O movimento de ocupação de escolas quebra a letargia em relação ao golpe

ocupa

Tenho acompanhado o movimento de ocupação de escolas em diferentes partes do Brasil com alguma inquietação, pois vejo jovens dando o tipo de resposta que se esperaria de movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos. É como se os quem tem mais poder, dinheiro e capacidade de enfrentamento estivessem deixando para a juventude resolver os problemas que sua omissão ajudaram a criar.

Mas vá lá, mesmo as respostas imperfeitas servem para dar conta de tarefas complexas, aind que por um tempo limitado. E isso já parece ter sido entendido pelo governo “de facto” e seus vassalos que se cuidam de controlar as respostas ao processo de arrocho no plano estadual. Além disso, a transformação do tal “Movimento Brasil Livre” (MBL) em uma espécie de ariete contra a organização da juventude é revelador do fato que as forças que hegemonizam o estado brasileiro neste momento também já entenderam o risco que o movimento de ocupação de escolas representa no seu esforço de hegemonia completa, e convocaram suas forças para tentar dispersar a revolta que se levanta no horizonte pelas mãos da juventude.

Interessante notar que a melhor matéria jornalística que eu já li sobre o processo de ocupação de escolas no Brasil veio da revista Forbes, que todos devem saber é especializada em falar para os donos do capital o que andam acontecendo no mercado e nas sociedades que são afetadas por seus jogos de poder.  Sob o título de “A juventude brasileira vê o seu futuro e o nome dela é Ana Júlia” (Aqui!), a jornalista Shannon Sims utiliza a fala da secundarista paranaense na Assembleia Legislativa do Paraná como um mote para analisar não apenas para refletir sobre o que está acontecendo na ocupação de escolas, mas principalmente como este movimento coloca em xeque as políticas ultraneoliberais do governo “de facto” de Michel Temer.

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E, mais uma vez ,a mídia internacional nos oferece uma análise sobre a realidade brasileira atual que deveria deixar envergonhados todos os nosso principais veículos da mídia corporativa que, ao invés de nos oferecer informações e análises aprofundadas sobre o movimento de ocupação de escolas, esconde o quanto pode até a sua existência e extensão territorial.

E falando em Ana Júlia Ribeiro, quem ainda não teve a chance de ouvir o seu depoimento no plneário da Alep, o mesmo vai abaixo. 

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