Espalhamento exponencial da Ômicron causa reação de governos em toda a Europa

Contra avanço rápido de ômicron, Holanda fecha escolas e Inglaterra instaura passaporte sanitário

ômicron europaCiclista usa máscara durante passeio em Amsterdã © MARTIN BERTRAND / HANS LUCAS / AFP

A transmissão da variante ômicron da COVID-19 avança em um ritmo “nunca antes visto”, alertou nesta terça-feira (14) a OMS (Organização Mundial de Saúde). Diante da rápida transmissão, países europeus aumentam as medidas de restrição sanitária às vésperas das festas de fim de ano.

Descoberta no final de novembro, a variante já foi detectada em 77 países. “A realidade é a ômicron está provavelmente na maioria dos países, ainda que não tenha sido detectada. Ela está se espalhando a uma velocidade que não vimos com nenhuma outra variante”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

O diretor da OMS lembrou que apesar de a nova variante estar na origem de doenças menos graves, “o número de casos pode sobrecarregar novamente os sistemas de saúde despreparados”.

Diante do rápido aumento de casos na Europa, diversos países europeus decidiram aumentar as restrições de circulação durante o final do ano.

Na Holanda, o primeiro-ministro Mark Rutte anunciou o fechamento das escolas de ensino fundamental na próxima semana. As aulas terão fim uma semana antes do previsto. A decisão foi tomada devido às altas taxas de infecção entre os pequenos, que podem levar o vírus para casa.

Além disso, cada holandês só poderá receber até quatro convidados em casa para o período de festas.

“Obviamente não é a mensagem feliz que esperávamos na véspera do Natal. Mas não é uma surpresa”, afirmou Rutte, durante o anúncio feito em Haia.

O governo também decidiu estender até 14 de janeiro a limitação de horário para comércios não essenciais. Lojas, bares e restaurantes devem fechar suas portas a partir das 17h e não podem começar a funcionar antes das 5h.

Reino Unido exigirá passe sanitário a partir de quarta

No Reino Unido, que já perdeu quase 150 mil vidas desde o início da pandemia de COVID-19, são registrados diariamente 200 mil novos casos.

Apesar de sofrer rejeição de alguns membros do partido conservador, o governo de Boris Johnson conseguiu aprovar nesta terça a adoção do passaporte sanitário para casas noturnas e grandes salas no Reino Unido e obrigação vacinal para trabalhadores do sistema de saúde.

O premiê britânico havia alertado domingo que o país passava por um momento de aumento rápido de casos. No entanto, parte dos deputados de seu partido (Tory) votaram contra as novas medidas de restrição sanitária. A aprovação das medidas sanitárias só foi possível graças ao apoio do partido trabalhista, opositor.

Itália vai exigir teste negativo de europeus

O ministério italiano de Saúde anunciou hoje que será exigido um teste negativo para coronavírus de todos os viajantes que chegarem de um país europeu. A medida já era adotada para viajantes de países de fora da União Europeia.

O governo da Itália prorrogou ainda até março de 2022 o período de emergência sanitária, quando o governo tem mais poderes para adotar restrições sanitárias.

(Com informações da AFP e da Reuters)

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Este texto foi inicialmente publicado pela Rádio França Internacional [Aqui!].

 

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