Porque cercar a Alerj e reprimir servidores será um tiro pela culatra

Não sei quem teve a ideia genial de cercar o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com cercas e arame farpado. Diz a mídia corporativa que foi o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), quem ordenou o fechamento dos principais acessos ao entorno da área onde será votado o chamado pacote de maldades do (des) governo Pezão.

Além disso, corre nas redes sociais a informação de que um forte esquema policial está preparado para não só proteger a cerca, mas como a reprimir duramente os servidores, aposentados e cidadãos interessados que forem protestar já na próxima 4a. feira (16/11) contra o arrocho e o corte de programas sociais que o (des) governo Pezão que impor para supostamente começar a dar conta da crise que ele mesmo criou.

Pois bem, a imagens dessa cerca (ver imagens abaixo)a e a possibilidade de uma forte repressão desencadeada pela Polícia Militar poderão ter um efeito de imenso tiro pela culatra. É que a estas alturas os servidores já sabem da cerca e da intenção de repressão, e podem estar se preparando para uma reação que surpreenda a todos. 

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Além disso, a desconstrução que está sendo feita do pacote de maldades,  até por quem era até pouco tempo atrás aliado de primeira hora, torna a situação do (des) governo Pezão bastante precária não apenas junto à opinião pública, mas principalmente dentro da Alerj. É que os seguidos desencontros de dados e as evidências de que o (des) governador Luiz Fernando Pezão não tem a menor ideia da situação em que o estado efetivamente se encontra o tornam um forte candidato ao que se chama de “sacrificial lamb”, ou em bom português, a bola sacrificada da vez. Como o (des) governador Pezão foi um dos que mais obviamente traíram a ex-presidente Dilma

Rousseff no momento em que ela foi empurrada para o cadafalso, ele sabe bem da sua condição atual.  Se não souber, alguém vai certamente avisá-lo na hora “H”. E olha que ela não tinha contra si as mesmas acusações de corrupção e uso indevido de isenções e renúncias fiscais que cercam o (des) governo Pezão. Aliás, as pedaladas pelas quais Dilma Rousseff foi cassada são trivialidades perto do que ocorreu no Rio de Janeiro sob o (des) governo do PMDB.

De toda forma, aos servidores estaduais e aposentados cabe o cuidado de saber o que está sendo preparado contra o seu direito constitucional da livre manifestação. É que a estas alturas do campeonato, o que não precisamos são de mártires.  Mas que protestar é preciso, disso não tenho dúvidas.

E a pergunta que não quer calar: por onde anda o ex- (des) governador Sérgio Cabral? Afinal, como padrinho e mentor do (des) governador Pezão, Sérgio Cabral não vai querer ver a casa cair sem a defender seu companheiro, não é? Pensando bem, vai sim!

 

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