As imagens abaixo fazem parte de uma reportagem produzida pelo G1 de MG no dia de ontem (21/12) ( Aqui!) e ratificam o fato de que passados mais de 40 dias da eclosão do TsuLama em Bento Rodrigues, o vazamento ainda não foi controlado pela Mineradora Samarco, Vale ou BHP Billiton. Tal fato torna ainda mais difícil estimar períodos de recuperação da bacia do Doce, bem como da fauna e flora ali existentes, e das populações humanas que dependem do rio para sua sobrevivência.
Um aspecto que me deixou curioso é sobre as características granulométricas e da composição química deste material que está saindo, visto que pelo menos em aparência é mais fino e com maior tempo de residência dentro do reservatório. Isto poderá ser importante, e especialmente impactante, sobre os ecossistemas. Mas essas questões certamente devem estar sendo examinados pelos diferentes grupos de pesquisa que estiveram ou estão na região coletando amostras. Mas uma coisa é certa: a prometida “ressurreição” do Rio Doce para cinco meses está cada vez mais inviável.
E a dúvida que assola a mim e a tantos outros é a seguinte: por que nenhum diretor das três empresas responsáveis pela continuidade desta hecatombe ambiental não foi ainda preso?





