Usando estilo “Chacrinha”, (des) governador Pezão tenta confundir para não ter que explicar

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Um dos dois atuais (des) governadores do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, usou ontem (30/10) um espaço cedido pelo jornal O GLOBO para oferecer uma visão apocalíptica da situação financeira das contas públicas, onde ataca grupos e corporações que estariam insensíveis à crise fiscal que estaria atacando o estado brasileiro (Aqui!) (ver reprodução abaixo).

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Antes que alguém se iluda com uma repetina tomada de consciência do (des) governador Pezão sobre a desgraça que ajudou a criar com a esdrúxula farra fiscal que causou uma verdadeira hecatombe nas contas do estado do rio de Janeiro, o alvo dele parece ser mesmo o serviço público e, por extensão, os servidores públicos.   

Como sei disso? É que Pezão menciona, pelo menos nisso ele foi direto, a questão das despesas de custeio do estado. Como as bilionárias generosidades fiscais que seu (des) governo tem concedido sem qualquer controle não configuram “despesas de custeio”, Pezão deve estar mesmo falando de salários e do aporte de recursos para o funcionamento de escolas, hospitais e universidades.

Um caso que para mim é emblemático é o da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que já completou um ano sem receber as verbas que deveriam garantir o pagamento de fornecedores e empresas terceirizadas. Assim, acima de tudo o que temos é um total descompromisso com a clareza dos procedimentos, pois um mísero Real que for enviado agora para Uenf representará um aumento de 100% nas despesas de custeio da instituição.

Já em relação às generosidades fiscais concedidas na verdadeira farra que o (des) governo do PMDB vem realizando desde o início do primeiro mandato do ex (des) governador Sérgio Cabral, o silêncio de Pezão é absoluto. Mas quem pode culpá-lo por não ter como explicar a racionalidade das renúncias e protelações que fazem a alegria das corporações (privadas é preciso enfatizar) e que devem estar chegando a R$ 200 bilhões?

Mas que fique claro, se o estado do Rio de Janeiro está até sem botes salva-vidas a culpa não é dos órgãos públicos e dos servidores que tentam fazer que o serviço público estadual não imploda de vez.  Para achar os culpados dessa situação toda, sugiro olhar para o signatário da missiva que o O GLOBO fez chegar aos seus leitores no dia de ontem. 

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