Brasil é o país com maior crescimento em preocupações com segurança no mundo, mostra estudo da Unisys

Apurado em 15 países durante a pandemia, Unisys Security Index 2020 indica que a preocupação dos brasileiros com segurança cresceu sete pontos desde 2019

São Paulo, 24 de junho de 2020 – A Unisys anunciou hoje os resultados do Unisys Security Index™ 2020, revelando que o Brasil é o país com o maior crescimento em preocupações relacionadas a assuntos de segurança no mundo.

Estudo mais antigo de preocupações com segurança do consumidor conduzido globalmente, o Unisys Security Index mede as percepções do consumidor em quatro categorias: segurança pessoal, financeira, nacional e na Internet. O Brasil alcançou 197 pontos em um máximo de 300, um crescimento de sete pontos em relação a 2019 – o maior aumento dos 15 países avaliados e a maior pontuação do país desde 2013. Já o índice médio global do USI 2020 é de 175 pontos pelo segundo ano consecutivo, o nível mais alto em 14 anos.

Embora as preocupações com a segurança do Brasil tenham aumentado em todas as áreas, o país tem a pontuação mais baixa entre os países em desenvolvimento avaliados, incluindo os da América Latina: México (212), Colômbia (217) e Chile (218). Em geral, a atenção à segurança digital dos mercados emergentes cresce – Filipinas (238) e Índia (223) lideram o ranking -, enquanto a dos mercados desenvolvidos está diminuindo. Neste ano, o índice brasileiro é mais alto que o de Estados Unidos (159), Austrália (157), França (156), Bélgica (144), Reino Unido (144), Nova Zelândia (136) e, os dos últimos, Alemanha (122) e Holanda (100).

O aumento das preocupações com segurança digital no Brasil ocorreu juntamente com a deflagração da pandemia da COVID-19. Com entrevistas realizadas entre​ 16 de março e 5 de abril de 2020, o USI 2020 identificou as consequentes incertezas econômicas e agitação social decorrentes da crise.

O índice de segurança financeira, por exemplo, cresceu 12 pontos, atingindo 203 neste ano, a maior apreensão dos brasileiros já identificada. Em segundo lugar, vem a segurança pessoal, com 202 pontos, dois a mais que no ano passado. Já a segurança da internet cresceu 6 pontos, chegou a 200 e ficou em terceiro entre as maiores preocupações dos brasileiros. Por último, mas com crescimento significativo de 9 pontos em relação a 2019, ficou a segurança nacional, com 185 pontos, impulsionada pela preocupação com desastres e epidemias.

Entre os componentes específicos de cada dimensão, destacam-se a fraude bancária e o roubo de identidade, assuntos extremamente ou muito preocupantes para 80% e 78% dos brasileiros, respectivamente. Invasões cibernéticas ou vírus compõem a terceira maior preocupação no Brasil, com 73%, seguido de desastres naturais, com 72%. Essa última área, que consiste na ocorrência de inundação, furacão, incêndio florestal ou epidemia, registrou um crescimento de 10% na preocupação em relação ao ano passado. Ao passo que a atenção com segurança nacional, que se refere à proteção à guerras e ao terrorismo, diminuiu 4% em relação à 2019, sendo muito importante para metade dos brasileiros (51%).

Especificamente no âmbito da COVID-19, a infraestrutura de saúde do Brasil e a estabilidade econômica são as principais preocupações durante uma crise de saúde global, respectivamente para 85% e 84% dos entrevistados. Em terceiro, ficou a saúde física da família, considerada extremamente ou muito preocupante para 83% dos brasileiros durante a pandemia.

O Unisys Security Index de 2020 mostra que a sensação de insegurança está aumentando no Brasil dentro das quatro áreas de análise da pesquisa. o Brasil registrou o maior aumento de preocupação ano a ano do que qualquer outro país e percebemos que muitos ainda têm uma falsa sensação de segurança de dados enquanto trabalham em casa”, salienta Mauricio Cataneo, presidente da Unisys Brasil e Chief Financial Officer para América Latina. “Notadamente, fraudes bancárias, roubo de dados pessoais e invasões cibernéticas são as grandes preocupações nacionais, fazendo da proteção de informações um assunto que deve ser priorizado por governos, empresas e consumidores brasileiros. Em meio a desafios econômicos impostos pela crise da pandemia, os brasileiros estão cada vez mais preocupados com sua capacidade de atender obrigações financeiras e preocupados com fraudes”, conclui.

