Missão dos EUA anti 5G chinês coloca Brasil sob dilema sobre o futuro de suas commodities agrícolas e minerais

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A mídia corporativa está anunciando a chegada de uma missão do governo Biden cujo mote principal será a imposição do banimento da empresa chinesa Huawei do mercado que será incluído com a implantação da rede 5G no Brasil. Como se sabe, a tecnologia chinesa é melhor e mais barata do que a oferecida pelas competidoras estadunidenses e, por isso, impedir a sua proliferação para os interesses estratégicos dos EUA.

Como o governo Bolsonaro é conhecido por seu pendor pró-EUA, independente de qual partido esteja ocupando a Casa Branca, eu não me surpreenderia se o Brasil aceitasse passivamente essa pressão, de forma a impedir a presença da Huawei no mercado que será inevitavelmente criado pela rede 5G.

O problema é que hoje o Brasil vive uma situação peculiar de depender fortemente da China para vender suas commodities agricolas e minerais, enquanto compra todo tipo de produtos que alimentam, inclusive, o funcionamento do latifúndio agro-exportador.  Assim, como os chineses são conhecidos por seu pragmatismo político e econômico, um banimento da Huawei significará perda de alguma parcela do mercado chinês, o que, aliás, já foi dito claramente pelo embaixador da China em Brasília.  E isso criará não apenas uma sobra considerável de produtos quem não qualquer mercado para substituir a China em função da crescente resistência a comprar commodities associadas ao desmatamento da Amazônia e do Cerrado.

soja-agronegocioSe Bolsonaro banir a Huawei da rede 5G, a China certamente retaliará as commodities brasileiras

Um detalhe que deverá complicar ainda mais a situação do presidente Jair Bolsonaro caso ele cede às pressões do governo Biden é que com isso ele se arriscará a perder o apoio incondicional que atualmente desfruta da bancada ruralista que faz parte da sua base de sustentação no congresso nacional. 

Como se vê, quem se concentra nas atitudes histriônicas do presidente da república em relação à virtual não adoção do voto impresso está passando ao largo de elementos ainda mais dramáticos que estão pressionando Jair Bolsonaro.

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