A edição deste domingo do jornal O Globo teve uma página inteira para mostrar que a crise que assola o grupo de empresas do ex-bilionário Eike Batista desde 2013 ainda não acabou (Aqui!). Aliás, muito pelo contrário, já que as perdas acumuladas equivalem, segundo a jornalista Danielle Nogueira, ao valor atual da Petrobras. Não é à toa que o título da matéria é “Ascensão e queda do Império X- Promessas ao vento”.
De tudo o que a matéria trouxe, o que eu achei mais informativo está mostrado no infográfico abaixo, onde destaquei com círculo vermelho a situação da ex-LL(X), e atual Prumo, e explico a seguir porque considero emblemático o caso dessa empresa.
A primeira informação relativa à Prumo Logística se refere ao tamanho das perdas, algo em torno de R$ 56,4 milhões. Aqui o que menos importa é o valor, mas a informação em si que serve para colocar em xeque as seguidas informações do estilo ‘está tudo azul na América do Sul” que aparecem na imprensa corporativa, especialmente a regional. Em segundo lugar, a informação de que Eike Batista ainda é acionista, ainda que minoritário, da Prumo Logística. É que depois que a EIG Global Partners assumiu o controle do Porto do Açu, a figura de Eike Batista pareceu sair de cena no empreendimento. Mas o que os meros 0,27% parecem indicar é que o ex-bilionário ainda ocupa um papel na empresa; restando apenas se saber exatamente qual.
Um último fato se refere ao próprio Eike Batista que agora passa a ser chancelado como alguém que lança “promessas ao vento’. Como no caso foi o insuspeito “O Globo” quem aplicou o rótulo, resta saber o que Eike Batista vai achar disso. Com certeza, boa coisa não será. Afinal de contas, essa é uma pecha pesada demais para alguém se recuperar, mesmo que este alguém seja Eike Batista.


O tamanho do “cano” deixado pelo senhor Eike, vai levar muito tempo para ser esquecido pelo mercado….Talvez vire ate case de MBA como o primeiro homem bolha do mundo.
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Márcio, é verdade. Mas o problema é que esse cano ainda está entregando à sociedade brasileira, e a do norte fluminense em especial, uma conta bem salgada. E o pior é que os “avalistas” de Eike Batista não estão sendo chamados a dar explicações sobre como se deixaram enredar nessa barafunda. Sinceramente, acho que o caso não dá apenas “case” de MBA.
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Concordo amigo Marcos…A mecânica da problemática é bem complexa. Mas fica a pergunta: Será que estamos preparados para novos “Eikes” que irão surgir? O que aprendemos com as empresas Xs? Gostaria de ler sua opinião a respeito dessas questões..
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Márcio, obrigado por mais esse interessante comentário. Vou pensar melhor sobre o que você colocou e vou preparar um texto mais completo para postar. Mas de cara eu diria que vi pouca evolução na criação de mecanismos de proteção a investidores, principalmente os menores, após a derrocada de Eike Batista. Aliás, a forma morosa com que a CVM está tratando os processos existentes contra o Sr. Batista já me parece uma boa indicação de que continuamos sem o devido tratamento para os problemas que cercaram a derrocada de suas empresas.
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