
Desde o governo Bolsonaro e continuando no governo Lula ocorreu uma onda de liberações do inseticida Fipronil que é banido na União Europeia e somente autorizado em condições extremas nos EUA. O uso do Fipronil, muitas vezes em combinação com outros inseticidas como o Imidacloprido, está promovendo um verdadeiro apocalipse dos polinizadores no Brasil, mas especialmente em áreas dominadas pela monocultura da soja.
Da mesma forma que já ocorreu em 2019 no Rio Grande do Sul com o extermínio de 600 milhões de abelhas, agora vê-se a repetição de um episódio em que 100 milhões de abelhas foram sumariamente exterminadas pelo agronegócio a partir do uso aéreo do Fipronil nos munícipios de Sorriso, Ipiranga do Norte e Sinop, em Mato Grosso (ver vídeo abaixo).
Esse caso é ainda mais explícito em termos do descompromisso do ogronegócio com a sustentação da vida nas regiões sob seu controle que o Fipronil foi utilizado via o uso de aviões, o que sequer é permitido pela legislação brasileira para o caso desse “bee killer”.
Mas ao contrário de ver nesse caso apenas um exemplo de uso “inadequado” do Fipronil, o que fica evidente é que não há qualquer compromisso em se evitar os efeitos danosos que acompanha o uso deste tipo de substância altamente tóxico para os polinizadores. Na verdade, o que se busca, ainda que ao custo de outras atividades igualmente importantes, é a busca incessante de aumentar as margens de lucro do ogronegócio.
O mais dramático é que além de causar prejuízos milionários para o segmento da apicultura, esse extermínio deliberado dos polinizadores ainda contribui para a diminuição da produtividade das áreas controladas pelo próprio ogronegócio, no que se constitui em um verdadeiro tiro no pé. No entanto, nem isso deve fazer com que os representantes do latifúndio agro-exportador assumam uma postura mais responsável com o meio ambiente e a saúde humana.
não é só mel que as abelhas deixam de produzir. O próprio agronegócio prejudica sua produção e sua produtividade sem a devida polinização, sem falar noutros danos como saúde e desequilíbrio da biodiversidade.
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