Clique Aqui! para conferir o infográfico com os destaques do Brasil no USI 2020

Sobre o Unisys Security Index™

Iniciativa da Unisys Corporation (NYSE: UIS), o Unisys Security Index™ é o mais antigo monitoramento global de segurança digital. Realizado desde 2007, o levantamento oferece uma análise estatisticamente robusta sobre a percepção de segurança dos consumidores.

Projetado numa escala que vai de zero a 300 (sendo o zero mais seguro e 300, menos), o índice é calculado a partir de uma metodologia que afere atitudes de pessoas ao longo de um dado período de tempo em relação a oito temas de segurança, divididos em quatro categorias: Segurança Nacional, também relacionado a desastres ou epidemias; Segurança Financeira, que aborda temas como fraude bancária e obrigações fiscais; Segurança da Internet, que inclui vírus/ ataques de hackers e transações online; e, por fim, Segurança Pessoal, com tópicos como roubo de identidade e informações pessoais.

O Índice de Segurança é calculado com base na média das preocupações de consumidores com a segurança nessas quatro grandes dimensões em uma escala de um a quatro, em que um é não preocupado e quatro é extremamente preocupado. Das respostas, é aferida uma pontuação média entre extremamente preocupado (300 pontos), muito preocupado (200 pontos), um pouco preocupado (100 pontos) e nada preocupado (0 ponto).

O Unisys Security Index de 2020 foi baseado em pesquisas nacionais de amostras representativas de um total de 15.699 residentes adultos de 18 a 64 anos de idade em 15 países. Foram aplicadas entrevistas online junto a grupos amostrais representativos com o mínimo de 1.000 indivíduos dos seguintes países: Austrália, Bélgica, Brasil, Chile, Colômbia, França, Alemanha, Índia, México, Holanda, Nova Zelândia, Filipinas, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos.

Durante a pesquisa, realizada entre 16 de março e 5 de abril de 2020, a pandemia de COVID-19 era predominante em todos os países analisados.

A amostra do estudo é ponderada com relação a características demográficas nacionais de adultos, como gênero, idade e região. Os índices de segurança globais são médias não ponderadas dos índices de segurança dos 15 países.

A margem de erro é de 3,1% para mais ou para menos nos resultados por país, e de 0,8% nos resultados globais. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Desastre em barragem no Brasil leva a investidores a demandar dados de segurança

Tragédia na mineração provoca demanda por mais divulgação de riscos

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© AFP

Por Chris Flood para o Financial Times

A morte de cerca de 300 pessoas em mais um grande acidente em uma represa de rejeitos no Brasil reabriu o debate sobre o papel dos investidores nos padrões de policiamento em todo o setor de mineração.

A barragem de resíduos de mineração pertence e é administrada pela Vale, a maior produtora mundial de minério de ferro.  O rompimento da barragem em janeiro, no município de Brumadinho, no sudeste do país, também foi o segundo maior acidente em uma barragem de propriedade da Vale em menos de quatro anos.

A tragédia provocou demandas de melhor divulgação sobre práticas de segurança em barragens de resíduos de empresas de mineração em todo o mundo.

A Iniciativa Investor Mining & Tailings Safety, liderada por um investidor institucional, o Church of England Pensions Board e pelo Conselho de Ética da Suécia, que assessora os fundos de pensão do país, atraiu o apoio de um total de 96 investidores institucionais. O grupo pediu a 683 empresas de mineração para que forneçam informações detalhadas sobre o tamanho e os registros de segurança de suas barragens de resíduos.

