Na educação municipal de Campos é assim: trabalhe hoje, mas sem saber quando o salário será pago

precarios

Em Campos dos Goytacazes, professores contratados via processo seletivo simplificado trabalham sem saber quando vão receber

Os servidores municipais de Campos dos Goytacazes estão anunciando uma greve geral a partir de 3a .feira (17/05) para demandar a reposição de perdas salariais que a rica Prefeitura Municipal diz não ter como realizar, apesar de estar c om os cofres cheios. Apesar de achar a demanda dos servidores mais do que justa, eu fico pensando se a pauta de greve não deveria ser estendida para algo mais simplório e urgente: o pagamento dos salários dos servidores com contratos precários, especialmente aqueles servem à causa da educação.

É que ontem tive a oportunidade de conversar com um professor contratado via o famigerado “Processo Seletivo Simplificado” que nada mais que é um forma de precarizar o trabalho docente e, pior, que deixa os profissionais em condições desesperadoras. É que este profissional me informou que apesar de estar trabalhando, não possui a menor ideia de quando será pago.  Segundo ele, informes dados por colegas em situação semelhante dão conta que deverá esperar de 3 a 4 meses para ver dinheiro que lhe é devido por exercer funções docentes em condição precária.

Mais um detalhe aumenta a condição de indignidade dos educadores contratados em condições precárias pela Secretaria Municipal de Educação, comandada pelo professor Marcelo se refere ao montante legal de 20% para atividades de planejamento, as quais estão sendo reduzidas para 10%, o que é feito para aumentar a carga em sala de aula. Então, vejamos, trabalha-se mais em sala de aula para ficar sem sequer se saber quando o salário devido será pago.

Diante desse quadro é que anúncios de que, por exemplo, a subutilizada Cidade da Criança (que custou uma fortuna aos cofres públicos municipais) será transformada em um centro de referência em Educação Inclusiva me parecem surreais, como alardeado pelo prefeito Wladimir Garotinho em sua página na rede social Facebook (ver imagem abaixo).

educação inclusiva

O problema é que sequer se paga os salários em dia, como esperar que os servidores precários tenham condições de realizar atividades como as que se espera seriam realizadas neste centro de referência? 

Como já bem disse a mãe do prefeito, Rosangela Matheus, Wladimir parece achar que está no cargo por causa dos seus olhos verdes e, em vez de observar como os que tocam o barco estão sendo tratados, prefere ficar exibindo seus supostos feitos nas redes sociais.  Um bom sinal de que se entende a importância do cargo ocupado seria evitar situações vexatórias como as que foram arroladas nesta postagem. Vamos lá prefeito, arregace as mangas e pague os salários dos professores contratos precários. Eles certamente vão agradecer.

 

 

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