
Acabo de assistir ao julgamento do habeas corpus requerido pelos advogados do ex-governador Anthony Garotinho que se encontrava ameaçado de retornar ao sistema prisional de Bangu, onde faria companhia ao rei das compras com dinheiro vivo de jóias da H.Stern, o também ex-governador Sérgio Cabral.
Confesso que o resultado de 6 X 1 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em favor de Anthony Garotinho não me surpreende, pois como já havia dito em postagem anterior (Aqui!) , toda a situação legal em torno da prisão dele me pareciam muito frágeis.
O me pareceu interessante foi a decisão do pleno do TSE de vetar o retorno de Anthony Garotinho ao município de Campos dos Goytacazes enquanto não for finalizada a instrução do processo que está sendo movido contra ele por causa do caso “Vale Cheque”. É que como foi dito pela ministra Luciana Lóssio, a ausência física de Garotinho não impedirá que seus apoiadores continuem atuando.
Aliás, a principal dificuldade que esta medida impõe a Anthony Garotinho é sobre quem vai fazer a entrega de chuviscos e doces de goiaba no endereço em que ele eventualmente ficará abrigado por uns tempos na cidade do Rio de Janeiro. Conhecendo a massa de seguidores que ele possui, certamente candidatos não faltarão para cumprir essa atividade.
Finalmente, o que me pareceu claro nos debates que ocorreram nesta manhã no TSE é que esse caso não foi bem recebido em Brasília, principalmente pelo tipo de comportamento claramente paroquial que prevaleceu no tratamento dado a Anthony Garotinho, o que envolveu até a “caricata” remoção para Bangu (nas palavras do impoluto ministro Gilmar Mendes). Isso tudo combinado aparentemente fez a balança dobrar em seu favor. Essa coisa toda me parece a consumação daquele ditado do “apressado come cru”.
Agora, vamos ver a volta que será dada por Garotinho. É que pode até demorar um pouco até a poeira baixar, mas é quase certo que virá. A ver!