Rafael Diniz e suas curiosas prioridades: fecha-se o restaurante popular para economizar, enquanto se gasta milhões para manter aeroporto aberto

O  governo Rafael Diniz fechou o restaurante popular “Romilton Bárbara” no dia 09 de Junho sob a alegação de que o município de Campos dos Goytacazes sofre com a herança maldita deixada pela ex-prefeita Rosinha Garotinho.

Eu sempre desconfiei que a alegação de que o motivo do fechamento do restaurante popular não era a tal herança maldita dos Garotinho, mas uma questão de novas prioridades. Teve até gente amiga que me questionou sobre essa minha desconfiança dizendo que efetivamente temos uma grave crise econômica no Brasil e que alcança também a cidade de Campos dos Goytacazes.

Pois bem, hoje recebi o extrato abaixo do Diário Oficial do município dando conta que, num processo sem licitação, a Prefeitura de Campos dos Goytacazes resolveu contratar por 180 dias uma empresa para gerenciar o Aeroporto Bartolomeu Lyzandro pela nada módica quantia de R$ 4.566.306,74 (ou R$ 761.051,12 mensais!). 

aeroporto

Antes de partir para outras questões, vendo o que diz o inciso IV do artigo 24 da Lei 8.666/1993 temos que a licitação é dispensada “nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos”.

Agora, me digam, o que seria mais urgente: matar a fome dos mais pobres ou garantir a operação das atividades aeroportuárias que poderiam ser negociadas diretamente com a Infraero em vez de se pagar vários milhões para uma empresa particular?

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A questão que aparece de forma repetida nestes quase 7 meses de governo do prefeito Rafael Diniz se refere não apenas ao uso corriqueiro da dispensa de licitações, mas também e principalmente das prioridades que aparecem nos contratos que são feitos usando este artifício. 

Agora me corrijam os apoiadores do prefeito Rafael Diniz: circula a informação de que o funcionamento do restaurante popular custava aos cofres municipais em torno de R$ 250 mil mensais.  Se isto estiver correto, como se explica que há dinheiro para contratar uma empresa para fazer funcionar o aeroporto municipal a um custo que é 3 vezes maior do que seria gasto para alimentar os pobres no restaurante popular? E antes que alguém responda, eu digo: são as prioridades do governo municipal.

O mais trágico é que na campanha eleitoral o prefeito Rafael Diniz prometeu que não acabaria com os programas sociais, e os eleitores pobres dessa cidade que queriam mudança votaram nele. Agora, com o governo em andamento, fecha-se o restaurante popular e se mantém o aeroporto funcionando.  Se o nome disto não for estelionato eleitoral, eu não sei do que chamar.

5 pensamentos sobre “Rafael Diniz e suas curiosas prioridades: fecha-se o restaurante popular para economizar, enquanto se gasta milhões para manter aeroporto aberto

  1. O que eu acho sobre isso? Vou dizer meus amigos; vejo que não se pode mais confiar em nenhum político desse nosso país, pois acabou se o respeito dos políticos para com o povo, e vemos aí na atualidade políticos indo concorrer às eleições pregando um monte de mentiras brigando entre eles por quererem simplesmente o poder, parecendo verdadeiro Campo de guerra, onde não se fala em governar, e sim um ficar malhando o governo do outro; pois se um perde e o outro diz que ama o povo por que não ajudar a governar já que perdeu a eleição; não devemos ficar jogando a população contra o atual governo, pois se o político correto gosta tanto assim da cidade do país em que ele mora ajuda a governar, mas não é isso que vemos não é meus amigos?
    E sim uma verdadeira guerras com palavras de ofensas e de baixo calão, isso eu repugno e estou a um passo como muitos campistas a resguardar o título e não votar mais em ninguém essa cambada de mentirosos, me perdoem o desabafo, meus sentimentos aos campistas pois essa cidade está morta!

    • Jean, entendo o desabafo, mas a cidade não estará morta enquanto estivermos vivendo nela. Assim, creio que o mais produtivo é cobrarmos coletivamente que os governantes ajam efetivamente a favor da maioria da população, e não em prol daqueles que sempre tiveram tudo. Aí saímos de um elemento pessoal dos governantes para uma tarefa de construir coletivamente uma cidade melhor e socialmente mais justa.

  2. Edson Coroa disse:

    A indignação é crescente nesse desgoverno. O pior é que está nítido o desrespeito às Leis , e o Povo não faz nada, será medo dos Guardiões do Legislativo e Executivo?

    • Edson, acredito que o problema não é medo, mas falta de organização política. Quando avançarmos nesse quesito, tenho certeza que os governantes pensarão melhor antes de afrontarem seus próprios programas eleitorais.

  3. Acélio Pedro Gonçalves Júnior disse:

    Eu vejo que quando um político faz em prol dos menos favorecidos é politicagem populista, agora quando se faz políticas para agradar banqueiros e empresários é o quê . Fica a resposta para próximas eleições.

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