Escravidão é uma das peças chaves na destruição da floresta Amazônica

Ontem abordei neste blog o envolvimento de representantes de diferentes esferas de governo no estado de Rondônia no roubo de terras no interior da reserva indígena dos Uru-Eu-Wau-Wau (Aqui! ). Mas numa demonstração que os problemas que estão ocorrendo em toda a Amazônia brasileira são mais amplos, hoje o site UOL publicou uma extensão reportagem assinada pelas jornalistas Ana Aranha e Tânia Caliari do Repórter Brasil onde fica demonstrada a relação direta entre a prática do trabalho escravo e a extração ilegal de madeira dentro de áreas florestais no estado do Pará (Aqui! ).

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Ainda que eu tenha sempre desconfiado da versão fantasiosa propagada durante o período em que os presidentes Lula e Dilma Rousseff governaram o Brasil, as revelações que emergem desta reportagem das jornalistas Ana Aranha e Tania Calliari mostra que o problema está atingindo um nível alarmante no governo “de facto” de Michel Temer e do seu folclórico ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney. É que ma ausência de medidas mais amplas de repressão aos madeireiros ilegais, não apenas o desmatamento está atingindo níveis alarmantes, como também a prática do trabalho escravo está se disseminando.

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Além disso, a matéria também demonstra que as áreas indígenas no Pará, como em Rondônia, também estão sob forte pressão de grupos que atuam à margem da lei. Essa revelação também serve para reforçar a impressão de que os discursos como o do ministro Osmar Serraglio que já condenado pelo Conselho Indígena Missionário (CIMI (Aqui!) estão, na verdade, sendo interpretados como uma autorização tácita para o avanço dos madeireiros sobre as áreas onde vivem os povos originais, os quais têm cumprido um papel fundamental na preservação da floresta Amazônica.

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Agora, quem pensa que o problema da extração ilegal de madeira e a prática do trabalho escravo estão desconectado das grandes corporações nacionais e multinacionais que atuam no Brasil e no exterior, pense de novo. É que a reportagem também mostra uma direta conexão entre esses fenômenos e grandes empresas, sendo que a Tramontina foi apontada explicitamente como uma das beneficiárias do saque que está sendo promovido nos recursos florestais amazônicos a partir do uso do trabalho escravo (Aqui!).

Um elemento bastante importante que merece ser analisado com mais profundidade é sobre o impacto deste tipo de atividade sobre a capacidade dos ecossistemas amazônicos continuarem prestando os importantes serviços ambientais que a eles estão sendo associados, a começar pelo controle climático que é propiciado por suas florestas. Ao serem degradadas e depois removidas via “corte raso”, o que se faz é aumentar os desequilíbrios ambientais que estão sendo sentidos dentro e fora da Amazônia, como é o caso dos ciclos de chuva na região centro sul do Brasil.

Um pensamento sobre “Escravidão é uma das peças chaves na destruição da floresta Amazônica

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