De Michel a Rafael, a mesma toada de políticas anti-povo

TEMER / RIO

Por uma série de motivos venho atualizando o blog de maneira mais lenta do que o habitual. Mas isso não é por falta de assunto, já que a realidade está prenha de situações que merecem ser analisadas.  Vejamos, por exemplo, a situação por que passa o presidente Michel Temer que mais uma vez se safasse de um processo de impeachment, ainda que as razões para isso sejam flagrantes. A salvação de Michel Temer, ao contrário do que pode parecer, é um reflexo direto da sua sustentação pelas elites brasileiras e seu projeto de regredir o precário contrato social que rege o Brasil para meados do Século 19, de preferência para algum dia antes do 13 de Maio de 1889. 

O fato é que as cenas de teatro mambembe de deputados votando rapidamente para apoiar o não prosseguimento da investigação contra Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco escondem algo bem mais perverso que é o comprometimento das elites com um projeto ainda mais obscurantista de sociedade cujas manifestações mais óbvias são a “Escola sem Partido” e a pseudo cruzada moral que é liderada por figuras canhestras como Kim Kataguiri e Alexandre Frota.

Mas esqueçamos de Michel Temer por um segundo para nos concentrar no trágico (des) governo comandado nominalmente por Luiz Fernando Pezão.  Na mesma toada de elementos absurdos, vemos o Rio de Janeiro engolfado numa espiral de crise para a qual não se vê saída imediata. Aliás, muito pelo contrário, visto que os números da violência não param de crescer, quase na mesma toada da perda de empregos e fechamentos de pequenas empresas que não estão aguentando a crise prolongada.  E como já abordei, a receita adotada pelo (des) governador Pezão, o chamado Regime de Recuperação Fiscal (RRF), tenderá a agravar ainda mais o cenário recessivo e, por consequência, a crise social que já corrói o tecido social fluminense.

Não menos importante é o que se vê neste momento pelas ruas cada vez mais imundas de Campos dos Goytacazes. O que deveria ser o governo da mudança comandado pelo jovem prefeito Rafael Diniz está se tornando numa tragédia diária para a maioria pobre da população. Já se foram os programas sociais que minimizavam o sufoco financeiro que milhares de famílias, e vemos agora que o controle seletivo do déficit público municipal está lentamente atingindo vários setores do serviço público. Nesse avanço da precarização estão sendo atingidos setores que deveriam estar sendo poupados dos cortes, a começar pela Saúde, Educação e a limpeza urbana.  E o pior é que o governo que prometia mudar as formas de governar acaba sendo capaz de apenas repetir fórmulas velhas de alardear a inauguração de obras que o governo anterior levou Às portas da conclusão.  Há que se dizer ao prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais que isso não representa mudança de forma alguma, mas apenas a repetição de velhos padrões de governar, o que só aumenta a sensação de estelionato eleitoral que já acompanha sua gestão.

É preciso enfatizar que o que estamos assistindo nas diferentes escalas de governo pode até parecer aleatório e desconectado, mas se tratamento justamente do oposto. É que unificando a ação que parte de Michel e chega até Rafael, temos políticas que visam concentrar renda nas mãos dos ricos, enquanto se destrói os serviços públicos dos quais depende a maioria dos pobres. Essa combinação funesta é que une esses (des) governantes. Não é à toa que o jovem prefeito Rafael Diniz vive fazendo viagens para Brasília sob a desculpa de procurar recursos.  O mais provável é que ele esteja indo aos gabinetes ocupados por figuras como o dublê de banqueiro e ministro da Fazenda Henrique Meirelles para melhor se orientar sobre como aumentar o torniquete no pescoço dos pobres.

Por isso que ninguém se engane. Vai ser preciso combater essas políticas do local ao federal, pois elas são a expressão única de um projeto de desnacionalização da nossa economia cujo objetivo é manter intacto o padrão de distribuição da riqueza existente no Brasil, enquanto o nosso país, estado e cidade são pilhados pelo capital internacional sob o disfarce de políticas de ajuste fiscal.  Por isso lembrem sempre: Michel é Pezão que é Rafael, e vice-versa.

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