Flexibilizar o isolamento social é preparar o genocídio dos pobres

virus infecções

Em várias cidades brasileiras a população vem acorrendo às lotéricas e agências bancárias em grandes números, fato esse que está fartamente ilustrado em jornais e redes sociais.  Apesar de todas essas aglomerações, não se vê na maioria das cidades nenhuma ação do estado (em qualquer esfera que seja) para educar a população e disciplinar o acesso aos serviços que continuam funcionando.

Não bastasse isso, diversos governadores (Wilson Witzel (RJ) e Romeu Zema (MG), como exemplos) estão agindo para flexibilizar (na verdade relaxar) decretos anteriores para permitir a abertura do comércio em cidades que estejam com um número oficial de casos de COVID-19.  Além disso, a entrega dos recursos aprovados pelo congresso nacional para auxiliar a parte mais prejudicada da classe trabalhadora está se dando de forma claramente vagarosa, o que contribui para a saída às ruas das pessoas em busca de algum ganho que lhes permita comprar um mínimo de alimentos para não passar fome.

Várias pessoas caminham pelo centro de São Paulo na segunda-feira, 6 de abril.Multidão caminha pelas ruas do centro de São Paulo no dia 06 de abril.

Toda essa situação ocorre em meio ao aumento do número oficial de pessoas contaminadas pelo COVID-19, aumento esse que também está se estendendo ao número oficial de pessoas falecidas como consequência dessa infecção. 

corona-7abr-1Número de infectados pelo COVID-19 até o dia 07 de abril mostra curva em ascendência acelerada.

O fato é que  no momento exato em que as curvas de contaminados e mortos pelo COVID-19 estão dando sinal de aumento explosivo, os governantes estão abrindo as portas do comércio. Para entender que isso nos levará a uma catástrofe sanitário não é preciso ser cientista, pois é só usar o senso comum para ver que exatamente isto o que ocorrerá. 

E para quê abrir o comércio e flexibilizar a forma de milhões de brasileiros de trabalhar sem que seja sequer fornecido o material necessário para os profissionais de saúde trabalharem em um nível mínimo de segurança? Essa é a questão que deveria estar sendo feita, pois a verdade é que o Brasil está flertando neste momento com o genocídio das parcelas mais pobres da sua população.

E como bem disse o neurocientista Miguel Nicolelis: ‘Temos de convencer as pessoas da letalidade do inimigo’, pois o principal a fazer no momento é manter o isolamento social: “Estamos num estado de guerra. O mundo que a gente conhecia desabou”.  Simple assim!

Um pensamento sobre “Flexibilizar o isolamento social é preparar o genocídio dos pobres

  1. Ivanilde Moreira disse:

    É a treva!

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