Lindbergh Farias, uma candidatura que incomoda

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Não sou muito fã do senador petista Lindbergh Farias e nunca depositei nele qualquer esperança de mudança. É que depois de vê-lo ziguezaguezeando por partidos tão díspares como PC do B e PSTU, assisti ainda a sua transmutação de radical a vestal do bom mocismo petista. Além disso, a sua gestão na prefeitura de Nova Iguaçu tampouco me inspirou a vê-lo como ele é vendido em suas propagandas eleitorais. 

Agora, por outro lado, tenho visto a tentativa de destruir a candidatura de Lindbergh Farias com alguma curiosidade. É que em tempos recentes não tenho visto uma pré-candidatura ser tão atacada por todos os lados. Seja o pessoal do Pezão e seus infiltrados no PT ou o ex-governador Anthony Garotinho, a perseguição a Lindbergh é feroz e implacável.

Esta situação me leva a crer que a candidatura de Lindbergh Farias é temida em todo o espectro de concorrentes. As explicações para isso podem ser a sua figura ainda jovial e descolada que inspira mais confiança do que outros pré-candidatos. Mas eu também desconfio que há algo a mais nesse temor. É que, apesar dos zigues-zagues, a eleição de Lindbergh poderá liberar forças que estão há muito adormecidas dentro do PT fluminense, o que poderia causar ondas de choque em nível nacional.

Mas desde já, apesar de não ser petista e nem pretender votar nele, espero que a direção nacional, e principalmente Dilma Rousseff, resistam à tentação de uma intervenção como a feita em 1998 contra a candidatura de Vladimir Palmeira. É que pelo menos com Lindbergh concorrendo, essa eleição vai ter uma chance mínima de não ser apenas uma marcada por profundo vazio onde se misturarão propagandas das pipocas que são dadas aos pobres na forma de políticas sociais capengas. Se não for para nada, pelo menos Lindbergh trará para dentro da campanha uma certa vivacidade que impedirá que vivamos longos meses de propagandas carcomidas pela dura realidade social em que a maioria do povo do Rio de Janeiro vive neste momento. Que o digam os habitantes do Complexo da Maré que hoje começam a conviver com a ocupação de tropas militares enviadas por Dilma para salvar o pescoço de Sérgio Cabral.

 

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