RJ: crise, que crise? Pai do líder do PMDB na Alerj ganha obras dos Jogos Olímpicos sem licitação

O jornal Folha de São Paulo publicou hoje uma série de artigos mostrando que a crise afligindo o Rio de Janeiro é seletiva, mas muito seletiva. A principal matéria, de autoria dos jornalista Marco Antonio Martins e Ítalo Nogueira, se refere à entrega das obras de conclusão do Velódromo e do Centro Olímpíco para empresas pertencentes ao pai do líder do PMDB na Alerj, André Lazzaroni, e sem necessidade de licitação (Aqui!). Tudo saindo por “módicos” R$ 100 milhões!

empreiteira

É bom sempre lembrar que a presença de empreiteiras ligadas a familiares de políticos do PMDB não é nenhuma novidade nas turbulências que têm marcado a construção das estruturas que serão usadas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.  A própria matéria informa que “uma empresa da família do ministro dos Esportes, Leonardo Picciani (PMDB), foi fornecedora de britas para a construção do Parque Olímpico da Barra”, e uma “empresa da família do secretário de Turismo e tesoureiro de campanha de Paes, Antônio Pedro Figueira de Mello, foi a responsável pelo gerenciamento de obras para os Jogos”.

E no segundo caso eu acrescento,  a mesma empresa da família de Figueira de Mello foi a que construiu a agora quase defunta “Ciclovia Tim Maia”. 

O que essa situação envolvendo políticos do PMDB e a realização das obras para os Jogos Olímpicos é que muito se fala da relação entre políticos e empreiteiras no sentido das relações de troca entre aportes financeiros e apoio político dentro das esferas de governo. Agora, neste caso, o que está emergindo é algo menos abordado pela mídia e pela própria academia. É o fato de que empreiteiros, alguns usando nomes de fantasia que omitem suas raízes familiares, são eleitos com base no seu poder econômico para se apossarem do dinheiro público.

O mais grave é que enquanto os políticos do PMDB enchem suas empresas de dinheiro com obras sem licitação, os serviços públicos são completamente precarizados. E o pior é que a fatura dos Jogos Olímpicos não vai parar após o encerramento do megaevento esportivo. Em outras palavras, a crise seletiva vai continuar ainda por muitos anos.

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