Brasil de Temer: rumando ao Século XVI e a graves conflitos trabalhistas

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Este 11 de Novembro deverá ficar marcado na memória da classe trabalhadora brasileira como o dia em que direitos duramente conquistados foram arrancados com uma facilidade que impressiona a quem já se deu conta do retrocesso em que estamos subemergindo neste momento. Basta olhar a arte abaixo, preparada pelo PSOL, para entender a gravidade do ataque está sendo executado pelo governo “de facto” de Michel Temer contra todos os trabalhadores brasileiros.

reforma trabalhista

Os primeiros sinais de que a regressão será grave está  sendo a imediata redução de salários e compensações que eram garantidos anteriormente e até mesmo o fim da contratação de empregados em troca de pagamento de salários. Mas isto deverá transbordar para outras áreas, jogando a classe trabalhadora brasileira num ambiente cada vez mais conflituoso com os patrões e seus gerentes dentro dos locais de trabalho. É que determinadas regressões irão ser tão aviltantes que não restará outro caminho aos trabalhadores que não enfrentá-los, ainda que de forma desorganizada.

Com a entrada em vigor da  contra-reforma trabalhista  de Michel Temer, um hospital da ZonaSul da cidade de São Paulo já informou que irá cancelar o direito a folgas e remuneração em dobro até então pagas para quem trabalhasse durante  feriados [1].

O interessante é que ainda há gente que fala em alianças com uma obscura “burguesia nacional”, a qual será atingida diretamente pela redução dos salários trazidos pelo fim da Consolidação das Leis do Trabalho que a contra-reforma de Michel Temer  representa, já que salários menores representarão menor capacidade de consumo interno. Mas a burguesia nacional, seja lá o que for isso, está bem ajustada ao fato de que será pelo aviltamento de direitos que garantirá as suas taxas de acumulação de riqueza, principalmente pelo estabelecimento de alianças mais próximas com o setor rentista da economia. Em suma, falar em aliança com a burguesia nacional será tão útil quanto enxugar gelo em um dia de sol nos trópicos.

Cabe ainda lembrar o papel traidor que foi cumprido pelas grandes centrais sindicais, a CUT inclusa, que nada fizeram para pressionar o congresso nacional. Agora que o governo “de facto” de Michel Temer não vai mais entregar o biscoito prometido pela letargia demonstrado no período da aprovação das novas regras trabalhistas (uma nova forma de contribuição sindical que manteria os aparelhos sindicais em funcionamento) é até possível que vejamos arroubos discursivos contra o fim  da CLT.  Mas não haverá discurso que apague a traição cometida pelas centrais sindicais contra a classe trabalhadora. É que na hora “H”, as centrais sindicais se omitiram e sabotaram todas as tentativas de uma reação organizada contra a base governista no congresso nacional.

De toda forma, agora que a burguesia brasileira conseguiu o que procurou por muitas décadas e nem o regime militar de 1964 ousou fazer, é provável que vejamos o início de uma onda de greves e enfrentamentos. E a burguesia brasileira só terá a si mesma a culpar.  É que quem não tem nada a perder porque tudo já lhe foi tirado, não costumo reagir de forma moderada e pacífica. A ver!


[1] http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/hospital-corta-folga-e-pagamento-em-dobro-para-quem-trabalhar-no-feriado/

Um pensamento sobre “Brasil de Temer: rumando ao Século XVI e a graves conflitos trabalhistas

  1. Sônia Maria disse:

    Ou,como se costuma dizer”…o buraco será mais embaixo!”A conferir.

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