Prefeitos assumem em ritmo de campanha e malabarismos neopopulistas. Melhor que comecem a governar logo!

Mesmo aproveitando de  um curto perído de férias assisti várias posses de prefeitos que mais parecerem novos eventos da campanha eleitoral que acabaram de vencer. As mais marcantes foram as de João Dória Jr em São Paulo e a de Marcelo Crivella no Rio de Janeiro, pois ele juntaram em sua declarações de posse o que há mais atrasado e rancoroso em termos de política partidária. É como se o fundo do poço não vai chegar jamais para esses personagens pós-golpe.

Mas também em Campos dos Goytacazes pude verificar que o prefeito empossado, Rafael Diniz, decidiu manter o ritmo de campanha em promessas de enfrentamentos com seus adversários derrotados. Até uma promessa de auditoria nas contas da Prefeitura foi renovada, como se o Tribunal de Contas do Estado não viesse fazendo o seu trabalho! Melhor faria o novo prefeito se, por exemplo, reordenasse a aplicação do orçamento para beneficiar as áreas mais pobres da cidade. Afinal, ele conseguiu aquele polpudo cheque em branco que tanto condenava quando era da oposição.

Como em qualquer situação de novos ocupantes do poder é precoce jogar pedra na vidraça antes que haja ações concretas, vou me reservar ao direito de dar a chance da dúvida ao jovem prefeito campista.  A minha expectativa  é que ele saia logo do ritmo de campanha eleitoral para atacar os problemas que ele identificou e elencou para serem resolvidos. Depois que ele efetivamente começar a implementar as suas práticas de governantes é que então poderemos realizar críticas que não estejam balizadas por vento.

Uma coisa, porém, já é possível de se dizer. A tática de demonizar o grupo político do ex-governador Anthony Garotinho pode ser útil para distrair a população por algum tempo, mas não o será por todo o tempo. Assim, quanto mais cedo o agora prefeito Rafael Diniz tirar a capa de paladino que ele tão espertamente utilizou enquanto vereador para efetivamente organizar a sua equipe para atuar, melhor. 

É que estejamos todos cientes de algo. O ano de 2017 vai ser muito dificil e provavelmente marcado por fortes convulsões sociais que serão sentidas mais no plano das cidades. Assim, não há porque dar chance ao amadorismo e à tentação de tentar derrotar adversários de forma infinita.  E não custa  nada lembrar que no caso do ex-governador Anthony Garotinho, qualquer sugestão de que ele está politicamente encerrado somente aumentará a chance de que ele aja de forma efetiva como prinicipal articulador da desestabilização de um governo que chega cheio de promessas. A hora é definitivamente de se produzir mudança e não mais de se prometê-la. A ver!

 

Um pensamento sobre “Prefeitos assumem em ritmo de campanha e malabarismos neopopulistas. Melhor que comecem a governar logo!

  1. Governar?Eles passarão os próximos quatro anos, responsabilizando o gestor anterior pelos erros e ineficiência deles próprios.

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