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Nenhum registro global oficial existe, mas as estimativas sugerem que cerca de 18.000 barragens de mineração existentes em todo o mundo, aproximadamente 3.500 delas estão atualmente ativas. “Precisamos saber onde estão essas instalações. . . estão localizadas, como elas são gerenciadas e o potencial para o seu rompimento ”, diz Adam Matthews, diretor de ética e engajamento da Church of England Pensions Board.

Os investidores pediram às mineradoras para que divulguem seus dados, verificados pelo presidente da empresa ou pelo seu diretor executivo, até 7 de junho de 2019.

“A intenção é garantir que não haja recorrência dos desastres [como os] envolvendo a Vale”, diz Henrik Pontzen, diretor de ESG da Union Investment, gerente de ativos de 323 bilhões de euros em Frankfurt, que assinou a iniciativa. .

Ao mesmo tempo, espera-se que a demanda por recursos como cobre e cobalto aumente à medida que governos de todo o mundo promovam tecnologias limpas, como carros elétricos, em um esforço para combater a mudança climática.

“A mineração é parte integrante da tarefa de tirar centenas de milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento da pobreza e ajudar a economia global a alcançar a transição para um futuro mais eficiente em energia”, diz Meryam Omi, chefe de sustentabilidade da  Legal & General Investment Management.

No entanto, a crescente demanda dos investidores por estratégias que incorporam métricas robustas de ESG levou a esforços mais determinados para avaliar os riscos em todo o setor de mineração.

O Macquarie, um banco australiano, construiu recentemente uma estrutura que classifica a Vale como a segunda pior performante de ESG dentre as mineradoras diversificadas listadas. A Vale teve um mau desempenho em mortes, relato de multas ambientais e a baixa porcentagem de mulheres em sua força de trabalho.  A empresa não respondeu a um pedido de comentário.

Por seu lado, no mês passado, a Vale criou um conselho executivo especial para coordenar os esforços de recuperação humanitária e ambiental em Brumadinho e arredores. Até agora, a empresa pagou cerca de  R$ 100 mil a 274 famílias das vítimas. A Vale também concordou em fazer pagamentos de emergência a todos os moradores de Brumadinho.

Grant Sporre, analista do Macquarie em Londres, diz que espera que a estrutura evolua à medida que os padrões de divulgação melhorem. “Mesmo com essa ferramenta imperfeita, há uma correlação razoável entre o nosso ranking ESG, o desempenho do preço da ação e a avaliação”.

Em abril, a S & P Global Ratings, o fornecedor da pesquisa, publicou o que chamou de um atlas de risco ESG para comparar diferentes setores.

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A ferramenta, que, segundo ela, acabará contribuindo para as classificações de crédito da empresa, inclui uma métrica de “preparação” que avalia a capacidade de uma empresa antecipar e adaptar-se a uma série de interrupções, incluindo desastres naturais.

A boa governança corporativa inclui a capacidade de uma empresa responder ao “espectro total de riscos”, diz Michael Ferguson, analista da S & P Global em Nova York.

Algumas empresas de mineração, incluindo a Rio Tinto, a BHP Billiton e a Anglo American, tentaram acalmar as preocupações dos investidores ao vincular o pagamento dos executivos às métricas de saúde e segurança. Mas a Sra. Omi diz que mais precisa ser feito para vincular os incentivos pagos ao desempenho em sustentabilidade.

“Se as empresas de mineração não tomarem mais medidas para melhorar sua cultura, e as ligações entre remuneração de executivos e padrões ESG, então fica claro que os investidores agirão proativamente ao pressionar por mudanças”, diz ela.

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Este artigo foi publicado inicialmente em inglês pelo “Financial Times” [Aqui!]

De que segurança precisamos em Campos?

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Por Luciane Soares da Silva*

Desde que a intervenção iniciou no estado do Rio de Janeiro, com foco na cidade e especialmente nas favelas cariocas,tenho recebido questões de jornalistas da cidade de Campos sobre minha opinião em relação a ação do Exército no território fluminense. Escrevo este texto com um único objetivo: mais do que esclarecer minha posição sobre a intervenção no Rio, explicitar minha preocupação com a cobertura do fenômeno. 

