Carta aberta denuncia situação de calamidade na Unidade Pré Hospitalar de Travessão (UPHT)

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Carta aberta à população de Campos dos Goytacazes

“A situação da saúde pública não está nada fácil para a população, muito menos para os profissionais de saúde, em Campos dos Goytacazes”.

Além dos problemas noticiados nas redes sociais e imprensa sobre a Unidade Pré Hospitalar de Travessão (UPHT) que vão desde a obra entregue com entupimentos, insalubridade das enfermarias, falta de ventilação adequada, mofo nas paredes, falta de higienização dos ares condicionados, até os problemas que se agravam com a pandemia.

Como se não bastasse a escassez de EPI’s, a falta de álcool em gel nos suportes para pacientes e funcionários, a falta de médicos em finais de semana, a população está exposta a uma gestão sem competência e compromisso com a vida humana.

Essa semana chegaram testes rápidos para serem realizados nos funcionários. Os testes só foram utilizados durante três dias da semana e recolhidos sem a devida justificativa.

O que nos deixa estarrecidos é que alguns funcionários testaram positivo e isso não resultou em seu afastamento da função como requer o protocolo.

Foi necessária a mobilização de alguns profissionais para que o trabalhador tivesse seu direito garantido, além de evitar maior exposição e contaminação de colegas e pacientes.

Assustador é que nesta unidade alguns profissionais utilizam um argumento vil: “todo mundo tem que pegar para imunizar”. Isso significa que não cumprem o protocolo em seu atendimento e, provavelmente se expõem nas ruas, colocando muitas vidas em risco e quando retornam aos seus plantões.

A UPHT é uma amostra do que está ocorrendo no município. Quais protocolos estão sendo seguidos com seriedade? Que direito os profissionais de saúde recorrem a um pensamento liberal se dando o direito de banalizar o risco que a população está exposta a um vírus com tamanha letalidade?!

Diante dessas questões pedimos à população que se conscientize, que defenda o direito a uma politica pública de qualidade e que juntos possamos exigir dos ´gestores´ ações efetivas na proteção e combate à pandemia, em caráter emergencial de forma que as mortes sejam evitáveis.”

fecho

Esta carta aberta foi originalmente publicada no perfil mantido pelo jornalista Saulo Pessanha na rede social Facebook [Aqui!].

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