Em assembléia lotada, professores da UENF rejeitam chantagem do (des) governo Cabral e mantem greve

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Após duas semanas de greve, os professores da UENF se reuniram novamente na tarde desta 5a. feira (27/03) e rejeitaram tanto a proposta de reajuste de 35% em duas parcelas, como a exigência feita pelo (des) governo Cabral para eles suspendam o movimento para que uma proposta seja enviada à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Essa posição não foi contestado por nenhum dos professores presentes, e reflete a solidez da atual greve.  As informações prestadas pelo Comando de Greve sobre as diferentes reuniões realizadas com representantes da SECT, parlamentares na ALERJ e a excelente recepção que o movimento está tendo nas ruas de Campos dos Goytacazes serviram como razões objetivas para estas decisões.

Por outro lado, numa demonstração de que a solidariedade entre os diferentes segmentos que compõe a comunidade universitária já é um dos grandes ganhos desta greve, a assembléia aprovou a realização de reuniões para articular as atividades que serão promovidas por professores, estudantes e servidores da UENF. Além disso, foi aprovada também um convite para que o comando de greve dos servidores da FENORTE também participe das atividades conjuntas, o que representa outro saldo extremamente positivo deste movimento.

Na questão específica da FENORTE, os professores aprovaram uma moção de solidariedade aos servidores da FENORTE que estão sendo ameaçados pelo corte de ponto como forma de quebrar a justa greve que eles realizam neste momento.

Uma coisa é certa: se o (des) governo comandado por Sérgio Cabral e Pezão acreditava que iria chantagear novamente os professores da UENF a saírem de greve de mãos abanando, a assembléia de hoje mostra que isto não vai acontecer desta vez. Aliás, o que parece claro é que a paciência da maioria dos presentes com o (des) governo do Rio de Janeiro se esgotou de vez em função de tantas promessas descumpridas. Agora que está assumindo o timão de uma nau que parece desgovernada, Pezão faria muito bem para si mesmo negociando em vez de continuar o método da chantagem e da enrolação que prevaleceu até agora.

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