Considero que é vital para pesquisadoras e pesquisadores, divulgar suas pesquisas e aceitar ocupar um lugar no debate público. Tenho feito isto nos últimos anos, tanto por televisão como rádio e jornal. Digo isto porque embora todos saibam das edições de programas televisivos que reduzem uma fala de 10 minutos a 40 segundos, em alguns casos, a redução ou a edição das posições do entrevistado, pode ser grave. Como temos cada vez mais um jornalismo quase em tempo real, creio que o que possibilitará a continuidade da profissão, bela e nobre do jornalista e portanto, dos jornais, é a capacidade de informar bem. Ou melhor, informar em compromisso concreto com o bem estar de seu público. 

Ou seja, pauto minhas falas para evitar o pânico. Por exemplo: dois homicídios em Guarus, um no Jóquei e outro perto da Rodoviária saindo da cidade, não são razão para pânico se observados em seu contexto e investigados. E digo isto porque é preciso olhar sempre em perspectiva para pensar segurança pública. Não se pode, para aumentar audiência ou vender mais jornais e programas de televisão, ligar pontos, que à princípio não têm conexão. O resultado disto serve apenas para aumentar no cidadão comum a sensação de insegurança que ele já vive. Isto é negar que as taxas de criminalidade tenham aumentado? De forma alguma. Acontece que para fazer esta afirmação, qualquer trabalhador sabe que é preciso mostrar os números. Estamos comparando o quê? Com que período? 

Decorre desta observação o tipo de manchete que tem me preocupado: a de que a intervenção no Rio impacta os números de criminalidade em Campos. Esta afirmação é o pior tipo de serviço que veículos de informação podem prestar. Ela causa pânico de fato. Porque ao criar algo que seria possível (hipoteticamente) sem apresentar dados, gera uma percepção borrada dos fatos. 

Acabamos de sair de um período de verão, o que em geral, altera taxas de criminalidade em qualquer cidade que viva o fenômeno de deslocamento de população como é o caso de Campos. A cidade de Macaé tem vivido dias complicados no seu policiamento cotidiano e acredito que as forças policiais em comunicação, acabam focando nestas áreas, tendo de solicitar colaboração de cidades próximas quanto a efetivo. Se não temos um Observatório de Segurança que relacione investigação, tipo de crimes e áreas, não podemos saber se há relação entre intervenção na cidade do Rio e aumento de criminalidade nas cidades do interior.

Para terminar, sobretudo, sem investimento não se faz segurança pública. Lojistas não são gestores de veículos. A Polícia Militar é e tem autonomia para ação em áreas que considere estratégicas. A não ser que mudemos o contrato, o Estado tem o monopólio para decisões desta natureza e entendo isto como poder público. 

O que precisamos em Campos é um grande debate entre Prefeitura, Universidade, população, escolas, comércio, sobre a segurança que queremos. E que ao contrário do Rio, ela não aja de forma inconstitucional nas regiões de periferia da cidade. Precisamos de espaços realmente democráticos de discussão que possam esclarecer o cidadão comum e não apavorá-lo.

*Luciane Soares da Silva é professora associada da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) e presidente da ADUENF. Tem estudado racismo, favela e cultura urbana. Temas de seu interesse e sobre os quais desenvolve pesquisas.

Reunião com Comandante do 8o. Batalhão trata da situação de (in) segurança do campus Leonel Brizola

REUNIÃO COM O COMANDANTE FABIANO SANTOS – 8º BATALHÃO

Prezados (as) Associados (as),

Após os recentes acontecimentos no Campus Leonel Brizola, a ADUENF  reuniu-se hoje às 14 horas no Comando do 8º Batalhão de Campos para tratar da segurança em nossa Universidade. Objetivamente nos foi informado que o Convênio a ser assinado entre a UENF e a Polícia Militar está no Comando Geral da PM, no Rio de Janeiro. Também recebemos a informação de que o policiamento de base tem sido realizado no Campus e já foi aberto procedimento para identificar possíveis falhas na ocorrência da madrugada do dia 28. O Comandante Fabiano Santos está a par da gravidade de nossa situação e demonstrou total disposição para cooperação com a UENF.

