Ruas e avenidas viraram campos da morte em Campos dos Goytacazes. Até quando?

A capa do jornal O Diário de hoje traz como manchete um horrorífico atropelamento de mulheres idosas que ocorreu no dia de ontem na Avenida Alberto Lamego (ver reprodução abaixo).

mortes

A razão do atropelamento, seguido da morte de uma mulher idosa de 86 anos, deu-se porque, segundo descobri no site Ururau (Aqui!), porque um dos motoristas envolvidos cometeu a “insanidade” de parar antes da faixa de pedestres para que as duas mulheres atropeladas pudessem cruzar a avenida em segurança!

transito

Estou bastante familiarizado com a saga dos idosos campistas que arriscam suas vidas diariamente tentando cruzar ruas e avenidas de nossa cidade. Como morador de um dos trechos mais movimentados da Avenida Sete de Setembro fico apreensivo todos os dias vendo meus vizinhos idosos tentando cruzar aquela via para realizar atividades prosaicos como ir à padaria ou à farmácia.

E não é por falta de aviso que a Avenida Sete de Setembro se tornou um dos muitos potenciais campos de morte espalhados por toda a cidade de Campos. Eu já perdi a conta de quantas vezes abordei esse assunto aqui neste blog, apenas para ser completamente ignorado pelas autoridades municipais responsáveis pelo estabelecimento de políticas de controle do trânsito de veículos. E a coisa está cada vez pior já que todo o trânsito vindo da região do Porto do Açu, inclusive com caminhões pesados, passa agora pelas regiões centrais da cidade.

Os poucos guardas municipais que são colocados para orientar o trânsito e proteger os pedestres, muitos deles idosos, realizam um trabalho digno de nota. Os poucos locais onde eles estão postados são ilhas de tranquilidade em meio a um transito cada vez mais caótico e desumanizado. Por outro lado, não faltam guardas municipais para auxiliar o trabalho da empresa Pátio Norte na tarefa de “pescar” veículos que são deixados por seus proprietários incautos em pontos proibidos.  Essa diferença de tratamento entre a proteção e a punição é uma das coisas que mais me incomoda, já que me parece que as prioridades vigentes são para lá de incompatíveis com a segurança de nossos motoristas e, especialmente, dos pedestres.

Um detalhe que sempre me intriga em relação aos caos consentido que impera nas ruas de Campos dos Goytacazes é o seguinte: como é que uma cidade com milhares de veículos não possui nem um policiamento de trânsito ou, tampouco, um sistema moderno de monitoramento de velocidade via radares? Qual é o grande segredo que permite que estejamos anos luz atrás de outras cidades de mesmo porte que existem no Brasil? Por que tamanha despreocupação com a regulação do trânsito?

Agora, me digam, quem vai consolar as famílias das duas mulheres idosas que foram vitimadas na Avenida Alberto Lamego no dia de ontem? Mais ainda, quantas pessoas terão de morrer antes que o órgão municipal de controle de trânsito, o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT),  comece a trabalhar de forma efetiva para acabar com os campos da morte em que nossas ruas e avenidas se transformaram? E antes que alguém ligado ao governo municipal venha apresentar desculpas, entendo é que precisamos é de ação, urgente de preferência.

Finalmente, não me parece ser demais apontar que as próximas eleições para ocupar o governo de Campos dos Goytacazes terá que obrigatoriamente se debruçar sobre este problema básico, mas letal. A ver!

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