Em meio aos caos criado por Jair Bolsonaro, Brasil atinge a marca macabra de 1.000 mortes diárias

Bolsonaro e Mandetta ignoram recomendação de uso de máscara contra ...

Há quatro dias atrás, o insuspeito jornal “The Washington Post” publicou uma matéria intitulada “Drug promoted by Trump as coronavirus ‘game changer’ increasingly linked to deaths” (o que em português pode ser lido como ” Droga promovida por Trump como “divisor de águas” do coronavírus cada vez mais ligada a mortes”. Obviamente, o artigo assinado pelo trio de jornalistas Toluse OlorunnipaAriana Eunjung Cha e Laurie McGinley falava da hidroxicloroquina, uma variante menos tóxica da hoje famigerada Cloroquina.  O vaticínio final do artigo foi de que as evidências em prol do uso da cloroquina a partir de estudos sérios não são apenas ausentes, mas como estão confirmados vários malefícios do uso do medicamento.

wp cloroquina

Enquanto isso, o congênere brasileiro de Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro continuou sua cruzada dupla que, por um lado, insiste no fim das medidas de confinamento social em prol de uma suposta retomada dos empregos e, de outro, demanda a adoção generalizada da mesma cloroquina que foi desmoralizada como ineficiente na matéria mostrada acima.

Há que se lembrar que por causa da insistência na adoção generalizada da cloroquina, o Brasil perdeu em menos de um mês não apenas um, mas dois ministros da Saúde (Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich), e que estamos navegando a pandemia como um cego que tateia as paredes de uma caverna escura. É que o substituto interino de Nelson Teich, o general  Eduardo Pazuello, reconheceu ser um “leigo nas questões técnicas na área da saúde“.  Em outras palavras, o general Pazuello está desde a saída de Nelson Teich no lugar errado, e na nossa pior hora, quando se trata de enfrentar uma pandemia letal. 

vitimas covid-19

Hoje (19/05) veio a consequência mais concreta do caos que foi instalado no Ministério da Saúde, pois o Brasil acaba de superar a marca macabra de 1.000 mortes diárias  (o equivalente a 13 quedas do avião que vitimou a equipe da Chapecoense) por COVID-19, em um total de 1.179 óbitos em 24 horas, ou um morto a cada 73 segundos! Quando eu previ há algumas semanas que o caos sendo instalado na gestão da pandemia iria causar a chegada dessa quantidade de mortos, tive que conviver com a cara de espanto da pessoa com quem eu conversava.  Lamentavelmente, minha previsão estava certa, e agora temo que cheguemos a números ainda maiores do que os enfrentados em países como EUA, Itália, Espanha, Reino Unido e França.  

Por que essa previsão tão ruim? Simplesmente porque perdemos vários cavalos que passaram encilhados para não chegarmos a esta situação, mas a insistência do presidente Jair Bolsonaro de desacreditar as medidas de isolamento social, combinada com a aquiescência da maioria dos seus ministros, acelerou a curva de contaminação. Agora, nos resta esperar que o vírus siga o seu ritmo, enquanto a rede hospitalar ultrapassa a linha do colapso total.

Esse balanço é fundamental para que depois que passada a grande onda da pandemia, possamos fazer os devidos ajustes de conta com os responsáveis pela catástrofe que está se abatendo sobre um número incalculável de famílias brasileiras, especialmente aquelas vivendo nos grandes bolsões de pobreza que estão espalhados pelas grandes cidades brasileiras. 

Finalmente, para aqueles que estão hoje se perguntando sobre o que é realmente importante neste momento. Eu diria que é se manter saudável, aplicando as regras de confinamento social e de higiene pessoal que são, por enquanto, as ferramentas mais eficazes para se enfrentar a difusão acelerada do coronavírus.

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