Diante disso, considerando a vulnerabilidade a que estaremos expostos a partir de dezembro, creio ser de interesse geral de professores, técnicos e alunos, a intensificação dos esforços para reforço da segurança. Temos duas ações principais em curso. A primeira será a realização de uma reunião com o Comando da PM no Rio de Janeiro. Com urgência. A segunda, será a realização de um seminário sobre segurança pública com a presença do Comandante Fabiano Santos e de outros pesquisadores e agentes da segurança na primeira semana de dezembro. Esperamos que até lá, estas negociações tenham avançado. Ressalto que este policiamento é necessário em caráter de urgência, até que possamos regularizar nossa segurança interna, considerando os riscos a que estamos expostos.

Por último mas não menos importante, parabenizo a todos e todas pelo dia 28 de outubro, dia do servidor público. Estamos diante de um projeto de desmonte do funcionalismo público e por esta razão, a defesa de nossa UENF deve ser nossa prioridade.

O Fundo de Solidariedade já foi ativado e temos previsão de depósito para esta semana. Este é o resultado da luta coletiva, como já explicitado em Assembleias anteriores.

Amanhã (31/10) às 16 horas exibiremos no cinema do Centro de Convenções o Jovem Marx. Será uma oportunidade de debater o momento atual e a paralisação nacional programada para o dia 10 de novembro. 

            Saudações de luta !!

Atenciosamente,

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Presidente da ADUENF

Pelo comando de greve

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/10/reuniao-com-comandante-do-8o-batalhao.html

Após quase 5 meses sem salários, seguranças da K9 fazem manifestação na Uenf

O drama que milhares de famílias vivem neste momento no Rio de Janeiro por causa da indisposição do (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles teve um capítulo particular em Campos dos Goytacazes, mais especificamente na entrada do campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

É que mostram as imagens abaixo, os seguranças terceirizados que estão sem receber salários há quase CINCO meses decidiram cruzar os braços para pressionar pelo cumprimento dos seus direitos.

Apesar de não ser culpa da administração da Uenf, a situação desses trabalhadores é vexatória é particularmente vexatória, pois universidades deveriam ser locais (e Darcy Ribeiro pontuou isso no projeto institucional que idealizou para o que deveria ser a “Universidade do Terceiro Milênio“) onde este tipo de descumprimento das leis jamais seria tolerada.

O problema é que “em nome da normalidade”, a presença de trabalhadores que não recebem salários e outros direitos garantidos pela lei tem sido vista por alguns até como uma forma de “altruísmo” por aqueles que trabalham sem receber. Este é um sinal evidente que há muita coisa que precisa ser rediscutida dentro da Uenf, já que não já qualquer altruísmo nesta situação.

Agora que os seguranças decidiram exigir o cumprimento dos seus direitos, e de forma mais do que justa, vamos ver o que diz a Secretaria de Fazenda (Sefaz) quando for perguntada sobre a situação do repasse das verbas que a Assembleia Legislativa aprovou este ano para a Uenf.

Uenf afogada em um mar de dívidas

Por Esdras Pereira

Uenf à deriva no mar das incertezas

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A Uenf, apesar de continuar sendo considerada uma das melhores universidades brasileiras, ocupando a 15ª posição do ranking do MEC das melhores instituições de ensino de graduação no país, não está recebendo o devido retorno por parte do governo do Rio de Janeiro.

O montante de dívidas deixadas para o novo reitor Luís César Passoni é da ordem de  R$ 9 milhões, apenas considerados pagamentos não realizados entre os meses de agosto a dezembro de 2015.

Como as obrigações de janeiro já estão em curso, este valor deverá crescer ainda mais, caso o governo Pezão não comece a cumprir com as suas obrigações.

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Bolsa furadas

Um aspecto especialmente preocupante para o funcionamento da Uenf é o atraso no pagamento de bolsas acadêmicas, inclusive as recebidas pelos alunos cotistas. O fato de existirem débitos em todas as modalidades de bolsas de graduação e pós-graduação sinaliza problemas graves para a continuidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Na falta do pagamento das bolsas muitos estudantes terão que reduzir suas atividades ou mesmo abandonar a Uenf.

