COVID-19: Brasil já é o 3o. em casos de pacientes em condições críticas

brasil

Com dados disponibilizados pelo site “Worldmeters“, a  tabela abaixo mostra a situação dos 15 países com maior número de casos infecção pelo coronavírus, com um destaque para o Brasil que já subiu para o 12o. lugar em termos de infectados.

quadro geral

Um fato que me chamou a atenção é a discrepância do número total de casos com o de número de doentes em situação crítica (aqueles que requerem a internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e até o uso de respiradores mecânicos. É que enquanto no número de infecções o Brasil é apenas o 12o. colocado, o nosso país é o 3o. em termos de pacientes considerados como estando em condição crítica.

Essa discrepância leva à inexorável questão que o eventual colapso das unidades hospitalares que abrigam pacientes em condições críticas terá na quantidade de óbitos. É que segundo um estudo realizado por pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, a taxa de mortalidade nos casos críticos é de pelo menos 49%.

Contra uma estimativa mais exata do número de mortes que poderão ocorrer no Brasil conspira a alta subnotificação de pessoas infectadas, o que é agravado pelo baixíssimo número de testes que já foram realizados e tiveram seus resultados confirmados.  Nessa variável, o Brasil continua com apenas 62.985 testes realizados, com uma taxa de 296 testes por milhão de habitantes. No caso da Espanha, que é o segundo país com mais pacientes em condição crítica, o número de testes realizados é 930.230, com uma taxa de 19.986 testes realizados por milhão de habitantes. A nota aqui é que a Espanha se encontra em um processo de achatamento da sua curva de novas infecções e de óbitos, justamente porque impôs normas de isolamento social associadas ao aumento do número de pessoas testadas.

Em síntese, a situação do Brasil continua extremamente preocupante, pois, além do número de pacientes em condições críticas, o nosso país não está tomando as medidas necessárias para estimar as principais áreas em condições críticas em termos de novos casos de infecção, o que seria possível com a realização massiva de testes.

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