Meu nome é impeachment, mas pode me chamar de golpe ultraneoliberal

O imbróglio do impeachment de Dilma Rousseff continua gerando um número incalculável de afirmações e contra-afirmações entre apoiadores e opositores do processo comandado pelo “insuspeito” deputado Eduardo Cunha.

Mas se nos deixássemos toda essa conversa de lado para observar as práticas atuais do governo Dilma e da agenda de governo de Michel Temer (ou seria plano de (des) governo?) veríamos que está em marcha um formidável retrocesso nas chamadas agendas sociais e aberto um período de caça aos direitos dos trabalhadores.

A existência de pelo menos 55 projetos de lei no congresso nacional voltados para a diminuição de direitos trabalhistas é só a ponta de um iceberg que aos poucos vai mostrando a sua face a partir de declarações de pessoas como Armínio Fraga e Henrique Meirelles.

Entretanto, o próprio governo Dilma acena com recuos formidáveis nos direitos historicamente obtidos pelas lutas dos trabalhadores, ainda que num primeiro momento esteja concentrando seu fogo numa nova reforma da previdência social.

Em outras palavras, enquanto somos distraídos pelo debate do impeachment, ambos os lados da moeda estão dispostos a avançar sobre programas sociais e direitos trabalhistas para apaziguar os bancos internacionais e as agências de “rating” que o mundo financeiro criou para manter os Estados nacionais periféricos incapazes de formular agendas próprias de desenvolvimento.

Dentro desse caos político que agrava a crise financeira interna é importante não cair na balela deste falso “Fla x Flu”, pois quando a coisa é adotar um novo choque neoliberal no Brasil, a diferença efetiva é efetivamente apenas referente ao tamanho do ataque que será realizado aos trabalhadores e à juventude do Btasil.

Um pensamento sobre “Meu nome é impeachment, mas pode me chamar de golpe ultraneoliberal

  1. Thereza Christina disse:

    Minha avaliação é: ao ponto em que as coisas chegaram, vamos perder de qualquer jeito, mas o importante é sabermos de que lado perderemos menos, nós trabalhadores. E cerrar fileiras desse lado. Se ficarmos em cima do muro perderemos mais.

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