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Educação X Cerveja

A situação que a Uenf vive é ainda mais difícil de entender quando se compara o custo do investimento que é necessário para manter as suas contas em dia e as generosas isenções fiscais que estão sendo concedidas pelo governo Pezão.

O exemplo mais recente que veio a público foi a concessão de isenções fiscais, em torno de R$ 687 milhões para a Cervejaria Petrópolis, cujo proprietário, o empresário Walter Faria, é sócio da família do deputado Jorge Picciani, presidente da Alerj, numa pedreira que fornece brita para as obras  que estão sendo realizadas para os Jogos Olímpicos de 2016, que acorrerão na cidade do Rio de Janeiro.

Sem vigilância

Em dezembro de 2015, a empresa K9 Vigilância foi contratada para substituir em caráter emergencial a Hopevig nos serviços de segurança patrimonial na Uenf, após uma intervenção do ex-deputado Domingos Brazão, agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que considerou as estimativas preparadas pela universidade para embasar o valor do edital de licitação para a celebração de um novo contrato em caráter permanente. Ao exigir que novos cálculos fossem feitos, Domingos Brazão obrigou a celebração de um contrato temporário que não deixasse a Uenf desprotegida até que a licitação venha a ocorrer.

O problema é que agora a K9 está ameaçando suspender a prestação de serviços por ainda não ter recebido sequer a primeira parcela que lhe cabe por estar oferecendo segurança patrimonial à Uenf.

Essas pendências milionárias estão deixando a Uenf à deriva no turbulento mar das incertezas quanto ao seu futuro.

Observem nos relatório (clique nas imagens para ampliar), a que o blog teve acesso e publica, o preocupante quadro das dívidas da Uenf, só até novembro de 2015 9.168 milhões.

FONTE: http://fmanha.com.br/blogs/esdras/2016/01/21/uenf-afogada-em-um-mar-de-dividas/

Hopevig, empresa que presta serviços de segurança na UENF, convoca empregados para “negociar” condições do pagamento do 13o. salário e férias

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Na semana passada postei aqui neste blog a paralisação dos serviços de segurança na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) por causa da falta de pagamento dos salários dos trabalhadores da empresa Hopevig. De lá para cá, fiquei acompanhando a situação, mas tudo aparentava ter voltado à normalidade, já que o salário de setembro foi depositado logo após a paralisação de 24 horas.

Mas como na vida, as aparências costumam enganar, hoje recebi um informe via rede social de que a direção da Hopevig estará se reunindo (hoje e amanhã) na sede do Sindicato dos Vigilantes de Campos com as esquipes que atuam na Uenf para discutir a situação do pagamento do 13o. salário e férias relativo ao ano de 2015.

Diante desta notícia e do fato de que a Hopevig talvez não tenha o seu contrato com a Uenf renovado para 2016, o que eu sinceramente espero é que a reunião seja apenas para oferecer as devidas garantias de que todo o montante devido será pago aos trabalhadores.  É que qualquer outra coisa não deverá trazer boas consequências, inclusive para a Uenf que já vem condenada na condição de co-Ré em diversos processos judiciais movidos por trabalhadores terceirizados que tiveram seus direitos trabalhistas desrespeitados. A ver!

UENF e a militarização da (in) segurança interna: a adesão ao PROEIS não era para baratear?

Ao longo de 2014 uma das questões mais controversas que ocorreram na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) foi a adesão ao chamado “Programa Estadual de Integração na Segurança” (PROEIS) que ocorreu sem nenhuma discussão prévia dentro dos colegiados superiores da instituição. Numa verdadeira canetada, o reitor Silvério Freitas assinou um convênio para militarizar a segurança interna do campus Leonel Brizola.

A explicação apresentada  para essa adesão intempestiva e anti-democrática ao PROEIS foi a necessidade de reduzir os custos financeiros com a proteção do campus que estaria seriamente comprometida por riscos nunca antes divulgados.

