O cenário político de Campos dos Goytacazes e uma certeza: Rafael Diniz no segundo turno em 2020 é sonho de verão

rafael dinizRafael Diniz no estádio do Maracanã, segundo ele mesmo, sem medo das críticas. Fonte: Instagram do próprio

Tenho visto várias projeções que apontam que o jovem prefeito Rafael Diniz (Cidadania) é um dos prováveis participantes do segundo turno das eleições municipais de 2020. Esse tipo de projeção deve estar apoiado na certeza de que o controle da máquina municipal servirá como catapulta para que Diniz possa ter alguma chance real de conseguir esse feito.

É que passados quase 3 anos de uma gestão marcada pelo extermínio das políticas sociais herdadas de governos anteriores que implicaram na remoção dos pobres do orçamento municipal, Rafael Diniz e seus menudos neoliberais não entregaram nenhum dos produtos que prometeram ao eleitorado campista, convertendo as expectativas de mudança em um amargo sentimento de estelionato eleitoral.

As ruas da cidade têm hoje duas coisas que sintetizam o que está sendo este governo: crateras e sujeira. De quebra, nossas principais vias de circulação estão hoje sendo disputadas pelos órfãos das políticas sociais exterminadas pela sanha neoliberal que Rafael Diniz transformou em prática de governo. 

A coisa só não está pior porque em diferentes pontos da cidade surgiram exemplos de solidariedade social que servem para diminuir o sofrimento dos mais pobres. O principal exemplo é a fila de comida que se forma todos os dias no Jardim São Benedito onde são servidas centenas de refeição, mormente em função do esforço hercúleo das freiras do Mosteiro da Santa Face e do Puríssimo e Doloroso Coração de Maria.

A administração de Rafael Diniz conseguiu mais recentemente a “proeza” de começar a atrasar o pagamento dos salários dos servidores municipais, seguindo o exemplo iniciado por antigos companheiros de alianças partidárias como o ex-(des) governador Luiz Fernando Pezão.   Esse tipo de postura nada tem a ver com a modernização das práticas administrativas e de gestão, representando apenas uma opção de castigar os que não são culpados por opções mal feitas e, não esqueçamos, por uma evidente indisposição para pegar no batente por parte do prefeito e sua equipe de menudos neoliberais.  

Assim, que ninguém se engane. Essa gestão caminha para um final trágico, e que pode ter como consequência até o imponderável eleitoral que seria a eleição de outro neófito para sentar na cadeira de prefeito de Campos dos Goytacazes. É que uma das consequências de uma gestão tão distante do que foi prometido poderá ser a opção pelo imponderável.

Mas enquanto a eleição não chega, Rafael Diniz pode se energizar indo ao Maracanã para assistir jogos do seu time do coração sem medo de ser feliz. Enquanto isso, milhares de servidores públicos municipais e suas famílias não sabem se poderão ir na  padaria para comprar o pão.

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