Certeza matemática: atos pró-Bolsonaro geraram centenas de novos infectados pelo coronavírus

atos infecçãoAtos promovidos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro vão, com certeza matemática, gerar novos casos de infecção por coronavírus que vão sobrecarregar ainda mais  hospitais que já se encontram em fase de colapso

Desde ontem vejo muita coisa sendo escrita para descrever as ações realizadas ao longo do dia de ontem por um segmento ínfimo da população brasileira em prol da instauração de um novo Ato Institucional para retornar o Brasil ao período mais obscuro do regime militar que se instaurou em 1964 e governou o nosso país até 1985.

A verdade é que observadas imagens geradas nas redes sociais pelos próprios participantes das mobilizações, a afluência de pessoas foi, com exceção de São Paulo, um fiasco. Mesmo o “ato principal” em Brasília, e que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro, reuniu pouquíssima gente, revelando o grau de isolamento político a que os defensores de um novo ato institucional estão relegados (abaixo o momento em que o presidente Jair Bolsonaro é obrigado a parar seu discurso por tossir copiosamente).

Mas deixando de lado o ato político em si, o que tivemos ontem pelo Brasil afora foi a transformação de ruas e avenidas de muitas cidades brasileiras em focos de infecção pelo coronavírus. É que também foi possível observar que a maioria dos participantes não portava máscaras de proteção, e que estavam presentes grupos de idosos e crianças, sendo que os primeiros são alvos preferenciais para os casos mais graves da COVID-19, e os segundos são tidos como potenciais vetores de disseminação do coronavírus.

O interessante é que a estas altura do campeonato, os participantes desses grupos já foram informados de formas as mais variadas sobre os riscos que todos estão correndo ao formarem aglomerações e de forma desprotegida. A maioria dessas pessoas está colocada não apenas em degraus mais altos da pirâmide econômica, mas como são supostamente mais educados (formalmente pelo menos) do que os milhões de brasileiros que vivem em condições de extrema pobreza.

Como os efeitos da contaminação do coronavírus é normalmente de 5 dias, é provável que já ao fim da semana que se inicia teremos centenas de novos casos de COVID-19, sobrecarregando ainda mais um sistema de saúde que já se encontra fortemente sobrecarregado.  Resta saber como se comportarão aqueles que, por irem a estes focos de infecção, caírem vítimas do coronavírus.

Por último, é preciso notar que não foram apenas em atos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro aconteceram ontem. Aqui mesmo em Campos dos Goytacazes, centenas de pessoas acorreram ao Morro do Itaoca para fazerem lazer a céu aberto, transformando aquela área de proteção ambiental (APA do Itaoca) em um grande foco de infeccção. E novamente há que se apontar que não estavam ali presentes membros das comunidades mais pobres da cidade. É tipo de descaso ao conhecimento científico e às normas sanitárias que resultará em um aumento exponencial de casos de contaminação. E, convenhamos, tanto nos atos políticos como no uso de áreas ambientais para lazer, os infectados o fazem sabendo dos riscos. Depois que não se reclama a Deus ou da má sorte.

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