Greve geral no dia 11 de Novembro? É preciso combinar com os “russos”

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Em em entrevista ao programa Faixa Livre fui perguntando sobre minha opinião sobre uma supsota greve geral que estaria sendo preparada por centrais sindicais e movimentos sociais para o ainda distante dia 11 de Novembro de 2016!

A minha primeira reação foi perguntar algo do gênero “greve geral, como? quando?”. Mas acabei dando uma opinião um pouco mais dura, pois está mais do que evidente que se puder o governo “de facto” de Michel Temer vai acelerar a votação da PEC 241 (vulgo PEC da morte) para bem antes desta data, o que consequentemente torna essa suposta greve geral um simulacro de uma ação organizada para enfrentar o ataque aos direitos sociais.

Mas eu fui mais longe e ofereci minha opinião singela de que o governo “de facto” só está conseguindo ir tão rápido com seus planos de desmantelamento do Estado brasileiro por que os principais instrumentos de reação estão sendo paralisados pelos dirigentes de sindicatos e movimentos sociais que provavelmente esperam negociar algumas migalhas corporativas. Só pode ser isso, não tem como ser outra coisa.

E uma coisa que me preocupa bastante é a falta de articulação entre os que supostamente estão organizando essa greve geral (que lendo Aqui! descubro que apenas é um ato com data indicativa) e os setores que estão já em luta contra a PEC 241 e outros absurdos que estão sendo cometidos pelo governo “de facto” é a desmoralização de um importante instrumento de luta.

É que, convenhamos, para que haja uma efetiva e abrangente greve geral há que se combinar com os “russos” que no presente caso são aqueles que não estão esperando a ordem das direções burocráticas e partindo para o enfrentamento. E isso efetivamente não está acontecendo. E, adiciono, para a completa alegria de Michel Temer e sua camarilha dirigente.

Ah, sim, terminei minha respota dizendo que algo terrível que pode decorrer deste imobilismo todo é uma explosão social espontânea que poderá, inclusive, ser utilizada pelo governo “de facto” para justificar a intervenção das forças armadas para restabelecer a “ordem”.  

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