Estudo da USP refuta alegação de Ricardo Salles sobre o dia que virou noite em São Paulo

queimada mais frente friaCinzas das queimadas da Amazônia fizeram o dia virar noite em São Paulo. Mas para o ministro Ricardo Salles, isso seria  notícia falsa

Até o mais quimicamente desinformado habitante da região metropolitana de São Paulo foi capaz de estabelecer rapidamente uma ligação entre o fenômeno que transformou o dia em noite na última segunda-feira às queimadas da Amazônia.  Rapidamente o improbo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (do partido “Novo”) veio à público para negar de forma peremptória qualquer ligação entre os fatos, alegando que isso seria uma “notícia falsa“.

Pois bem, um problema para Ricardo Salles é que a nuvem negra virou chuva, o que possibilitou que pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo examinassem amostras da água que caiu sobre a capital paulista.  Entre os compostos detectados hidrocarbonetos que são excelentes marcadores de origem do material, o que confirmou cientificamente o que os paulistanos já sabiam. Segundo a professora e pesquisadora Pérola de Castro Vasconcellos, do Instituto de Química da USP, “entre os hidrocarbonetos encontrados está o reteno, que é um marcador de queimada.”

Água de chuva coletada na região metropolitana de São Paulo continham elementos químicos associados às queimadas na Amazônia.

Desta situação se depreendem duas constatações. A primeira é que temos diante de nós é o resultado direto do transporte de material particulado oriundo das queimadas que estão ocorrendo na Amazônia e no Centro Oeste. A segunda é que temos um mentiroso contumaz sentado na cadeira de ministro de Meio Ambiente, o qual não se nega a cumprir o papel deliberado de mentiroso para fazer prevalecer as políticas anti-ambientais do governo Bolsonaro.

O problema é saber como agir a partir dessas constatações, pois a situação que está se criando a partir do alastramento da franja de desmatamento (principalmente dentro de terras públicas da União, é preciso que se diga) possui implicações para além dos impactos regionais na Amazônia.  É que se for mantida a velocidade do desmatamento na Amazônia, os problemas que serão criados para o clima não apenas do centro sul brasileiro, mas de todo o planeta, serão imensos.  E nesse contexto, ter uma figura como Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente somente ampliará a catástrofe que nos espreita.

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