Mídia corporativa: da defesa do golpe aos gritos pela pacificação na base da porrada

Dois dois principais órgãos da mídia corporativa brasileira (Folha de São Paulo e “Estadão”), e que coincidentemente estão localizados no “tucanistão”, dedicaram espaços editoriais nesta 6a. feira (02/09) para insuflar o uso da violência contra os que questionam o golpe de estado “light” que apeou a presidente Dilma Rousseff do cargo para o cargo para o qual foi eleita por 54 milhões de brasileiros (Aqui! e  Aqui!) (ver reprodução parcial abaixo).

golpe ii

Mas será que alguém ainda fica surpreso com as posições emanadas dos donos da “Folha de São Paulo” e do “Estadão” em defesa do uso da violência estatal para garantir a permanência de políticas anti-populares e anti-nacionais? 

Eu sinceramente já não leio o que esses veículos publicam como fonte de informação jornalística faz tempo. Quando encontro algo qualificado nestes veículos é sempre nas frestas que ainda sobraram para algum jornalista tente inserir que não seja desinformação voltada para sacramentar uma narrativa que interessa apenas aos ultra-ricos brasileiros. O fato é que tanta a Folha de São Paulo como o “O Estado” são apenas caixas de ressonância das posições de seus donos e dos setores minoritários da população brasileira que possuem verdadeira e genuína ojeriza à diminuição das diferenças sociais abissais que existem no Brasil.

A questão nesses dois editoriais é que ambos os veículos estão indo além do que fazem normalmente e demandando que seja feito o uso da força contra quem ousar se mobilizar para denunciar o golpe parlamentar que acaba de colocar na cadeira da presidência da república um personagem cuja única capacitação é estar disposto a detonar com todos os direitos sociais que puder. E se ainda tiver tempo, o presidente golpista ainda irá entregar nossas riquezas nacionais numa volúpia que nem o tucano FHC conseguiu.

Mas esses gritos editoriais pelo uso da força são acima de tudo um reconhecimento da ilegitimidade e da fraqueza política de Michel Temer. Os donos desses dois veículos estão, de antemão, reconhecendo que só com violência será possível aplicar o programa que eles defendem para o Brasil neste momento.  E que ninguém se engane, se o governo golpista, porém civil, não der conta do recado, o que veremos num futuro não muito distante serão os gritos pela volta dos militares.  É que a mídia corporativa pode até ter feito penitência do golpe militar de 1964, mas todos nós sabemos de que lado eles estavam quando os chumbos se abaterem sobre nós.

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