Enquanto chineses fazem algodão crescer no lado escuro da Lua, o Brasil aposta no banho de sangue

patria armada

Duas notícias aparentemente díspares mostram a distância em que China e Brasil se encontram neste momento. A primeira é a sensacional novidade de que os chineses conseguiram o ineditismo de fazer uma semente de algodão germinar no lado escuro da Lua.

Como informou o jornal português Público, o sucesso da semente de algodão representa a primeira “mini-experiência” de cultivo bem-sucedida da missão chinesa (e de qualquer outra nação, já agora) em solo lunar [1]. Isto logo depois de a China ter sido também o primeiro país a pousar um módulo no lado oculto da Lua, a 3 de Janeiro.

semente

Imagem do recipiente especial onde estão as sementes levadas para solo lunar UNIVERSIDADE DE CHONGQING/EPA

O sucesso da missão chinesa na Lua é consequência do massivo a a  em ciência que a China vem empreendendo nas últimas décadas, a ponto de se estimar que a produção científica chinesa vá ultrapassar a dos EUA.  Tal feito aponta para uma realidade bastante promissora par a economia chinesa, pois os avanços científicos estão sendo orientados para livrar o país da dependência da produção de produtos industrializados de baixo valor agregado.

A segunda notícia foi a lamentável decisão do governo federal do Brasil de liberar a compra de até 4 armas de fogo por cidadãos acima de 25 anos. Ao lado do fato de que o Brasil já detém o recorde de ser o país onde mais se mata com arma de fogo no mundo (estimativas dão conta de 45 mil mortes anuais), a liberação de armas ocorre num momento de grave crise econômica e social.  Assim, a chance de que os números de assassinatos crescem ainda mais, pondo o Brasil na antessala de um banho de sangue inédito até para seus padrões altamente violentos.

Enquanto isso, a ciência brasileira está sob forte ataque ideológico já que vários dos novos dirigentes de importantes agências científicas brasileiras são discípulos de uma personagem que coloca em dúvida até o heliocentrismo!

O resultado do descompasso que essas notícias desvalam não é difícil de se antever: os chineses vão continuar produzindo suas proezas científicas, enquanto o Brasil continuará sendo o país detentor do maior recorde de mortes por armas de fogo.

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