguém quer falar nele?

Um dos grandes mistérios conhecidos da bancarrota criada pelos (des) governos comandados pelo PMDB no Rio de Janeiro é o relacionado à operação de captação de recursos realizada por meio de recursos do RioPrevidência no paraíso fiscal de Delaware.

Mas o que me impressiona no caso do Rio Oil Finance Trust é a consistente indisposição que a mídia corporativa, o Ministério Público e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro demonstram em não querer investigar a contribuição dessa essa operação comandada pelo então diretor-presidente do Rio Previdência e atual secretário estadual de Fazenda, Sr. Gustavo Barbosa, mostrado abaixo sentado na mesa do BNP Paribas durante o convescote auto-congratulatório promovido pela revista especializada Latin Finance em Janeiro de 2015.

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Um aspecto que mereceria ser investigado com alguma profundidade tem a ver com o peso que apenas a operação feita em Delaware representa sobre a dívida pública fluminense, já que os títulos do Rio Oil Finance Trust já que os mesmos só vencerão no ainda distante ano de 2024 (ver gráfico produzido pela Bolsa de Berlin com as variações anuais das debêntures que são continuam a ser negociadas).

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A necessidade de que se investigue a fundo o Rio Oil Finance Trust é maior do que se imagina. É que a falência objetiva do RioPrevidência e a consequente necessidade do (des) governo Pezão utilizar receitas oriundas do tesouro estadual para pagar as aposentadorias ainda está servindo como ferramenta de convencimento acerca da necessidade de se impor um arrocho draconiano sobre os salários dos servidores e para viabilizar a privatização da CEDAE e de outras estatais. Começando pela mentira espalhada pela Sefaz que o Rio de Janeiro estourou o limite da famigerada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no tocante às despesas com pessoal. Mentira essa, ressalte-se isso, que está sendo ecoado pela mídia corporativa e, claro, pelo ministro/banqueiro Henrique Meirelles.

Nesse sentido, destrinchar os meandros da operação realizada em Delaware é um elemento central nas disputas que ocorrerão em breve no âmbito da Alerj para impor o pacote Pezão/Meirelles.

Ao que parece caberá ao MUSPE e aos sindicatos ligados a ele levantar a bandeira de uma auditoria pública independente sobre a situação do RioPrevidência, o que envolverá obviamente o destino dado aos US$ 3,1 bilhões que foram captados em Delaware e tomaram um destino até agora desconhecido. 

4 pensamentos sobre “Rio Oil Finance Trust, por que ninguém quer falar nele?

  1. Tânia Maria Santos Bento disse:

    Tudo que fizerem para apurar o crime que estão cometendo com os Servidores do Estado ..especialmente com os aposentados e pensionistas..será de grande valia!por que estamos vivendo uma degradação financeira.moral e psicológica!Não é possível que a Justiça de alguns homens de honra aliada a Justiça de Deus não encontre uma saída pra tanta maldade!..

  2. Marta Martinz disse:

    perfeito! A máfia da propinocracia local é a crise. Ainda ocupam cargos estratégicos nos poderes. Fazem mais do mesmo. Se considerarmos o executivo, somos o menor quantitativo de servidores de carreiras do Brasil. Menor do que no Piauí. Servidora de carreira aposentada da administração pública do estado do Rio de Janeiro, trabalhei 34 anos com toda responsabilidade para ter meu direito garantido. Até hoje sem meus proventos de novembro, 13o e dezembro. A máfia da propinocracia local é a crise. Usam do duplipensar! fascistas autocratas, escolhem entre os que lhes garantem a impunidade, os que recebem seus salários em dia. Ocupam cargos estratégicos nos poderes. Não fizeram o dever de casa. temos um judiciário e legislativo 70% mais caro que o de Minas Gerais e São Paulo e nenhuma respostas para essas questões. Omissos! Coniventes com os crimes? Faliram o Estado de forma deliberada, criminosa e irresponsável. A fazenda estadual foi privatizada para o crime. 55 bilhões deixaram de ser arrecadados dos maiores contribuintes só no ano de 2016. Renúncias fiscais criminosas continuam comprometendo as receitas públicas. Conforme relatório do TCE, os crimes geraram a indicação de compra de pacote usado pelo governo americano para controle. Só podem estar de sacanagem. Ignoraram as leis brasileiras na cara dura e nenhum processo para imputar responsabilidades nos ordenadores de despesas? E os empréstimos sem lastro? Já comprovado pela justiça federal que o objetivo era o uso do dinheiro do crime pra se locupletar e eternizar no poder. Continuam fazendo mais do mesmo. O sistema constitucional de fiscalização, controle e auditoria continuam engessados no RJ. Não há justiça no estado do Rio de Janeiro. Ignoram a institucionalidade e usam a democracia contra a democracia faz é tempo.

  3. […] Ao longo desse tempo todo, publiquei inúmeras postagens sobre o papel cumprido pelo então diretor-presidente do RioPrevidência e hoje secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, na condução da operação que efetivamente colocou o RioPrevidência num estado falimentar (Aqui!, Aqui!, Aqui! e Aqui!) […]

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