Eis que agora, como mostra a imagem abaixo, a UENF acaba de homologar um novo contrato com a empresa de segurança patrimonial HOPEVIG que implicará no custo milionário de R$ 7.32 milhões por 12 meses de serviço. 

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Se ao valor a ser gasto com os serviços da HOPEVIG for acrescentado aquele à ser entregue ao PROEIS. o custo com a segurança interna da UENF terá sido aumentado para além dos R$ 8 milhões por ano, e não reduzido, o que desnuda o argumento da economia que foi apresentado pela reitoria da UENF em suas explicações oficiais.  

Aliás, há que se dizer que eu nunca engoli essa explicação, e tenho uma hipótese que só poderá ser testada quando ocorrer algum momento de maior ebulição dentro da UENF como, por exemplo, uma greve.

Enquanto isso, as bolsas estudantis continuam com valores congelados e a inauguração do bandejão continua se arrastando no ritmo de cágado com patas quebradas.

Mas somados todos esses fatos, nenhuma surpresa. Isso tudo é bem a cara de uma reitoria que se vê completamente paralisada diante de sua própria incompetência e submissão ao (des) governo Pezão/Cabral.

Cariocas sofrem nos trens e o MP arquiva investigação sobre uso de helicópteros por Cabral

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Enquanto a população carioca sofre todos os dias com os péssimos serviços prestados por concessionárias de transporte público, o MP do Rio de Janeiro acaba de arquivar uma investigação instaurada para apurar a farra dos helicópteros promovida pelo (des) governador Sérgio Cabral.

A alegação do MP é interessante: Cabral, seus familiares e até o cachorro da família devem andar de helicóptero em nome da celeridade e da segurança. O que me deixa intrigado é por que até hoje o MP do Rio de Janeiro assiste passivamente a negação cotidiana a milhões de cidadãos fluminenses a mesmo tipo de direito, em que pese os preços caríssimos que vigoram no Rio de Janeiro nos serviços de barcas, trens e ônibus,

Essa é, sem dúvida nenhuma, uma estranha noção do que vem a ser “justiça”.

Apuração sobre uso de helicóptero por Sérgio Cabral é arquivada

ITALO NOGUEIRA, DO RIO

O procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Martins Vieira, arquivou a investigação sobre o uso de helicópteros do Estado por parte do governador Sérgio Cabral (PMDB) e seus familiares.

De acordo com o Ministério Público, o emprego das aeronaves “se justificava por questões de segurança e otimização de tempo”. O arquivamento ocorreu no último dia 17 e ainda será analisado pelo Conselho Superior da instituição.

A investigação foi aberta após a revista “Veja” revelar que empregados pessoais do governador usavam helicópteros do Estado em viagem à casa de veraneio de Cabral, em Mangaratiba. Também voaram filhos do governador, suas babás e o cachorro da família, Juquinha.

A reportagem mostrava ainda que Cabral usava diariamente as aeronaves para deslocar-se de casa para o Palácio Guanabara, sede do governo. O trajeto tem cerca de dez quilômetros.

“O MP entendeu que o emprego de transporte aéreo se justificava, nas circunstâncias, por questões de segurança e de otimização de tempo, levando-se em conta o risco diante das medidas adotadas pela administração estadual contra o tráfico de drogas e o fato de a agenda do governador atender ao interesse coletivo”, diz nota da Promotoria.

Folha obteve cópia de parte da investigação com base na Lei de Acesso à Informação. Nas 33 páginas, que contém movimentação desde a abertura da apuração até 22 de outubro (três meses e meio de investigação), não há solicitação de planilhas de voo por parte da Promotoria. O órgão, contudo, afirma que analisou planilhas de voo.

Vieira instaurou a investigação no dia 8 de julho e enviou as reportagens ao governador, solicitando “informações pertinentes”.

A resposta veio um mês e meio depois, em 23 de agosto. O governador respondeu o que já havia dito à imprensa: que usava os helicópteros por motivo de segurança e que seus empregados e filhos só embarcaram em sua companhia. O cachorro viajara no colo de um dos filhos.

