Estudo recém-publicado mostra impactos severos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho sobre o Rio Paraopeba

brumadinho

Um estudo realizado por pesquisadores ligados a diversas instituições de pesquisa no Brasil sobre os impactos causados pelo rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG) acaba de ser publicado pela revista “Science of the Total Environment“. 

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Segundo um dos lideres da pesquisa, o professor titular do Laboratório de Ciências Ambientais da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Carlos Eduardo de Rezende, a pesquisa que resultou a publicação deste artigo foi realizada para  avaliar os impactos ambientais da ruptura da barragem de Brumadinho a curto prazo.  Segundo Carlos Eduardo de Rezende,  análises biogeoquímicas, microbiológicas e ecotoxicológicas foram realizada em amostras coletadas ao longo de 464 km do Rio Paraopeba na semana seguinte ao desastre (1 de fevereiro de 2019), sendo o processo de amostragem repetido quatro meses depois (27–29 Maio de 2019).

Segundo Rezende, imediatamente após o desastre, a turbidez da água foi de 3000 NTU, 30 vezes maior que o padrão recomendado pela Resolução Brasileira de Qualidade da Água (CONAMA 357),tendo sido observado um aumento de até 60 vezes nas unidades formadoras de colônias microbianas tolerantes ao ferro até 115 km a jusante da falha da barragem em maio de 2019 (em comparação com fevereiro de 2019), sugerindo alterações nos perfis metabólicos microbianos.

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Para Carlos Eduardo de Rezende, os resultados do estudo sugerem que será necessário a implementação de programas de monitoramento independentes para quantificar a extensão dos possíveis impactos causados ​​pelo uso antropogênico do rio e promover a recuperação da área impactada.

Finalmente, o professor Rezende  afirmou que, apesar das dificuldades criadas pela falta de financiamento, a equipe de pesquidadores está comprometida com a realização de novas amostragens para avaliar o comportamento longitudinal das alterações biogeoquímicas e do perfil metagenômico do Rio Paraopeba.

Quem desejar baixar o publicado na “Science of the Total Environment“, basta clicar [Aqui!].

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