UENF: entre o câncer e outras patologias

cancer

Hoje (076/05) uma conversa para lá de informativa com um colega que me informou que um alto prócere da UENF me equiparou a um câncer que precisa ser isolado. Eu que já ouvi muitas adjetivações sobre a minha pessoa nos últimos 17 anos dentro da UENF ( o último tinha sido “ocioso”), achei essa um verdadeiro “mimo”.  É que em primeiro lugar, se levarmos em conta a própria definição do que é câncer, isto significa que eu estaria me multiplicando acima da normalidade do que o organismo tolera. E isso é me dar uma importância impressionante.

Agora, por que será que estou merecendo uma adjetivação assim tão candente? Afinal, não pertenço mais a nenhum órgão colegiado, e tenho me resumido a fazer aquelas coisas para as quais fui contratado como pode ser comprovado pelo meu CV Lattes. Mas dai pensei… para estar causando tanta ira e consternação, eu devo estar fazendo uma coisa: mesmo que de forma inadvertida, devo estar contrariando interesses privados, alguns provavelmente de cunho inconfessável!

E ai me ocorreu uma coisa… pode ser a coisa do “trash science” que anda deixando muita gente nervosa, e eu diria com justa razão, pois pode chegar a hora em que o CNPq decida sair de sua letargia e começar apurar onde determinados bolsistas de produtividade andam publicando seus artigos. 
Mas há também o meu blog onde eu venho falando de forma repetida sobre o atraso no pagamento das bolsas acadêmicas que inferniza a vida de centenas de estudantes da UENF, e de como a atual reitoria é simplesmente uma despachante do (des) governo Pezão dentro da nossa universidade.
 
Bom, seja o que for, eu teria a dizer que existem coisas bem piores do que ser um câncer, a começar pelas patologias que acometem, especialmente os cristãos, naquilo que eles dizem mais prezar: a alma.   E, sim, também outras coisas mais terrenas como o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro!
 
Finalmente, penso que se mais energia fosse dedicada a resolver problemas urgentes que assombram o nosso cotidiano em vez de se preocupar comigo, determinados próceres seriam lembrados na história da nossa jovem instituição por outra coisa do que a sua comprovada incompetência.

 

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