
O presidente Jair Bolsonaro, de arma na mão, parece ter escolhido a dedo ministros claramente incompetentes para cargos chaves de seu mnistério.
Vou sofrido ver o sofrível desempenho de três ministros do governo Bolsonaro em diferentes sabatinas que ocorreram ontem no Congresso Nacional. Apanharam e demonstraram o seu imenso despreparo os ministros Paulo Guedes (Fazenda), Sérgio Moro (Justiça), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Ricardo Vélez Rodriguez (Educação).
A incapacidade demonstrada para responder questões pertinentes às pastas que deveriam comandar só foi menor que a arrogância e a prepotência demonstrada quando se revelava a incompetência grosseira que possuem e a evidente incorreção de ocuparem cargos tão chaves para o destino da maioria pobre dos brasileiros.
Quis o destino que no caso de Paulo Guedes, Ernesto Araújo e Ricardo Vélez Rodriguez, a surra viesse pelas mãos de parlamentares do sexo feminino, o que deixava ainda mais cristalina a clamora desproporção de gênero existente no ministério montado pelo presidente Jair Bolsonaro, pois dentre os 22 ministros, apenas 2 são mulheres.
As situações mais vexaminosas em termos da demonstração da total diferença de capacidade intelectual se abateram sobre Ernesto Araújo e Ricardo Vélez Rodriguez que levaram lições básicas sobre os conteúdos de suas pastas de parlamentares bem mais jovens do que eles, começando por Tábata Amaral (PDT/SP) que revelou com acuidade a total incapacidade de Vélez Rodriguez e por Sâmia Bomfim (PSOL/SP) que fez o mesmo com Ernesto Araújo (ver vídeos abaixo).
Deputada Tabata Amaral (PDT/SP) passa um sabão em Ricardo Vélez Rodriguez.
Sâmia Bonfim (PSOL/Sp) indaga Ernesto Araújo, que gagueja e é defendido por Eduardo Bolsonaro
Mas eu fico imaginando se tanta incapacidade para responder e tanta incompetência em gerir pastas estratégicas não faz parte de algum tipo de complô para chamar a cavalaria (no sentido literal da expressão) para salvar um governo que, segundo a agência Bloomberg, ameaça se dissolver com menos de 3 meses de existência.
Seja o que for, estamos aparentemente imersos em um governo que possui um compromisso explícito com uma espécie de “incompetência programada” e escolhida a dedo. Resta saber até quando o Brasil vai tolerar essa situação sem que o nosso vulcão social comece a soltar lava.