Europeus querem diplomacia climática com a China, indica pesquisa

climate diplomacyUma tela mostra imagens de notícias do presidente chinês Xi Jinping participando de uma cúpula em vídeo sobre mudança climática com a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Emmanuel Macron, em uma rua comercial de Pequim na sexta-feira, © REUTERS

O público em seis países europeus quer que seus governos priorizem a mudança climática nas relações com a China, indica uma nova pesquisa do Instituto YouGov. A pesquisa foi encomendada pelo think tank E3G e foi realizada na Alemanha, Dinamarca, França, Itália, Polônia e Reino Unido em abril de 2021.

Em média, nos seis países pesquisados, 7 em cada 10 (72%) pessoas acreditam que abordar a mudança climática deveria ser uma prioridade muito ou bastante alta na política externa de seu país em relação à China.

Mesmo nos países em que foram identificadas opiniões predominantemente negativas sobre a China (Alemanha, Dinamarca, França e Reino Unido), o público sente que a mudança climática deveria ser uma alta prioridade para o envolvimento de seu país com o gigante asiático.

No total, mais pessoas indicaram que a mudança climática é uma prioridade muito alta (40%) do que aqueles que veem a criação de novos acordos comerciais como uma prioridade muito alta (18%). 
 
A pesquisa chega em um momento em que a cooperação sobre o clima com a China – maior emissor do mundo com uma participação de 27% nas emissões globais – é percebida como estando encolhendo.
 
“Esta pesquisa fornece provas claras de que, apesar das tensões emergentes entre a União Europeia e a China, a maioria dos europeus acredita que o clima deve ser uma das prioridades na agenda de política externa com a China, juntamente com as preocupações sobre direitos humanos e o desenvolvimento de uma resposta global à COVID-19”, afirmou Nick Mabey, Chefe Executivo do E3G.

“Embora o público europeu pense que a diplomacia climática com a China é importante, eles também esperam que a China produza mais para cumprir suas ambiciosas metas climáticas” diz Byford Tsang, Assessor Sênior de política do E3G. “A União Européia, os Estados-Membros e o governo do Reino Unido devem continuar engajados com a China na implementação de ações climáticas de curto prazo, incluindo uma moratória sobre a construção de usinas elétricas a carvão no país e no exterior”.

Relação China-EUA

A China foi o primeiro país, após os Estados Unidos, a falar durante a Cúpula de Líderes Climáticos convocada pelo presidente Joe Biden. Embora nenhuma nova meta formal tenha sido anunciada, Xi Jinping disse que a China “limitaria estritamente o aumento do consumo de carvão no 14º período do plano quinquenal e o reduziria gradualmente no 15º período do plano quinquenal”.

Dias antes, em 18 de abril, EUA e China divulgaram uma declaração conjunta sobre suas metas climáticas. Nela, a China concorda em trabalhar metas mais ambiciosas nesta década e em entregar planos de descarbonização de longo prazo em linha com a neutralidade de carbono líquido zero na COP26, que será realizada em novembro, na Escócia.

Os resultados da pesquisa realizada com os europeus estão alinhados com os dados de outra pesquisa de opinião , feita nos EUA, em dezembro do ano passado pelo Asia Society Policy Institute. O estudo indicou que a maioria dos americanos apoia a cooperação com a China para enfrentar a mudança climática e reduzir as emissões.

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