A crise que espreitava a população fluminense desde a campanha eleitoral de 2014 agora ganha contornos claros e desesperadores, especialmente para os servidores públicos e para as largas parcelas que dependem do trabalho do Estado para tocar o seu cotidiano.
A verdade nua e crua é que o estado do Rio de Janeiro, segunda economia da federação brasileira, está em um galopante processo falimentar. O ponto mais óbvio deste iceberg mal enjambrado é a flagrante incapacidade do (des) governo Pezão, agora momentaneamente sob comando do octogenário Francisco Dornelles, de pagar em dia os salários de seus servidores na ativa e aposentados. O impressionante é que o Rio de Janeiro é o estado que menos gasta percentualmente com servidores em toda a federação brasileira! Mesmo assim, agora se acena com um parcelamento vergonhoso que imporá um atraso de 15 a 30 dias para se honre os salários do mês anterior.
Mas como o custo total da folha de pagamentos dos servidores representa pouco mais de 15% do orçamento de 2016, a pergunta que deveria ser feito ao sempre serelepe secretário estadual de Fazenda, Júlio Bueno, é de como estão sendo gastos os restantes 85%.
Mais ainda, como é que ao longo de um período em que os roaylties do petróleo inundaram o tesouro estadual com bilhões de reais podemos ter chegado a um processo de falência explícita!
Uma primeira resposta tem a ver com os mais de R$ 138 bilhões de isenções fiscais que foram dadas a montadoras de automóveis, cervejarias, joalherias, cabeleireiros e até saunas! Entretanto, ainda vão faltar explicação porque não se consegue falir uma economia do tamanho da que o Rio de Janeiro tem apenas com opções desastradas do uso do dinheiro público. A verdade é que embaixo do caroço da falência fluminense há mais coisa a ser explicada.
Agora, como a mídia corporativa continua protegendo o PMDB fluminense, especialmente após a puxada de tapete que Sérgio Cabral e Jorge Picciani deram em Dilma Rousseff ao apoiar o desligamento do partido do governo federal, restará aos cidadãos cobrar as respostas devidas.
