Mudanças climáticas geram devastação em meio ao negacionismo climático do governo Bolsonaro

Cenas da destruição causada pelas chuvas deste final de semana no município de Mesquita, Baixada Fluminense.

O estado do Rio de Janeiro sofreu nas últimas 24 horas o impacto de chuvas devastadoras que estão trazendo muito sofrimento dentro de muitas cidades, a começar pela sua capital (ver vídeo abaixo mostrando cenas caóticas no bairro de Realengo). 

Esses eventos climáticos extremos estão previstos para serem uma das marcas registradas no comportamento climático que está ocorrendo em todo o planeta como resultado das mudanças climáticas que resultam do aquecimento da atmosfera da Terra.

Essa nova normalidade “anormal” deveria estar sendo motivo de uma forte preparação por parte de todas as esferas de governo no Brasil, visto que temos cidades que evoluíram de forma segregada, produzindo o ambiente perfeito para grandes desastres em face de eventos climáticos extremos que passaremos a enfrentar nas próximas décadas.

Mas o fato é que neste momento o Brasil está entregue a um governo federal dominado pelos chamados “céticos climáticos” para quem as apuradas previsões geradas pela comunidade científica mundial sobre as mudanças climáticas não passam de um complô formulado por marxistas. Com isso, o governo Bolsonaro jogou na lata de lixo o conhecimento científico e abraçou as teses do ceticismo climático.

Um dos céticos climáticos do governo Bolsonaro ocupa a estratégica cadeira de ministro do Meio Ambiente. Desde essa posição é que Ricardo Salles demitiu duas autoridades responsáveis pelas tratativas do combate às mudanças climáticas, deixando basicamente acéfalo uma área estratégica do seu ministério.

E que ninguém se engane com os discursos que jogam nas costas de Deus e de São Pedro toda a dor e sofrimento que os habitantes das áreas mais pobres das cidades brasileiras deverão atravessar em face da inexistência de políticas públicas que permitam o necessário ajuste à realidade que está se estabelecendo onde eventos anormais serão a nova normalidade.  A culpa será dos céticos climáticos que hoje colocam o Brasil na vanguarda do atraso no combate às mudanças climáticas.

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