“Não gerando com isso qualquer prejuízo ao Estado”, escreveu o governador.

O Ministério Público não divulgou todos os documentos da apuração, sob o argumento de se tratar de peças de investigação.

A decisão difere do que Vieira afirmara a manifestantes em julho, quando foram à porta da Promotoria cobrar investigações, entre elas sobre o helicóptero. “Vamos colocar no site da instituição todo o desenrolar das investigações, ponto por ponto”, disse ele à época.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/01/1402099-apuracao-sobre-uso-de-helicoptero-por-sergio-cabral-e-arquivada.shtml

Quanto custa terceirizar serviços na UENF: o caso da segurança predial

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Primeiro a boa notícia: o campus da UENF não ficará mais sem segurança a partir do dia 26/12, como estava se prevendo a partir da demissão coletiva dos seguranças terceirizados que guarnecem o seu patrimônio todos os dias. Agora, vamos ao que diz o extrato abaixo publicado hoje no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, e que me deixa num misto de confuso e perplexo:

1. A terceirização dos serviços de segurança parece ter custado “módicos” R$ 0.182.405,37 (trinta milhões, cento e oitenta e dois mil quatrocentos e cinco reais e trinta e sete centavos) desde 2009!

2. O atual custo mensal, salve engano meu na leitura do texto abaixo, é de “mais módicos ainda” R$ 832.092,79. 

3. Como a “força de segurança” é estimada, através dos números conhecidos de seguranças em aviso prévio, como sendo de algo em torno de 200, o custo médio de cada segurança seria de R$ 4.195,46.  Mesmo que fosse, por exemplo, de 300 seguranças, o custo seria de R$ 2.796,98, 

4. Seja qual for o valor médio, pelo que vi em alguns contracheques dos seguranças, esse custo é algo muito acima do que os seguranças recebem. Então por que um custo médio tão alto?

Agora, eu pergunto: será que sou o único a achar que esse custo é exorbitante? E por que realizar um terceiro  aditivo a um contrato de 2009 e não fazer uma nova licitação? 

O que me causa certa espécie é ter ouvido que a empresa HOPEVIG está a cinco meses sem ser paga pela UENF e ainda assim aceita uma nova aditivação.

De toda forma, para aqueles que sonham em terceirizar tudo na UENF e em outros órgãos públicos como receita para melhorar o atendimento, o custo exorbitante só desse contrato me faz perguntar como é que se pensa em ampliar e qualificar as atividades fim (seja qual forem elas dependendo do órgão que se considerar), se as atividades meio levam esse montante de orçamentos que diminuem a cada ano?

Mas aí eu entendo porque os atuais gestores da UENF implorando para que nós peçamos dinheiro nas agências de fomento. É que saindo tanto dinheiro para segurança, limpeza e manutenção predial terceirizadas, não sobra nada para ensino, pesquisa e extensão. Não é?

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SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO
EXTRATO DE TERMO ADITIVO
INSTRUMENTO: Termo Aditivo nº 03 ao Contrato nº 009/2009.
PARTES: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro –
UENF e HOPEVIG VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA.
OBJETO: Prorrogar a vigência do Contrato nº 009/2009 pelo prazo de 06 (seis) meses e a modificação do valor contratual em decorrência de redução de seu objeto.
VALOR DO CONTRATO: O valor mensal do contrato de R$ 607.234,56 (seiscentos e sete mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos), pelo serviço contratado foi acrescido em seis parcelas mensais de R$ 231.858,23 (duzentos e trinta e um mil oitocentos e cinquenta e oito reais e vinte e três centavos), referente
ao reajustamento contratual retroativo a novembro de 2012, bem como sua repactuação que remonta a março de 2013, passando o seu valor global a ser de R$ 30.182.405,37 (trinta milhões, cento e oitenta e dois mil quatrocentos e cinco reais e trinta e sete centavos).
ASSINATURA: 28.11.2013.
FUNDAMENTO: Processo nº E-26/052.768/2009.