As notícias que continuam aparecendo sobre a situação financeira do estado do Rio de Janeiro continuam dando vazão para mais alarme e angústia. Hoje o insuspeito (no tocante ao apoio que tem dado ao (des) governo comandado pelo PMDB) apresentou uma matéria que apenas reforça a sensação de que se fosse uma empresa, o estado do Rio de Janeiro estaria inapelavelmente fadado à falência (Aqui!).
Aos que, como eu, não são especialistas em finanças públicas, a principal informação que aparece na matéria se refere ao tamanho da dívida acumulada pelo estado do Rio de Janeiro, como bem demonstra a figura abaixo.

O que mais salta aos olhos desse levantamento apresentado pelo O GLOBO é o tamanho da dívida pública e o tamanho do estoque de dívidas acumuladas por diferentes tipos de empréstimos. Nesse quesito salta aos olhos que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tenha autorizado apenas para a linha 4 do metrô carica a bagatela de R$ 4.8 bilhões que já devem estar causando um acréscimo generoso da dívida a partir do pagamento de juros.
Agora, é interessante notar que se atribua mais da metade do déficit estadual ao RioPrevidência e não se ofereça qualquer explicação ao papel jogado pela desastrosa operação realizada no paraíso fiscal de Delaware com a criação de um fundo privado, o Rio Oil Finance Trust, que agora se tornou prisioneiro dos famigerados fundos abutres. E não custa lembrar que as operações feitas a partir da Lei 2.666/2013 captaram R$ 10 bilhões, o que explica boa parte (se não a totalidade) do déficit para o RioPrevidência!
O fato objetivo que se deve cobrar da Alerj, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e do Ministério Público Estadual é a realização de uma auditoria da dívida pública do estado do Rio de Janeiro. É que chegamos a um ponto que ou é isso, ou entramos num processo irreversível de caos e desmantelamento da capacidade de gerir a segunda economia da federação brasileira.