Artigo na Scientific Reports alerta para efeitos duradouros da contaminação causada pelo TsuLama da Samarco

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Quase dois anos depois da ocorrência do TsuLama da Samarco (Vale + BHP Billiton), a comunidade científica continue lançando luz sobre os efeitos desastrosos que o maior acidente da história da mineração está tendo sobre os ecossistemas do Rio Doce. Um exemplo disso é o artigo publicado por pesquisadores brasileiros no “Scientific Reports”, revista científica que é publicada pelo mesmo grupo que publica a revista Nature, e que conta com a participação do professor Carlos Eduardo Rezende, chefe do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

Segundo o que me revelou o prof. Carlos Rezende, um dos principais pontos do artigo foi que ficou demonstrado que a situação no Rio Doce não está normalizada, o que foi verificado a partir do uso de equipamentos mais sensíveis e que permitiram uma avaliação mais precisa do estado em que se encontra a área afetada pelo TsuLama da Samarco (Vale + BHP Billiton).

Do ponto de vista dos resultados, o artigo demonstra que os níveis de material dissolvido e em suspensão continuam elevados quase dois anos depois da ocorrência do TsuLama. Os autores do trabalho alertam ainda que a ocorrência de chuvas pesadas levarão a processos erosivos que, por sua vez,  devem contribuir para a remobilização e o consequente transporte de material contaminado.

Este cenário implicará na manutenção de altos níveis de entradas de material particulado em suspensão (MPS) e de metais por um período ainda indeterminado.  Como consequência, os ecossistemas do Rio Doce continuarão sendo impactados com efeitos duradouros sobre a capacidade dos mesmos de gerar os chamados serviços ambientais.

Diante dos cenários apontados nesta publicação, fica ainda mais evidente a necessidade de que as mineradoras envolvidas na ocorrência do TsuLama (Samarco, Vale e BHP Billiton) sejam obrigadas a ressarcir as comunidades atingidas e de investir de forma mais robusta na reparação dos danos ambientais que continuam ocorrendo ao longo do Rio Doce.

Para os interessados em ler este artigo, basta clicar [Aqui!]

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