Traduzindo a notícia: a batata de Ricardo Salles está assando

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O jornal “Folha de São Paulo” publicou hoje uma simpática nota em sua coluna “Painel” onde revela que pesos pesados da economia brasileira (incluindo nomes como Abílio Diniz (Península), André Gerdau (Gerdau), André Esteves (BTG), Elie Horn (Cyrela), Rubens Ometto (Cosan)e Wesley Batista Filho (JBS)) teriam saído “frustrados” de um colóquio virtual organizado pela Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp), o “Conselho Diálogo pelo Brasil”, com o ministro (ou seria anti-ministro?) do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por entender que ele ainda não “tem a postura esperada” em relação à questão ambiental (ver image abaixo).

salles batata

Como nesse grupo não há ninguém que veio ao mundo para bom dia a poste, a verdadeira mensagem que está nesta nota escrita pela jornalista Joana Cunha é que a batata de Ricardo Salles está em estágio avançado de assamento, especialmente à luz das últimas denúncias de que ele virtualmente paralisou a fiscalização de violações ambientais em todo o território brasileiro.

E que se note que a “frustração” das cabeças coroadas do empresariado nacional não tem nada a ver com as práticas de Salles em si, mas à inevitável conclusão que o ambiente de tolerância que existia durante o governo Trump desapareceu com a chegada de Joe Biden. E. pior, que a chegada de Joe Biden significou a volta dos EUA ao circuito das nações que se preocupam com, pelo menos na aparência, em controlar as emissões de gases estufa, nas quais o Brasil é um gigante quando consideradas as oriundas às mudanças na cobertura florestal.

Assim, por “postura esperada” leia-se a necessidade de “play ball” (jogar o jogo) que está sendo ditado pelos principais parceiros comerciais brasileiros, em vez de se abrir o caminho, como Salles está fazendo, para uma destruição explosiva dos biomas florestais da Amazônia e do Cerrado.  Assim, ainda que por motivos puramente pragmáticos, é que a batata de Salles está assando… ou se Salles preferir, a sua vaca está indo para o brejo. Desta forma, mesmo que Salles seja um dos ministros mais amados por Jair Bolsonaro, nem o presidente talvez possa salvá-lo do cadafalso. 

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