Se o estado do Rio de Janeiro fosse uma empresa, muitos credores já estariam procurando a justiça para requerer a sua falência. A “diretoria” que ai está comandada por Francisco Dornelles é um presente do (des) governador Sérgio Cabral (PMDB)que logrou, sabe-se-lá-como, eleger o seu sucessor, Luiz Fernando Pezão.
Mas agora que a fantasia vendida como sonho de um futuro melhor se mostrou ser um verdadeiro pesadelo, Sérgio Cabral mantem-se razoavelmente ileso em seu esquecimento mais do que providencial. Ainda mais que ele (Cabral) tem seu nome firmemente inserido na lista de beneficiários da Odebrecht o que, a estas alturas do campeonato, é quase uma garantia de problemas com a “dona justa”.
Entretanto, Sérgio Cabral ainda consegue se manter descolado de outra operação esquisitíssima e que hoje coloca o estado do Rio de Janeiro, e principalmente seus servidores públicos, em um estado pré-levante. Estou falando da operação realizada no paraíso fiscal de Delaware onde o RioPrevidência foi usado para levantar US$ 3.1 bilhões, operação essa que naufragou fragorosamente, rendendo hoje uma crise financeira sem precedentes na história do Rio de Janeiro.
A coisa é que cedo ou tarde alguém vai se lembrar que Sérgio Cabral foi o (des) governador que autorizou a “Operação Delaware” e que provavelmente é a testemunha-chave para sabermos como foi usada a fortuna captada com o “Rio Oil Finnance Fund“. Resta saber agora quanto tempo Sérgio Cabral ainda ficará fora da tempestade que ele ajudou a criar. A ver!