
Tenho visto uma série de manifestações feitas por servidores públicos de apoio a Jair Bolsonaro. Das duas uma: ou esses servidores não examinaram a cartilha ultraneoliberal que o fundador do BTG Pactual Paulo Guedes promete implementar para exterminar o serviço público ou leram e não se importaram com o futuro dos seus cargos e salários.
Essa movimentação de servidores públicos em prol de uma agenda ultraneoliberal com elementos de nazifascimo é mais uma prova de que desse segmento não se deve esperar sempre que haja consciência sobre a função social do cargo público.
O interessante é que se formos olhar de perto quem dentro do serviço público apoia Jair Bolsonaro e suas ideias que expressam uma espécie de nazismo tropical, veremos que muitos dos que o apoiam não são exatamente servidores modelo ou, tampouco, são pessoas que respeitam o direito alheio fora da sua repartição ou órgão púiblico. Tomando pelo meu próprio local de trabalho, posso dizer que algumas das piores figuras são hoje bolsonaristas desde criancinhas. E isto não me surpreende nem um pouco.
Mas não deixo de ficar com a sensação que daqui a pouco estes serão os mesmos a dizer que foram enganados por um estelionato eleitoral caso Bolsonaro seja eleito e comece sua “revolução” exterminando o serviço público, dando continuidade ao trabalho que Michel Temer não irá concluir.
Basta olhar para quem financia a campanha do cramunhão. Os ruralistas associados com mineradores que tem interesse em acabar com leis ambientais e trabalhistas; as igrejas evangélicas que viraram lavanderias de dinheiro (vide o bispo Macedo) e a indústria bélica que pensa em ganhar o contrato para venda de armas as forças armadas e policias dos estados.
Como dizia Tim Maia é um país de cabeça pra baixo onde pobre é de direita e rico é de esquerda.
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Ah tá. Então vamos votar em Haddad e colocar o Marcos Lisboa do Insper para ser o novo Levi. Funcionário público não é burro, é classe mais bem informada politicamente que existe.
Eu sou funcionário público federal e te digo: o PT traiu o funcionalismo. Tchau querida! PT nunca mais..
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Roger, eu tampouco votaria no PT. Mas jamais votaria num candidato que representa o fascismo e já está avisando que vai acabar com uma série de direitos dos trabalhadores, começando pela estabilidade dos servidores públicos. Por isso, a postagem está mantida. Bolsonaro, jamais!
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